Você já deve ter ouvido falar de ácido úrico, um composto produzido naturalmente pelo organismo, resultante do metabolismo de uma proteína chamada purina, presente em muitos alimentos.

O ácido úrico é eliminado pelos rins, pela bile e pelo intestino. Podemos medir seus níveis no corpo, através de exames clínicos de sangue e urina. Quando o estado sanguíneo se encontra com ácido úrico acima do normal, usamos o termo hiperuricemia.

Segundo a nutricionista Natália Cristina Ipaves –  da Clínica Vita & Salute Fisioterapia e Qualidade de Vida,   o excesso de ácido úrico se cristaliza no organismo e pode causar várias doenças: gota, pedra no rim, doenças renais, hipertensão, artrite e problemas cardiovasculares.

GOTA === Aparece quando o organismo consegue eliminar o ácido úrico produzido em excesso, ou quando fabrica muito mais do que deveria. Esse ácido, então, acumula-se nas articulações (punhos, cotovelos, tornozelos, joelhos e pés), formando pequenos cristais ponteagudos de monourato de sódio e causando inflamação, dor e inchaço, que nada mais são do que uma resposta imunológica do organismo.

A gota afeta comumente homens de 30 a 60 anos. Já as mulheres, tem a tendência aumenta depois da menopausa.

PEDRA NO RIM === O papel que o rim desempenha em nosso corpo é filtrar o ácido úrico, para mantê-lo equilibrado no sangue. Em seguida, esse composto é eliminado pela urina. Se ele se cristaliza, forma as pedras que ao sair pela uretra, causam muita dor.

De acordo ainda com a nutricionista Natália Cristina Ipaves, com uma alimentação saudável, controle de peso, redução de bebida alcoólica, prevenção e tratamento da diabetes e redução dos níveis de colesterol e pressão arterial, é possível evitar crises de gota.

REMÉDIO SÓ COM PRESCRIÇÃO MÉDICA ==== O medicamento mais comum para o tratamento da gota é o “alopurinol”, que só deve ser utilizado com prescrição médica, pois atua   diretamente na eliminação do ácido úrico pelos rins. Ele é de uso contínuo e não deve ser utilizado por pessoas que tem problemas renais.

ALIMENTAÇÃO ===  Sobre a alimentação, a nutricionista Natália orienta a evitar alguns alimentos, principalmente nas crises da doença. São eles carne de vitela, bacon e embutidos (salame, mortadela, presunto, salsicha, etc), miúdos como fígado, coração, língua, rins e miolo, peixes como sardinha (fresca ou enlatada), salmão e bacalhau, além de ovas de peixe e camarão

Também ficam de fora tomates,  frutas ácidas (abacaxi, limão e laranja), alguns tipos de grãos (lentilha, feijão, grão de bico) e bebidas alcoólicas de todos os tipos.

Assim que os índices de ácido úrico do paciente são reduzidos, está liberado o consumo moderado de carnes, grãos e peixes.

Não deixe de consultar um médico  periodicamente. A ajuda nutricional é muito importante, por ser o nutricionista o melhor profissional para   prescrição de uma dieta saudável e adaptada ao estilo de vida de cada paciente.

 

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