A PROTESTE – Associação de Consumidores  divulgou os resultados do teste que verificou a eficácia e a qualidade dos principais repelentes do mercado. Foram testados 11 produtos, sendo oito de uso familiar e três de uso infantil. Os resultados foram preocupantes.

O verão está próximo e, com ele, insetos inconvenientes começam a aparecer mais frequentemente, causando desconforto ao picar a pele e que podem transmitir doenças como a dengue, zika e chikungunya, pelo Aedes aegypty, por exemplo. De acordo com dados divulgados pelo Ministério da Saúde, só no último ano, cerca de 729 pessoas morreram em decorrência dessas três doenças. E, no momento, as autoridades de Saúde de São Paulo preocupam-se com a febre amarela, também decorrente do  mesmo mosquito, que passa a ser transmissor da doença quando pica uma pessoa infectada.

Pensando no bem-estar do consumidor que compra o repelente — que também é oferecido contra o Culex, mais conhecido como pernilongo — com o objetivo de resguardar-se, a PROTESTE fez um teste para conferir a qualidade desse produto tão procurado. De acordo com os resultados, ficou comprovado que todos os avaliados são eficazes contra os mosquitos. No entanto, alguns protegem por menos tempo que o indicado na embalagem, o que representa um grande perigo à população, que acredita estar protegida por um tempo mais longo.

A pesquisa avaliou marcas que utilizam componentes como Deet, Icaridina e IR3535. Este último, por sinal, é o menos tóxico. Vale ressaltar que essas substâncias podem causar reações indesejáveis, sobretudo alérgicas, em peles mais sensíveis.

Algumas têm efeitos já bem conhecidos, mas ainda não há estudos conclusivos sobre a ação de todos os ativos repelentes em organismos mais sensíveis, como os de crianças e gestantes. Por isso, é importante que a escolha seja feita com cuidado.

RESULTADOS:

Quanto à rotulagem obrigatória, todos os produtos estão de acordo com a legislação para cosméticos e repelentes. A maior parte deles apresenta o rótulo legível.

No Super Repelex, porém, as letras são muito pequenas, o que dificulta bastante a leitura e, por isso, ele foi considerado aceitável nesse item. Johnson’s Baby, SBP e Out Inset foram avaliados como bons.

O Exposis Extreme é o produto que protege por mais tempo (nove horas), seguido pelo Exposis Infantil, que pode impedir picadas de mosquitos durante oito horas.

 

Decepcionante:

O problema é que, apesar de oferecerem boa proteção, ela não condiz com a informada no rótulo. O Baruel, por exemplo, garante proteger por 13 horas, cerca de cinco a mais do que o tempo verificado no teste da PROTESTE. Foi a maior diferença encontrada entre os produtos avaliados. O Isdin Xtrem age por cinco horas e 15 minutos. No entanto, a embalagem informa que esse tempo de proteção é de sete horas.

O Exposis, nas duas versões, também protege por período inferior ao que está informado no produto. O infantil age por duas horas a menos e o Extreme, por uma hora. Assim, os quatro repelentes que apresentaram essa variação foram considerados fracos no critério veracidade do rótulo. Desse modo, o consumidor, ao confiar na informação do rótulo, compra e utiliza um repelente acreditando estar resguardado contra os mosquitos por mais tempo do que realmente está.

Esse tipo de conduta do fabricante é considerado oferta enganosa, segundo o Código de Defesa do Consumidor.

Melhores do teste:

Dentre os produtos para uso familiar, o SBP foi o que apresentou o melhor desempenho, protegendo por até 5 horas contra o mosquito Aedes e Culex, além de cumprir exatamente o tempo de proteção declarado no rótulo.

No caso dos produtos infantis, o Johnsons Baby apresentou os melhores resultados, protegendo por 4 horas contra a picada dos mosquitos Aedes e por quase 5 horas contra o Culex, também cumprindo o tempo de proteção descrito no rótulo.

Custo benefício:

A última etapa do teste foi medir a dosagem do princípio ativo, ou seja, conferir se a concentração dessa substância é a mesma que consta do rótulo. A Proteste tolerou uma variação de 10%, para mais ou menos. Felizmente, todos os produtos foram bem avaliados nesse sentido.

O consumidor vai conseguir encontrar bons repelentes para uso familiar e infantil por preços acessíveis. Se optar pela escolha certa (Xô Inseto) em vez do mais caro do teste (Isdin Xtrem), na categoria família (acima de 2 ou 3 anos), pode economizar cerca de R$ 40, considerando os preços mínimos de ambos por embalagem. Se considerarmos uma família com 4 pessoas comprando 1 frasco por mês, essa economia chega a R$480 por ano!

MEDIDAS:

O teste com repelentes já foi realizado pela Associação no ano de 2015 e apresentou resultados insatisfatórios. No entanto, o quadro deste ano mostra claras melhorias, mas ainda não o suficiente para garantir uma proteção tranquila aos consumidores.

Diante de alguns resultados deste teste, a PROTESTE denunciou à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) os fabricantes dos repelentes que apresentaram tempos de proteção contra mosquitos inferiores aos informados nos seus rótulos. Também pediu a alteração das embalagens dos produtos e todo o material publicitário usado para promovê-los. O consumidor que compra e utiliza um produto com esse tipo de falha acaba expondo sua saúde a riscos ao acreditar em uma oferta enganosa. E isso é inaceitável. <<Com apoio de informações/fonte: Ass.Imprensa-PROTESTE>>

Para ver a avaliação completa, basta acessar   https://bit.ly/2zVhT9J   e fazer a comparação completa dos repelentes.

Organicos

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