Lá vem ele, do jeito que só ele conhece ele mesmo, chega de mansinho e parece aquele caboclo do interior: “tem pito?”. Não fuma, mas fala aos pulinhos no tipo do linguajar caipira com toda a pose simples. Às vezes, tropeça nas palavras pelo vício de querer falar rapidinho. Com jeito no tempo e na vida formou-se cantor e compositor, com viola e sentimento atua neste meio há mais de 30 anos. Ele busca o lado autêntico, resgata as nossas raízes culturais e preserva a história com as “estórias” da música e seus compositores, sem deixar de lado  suas composições.

O JEITO CHEGANDO DESDE PEQUENO === Voltar no tempo e ver nas reminiscências quando criança brincando com caixinhas de remédios – seu pai era farmacêutico – como jogadores em cima da mesa. Mas não ficava só no troca a troca de caixinhas como jogadores, mas ia narrando como se fosse um locutor de esportes. Estava ai a chama pelo rádio, já que era fanático ouvindo rádios da época em ondas curtas, como a Nacional  e Mayrink Veiga do Rio, a Tupi de SP, Guaíba de Porto Alegre… e até Voz da América e BBC de Londres. Por outro lado, o menino cresceu ouvindo as modas de viola e os discos dos Tonicos&Tinocos  na vitrola do pai ou pelas ondas do rádio. E aí estava a coceirinha de um dia cantar e ter suas composições no mesmo estilo.

DE ONDE VEIO E PARA ONDE FOI === Com passaporte caipira, nasceu em Votuporanga, mas cresceu em Santa Fé do Sul – divisa com Mato Grosso do Sul — , além de ter feito estágio com os caipiras do Triângulo Mineiro por seis anos. Ainda foi respirar um pouco o ar de Fernandópolis. E veio trazer sua bagagem interiorana em 1973, quando botou os pés rachados de caipira na capital de São Paulo e aqui fincou suas raízes. Além de ter passado por rádios no interior – como a Rádio Clube de Fernandópolis — ele acabou locutor da Rádio Difusora de Osasco. Isto do pouco do muito que teve neste meio.

AS RAÍZES SE FORMANDO === Este sujeito virou jornalista, saído da Cásper Líbero, e enveredou-se pelas redações de jornais paulistanos, pelo gosto e pela sobrevivência. Já tinha suas composições e músicas no dedilhar dos violões, com participações em festivais de música pelo Brasil afora.  E de tamanha vivência foi juntar as raízes com os fatos e dali surgiu o “Brasil Raíz”. Mas o jornal tablóide – hoje normalmente com oito páginas –, que nasceu em agosto de 1993,  ainda não era tudo, tinha que ter algo pelo lado da música caipira.  E em 31 de julho de 2010, entrava no ar os primeiros sinais da  WebRádio Brasil Raiz, dando uma nova opção de música e informação.

DE TUDO, UM POUCO ===Tudo isto é uma pequena parte da vida de Alarico Rezende da Costa, 64 anos, que hoje mora pertinho da Avenida Guapira, no Jaçanã, e tem o Adoniram nos versos e no coração. Concilia seu lado jornalístico com sua vida musical e de radialista. E ainda tem o lado profissional como Assessor de Comunicação da Prefeitura Regional de Jaçanã/Tremembé, sob o comando de Alexandre Baptista Pires. Mas no dia a dia atribulado, com os finais de semana consumidos pelos vários programas do novo governo municipal, ainda encontra tempo para o jeito caipira de sentir a vida.

DO CHÃO PISADO PARA O MUNDO === “Não posso deixar de respirar esse ar caipira e tocar a rádio, que é uma vitrine de nossas raízes, de nossa cultura”, comenta Alarico. Em julho passado a Rádio Brasil Raiz chegou aos sete anos no ar, levando a música autêntica de nossas tradições do interior para os quatro cantos do mundo. “Fizemos amigos em Portugal, Cabo Verde, Itália, Japão… que se tornou a rádio de muitos amigos, cada vez mais atravessando fronteiras”,  ele ostenta com orgulho. E, por isso, até o perfil da rádio “mudou um pouquinho” para mostrar  e agradar o outro lado do mundo, segundo Alarico.

O MODERNO CHEGOU NA RÁDIO === E, com o tempo, a Rádio Brasil Raiz entrou nos modernismos e se atualizou com aplicativo facilitando a sintonia pelo celular. Na página www.radiobrasilraiz.com.br ou www.brasilraiz.com.br tem link no topo da página para baixar o aplicativo. Depois entra no site pelo celular e baixa o aplicativo.  E assim das ondas curtas, médias e longas, o antigamente passa para as facilidades da comunicação de hoje, quando se ouve no celular em qualquer lugar que esteja.

UM POUCO DO CARDÁPIO MUSICAL === Dias mais e dias menos, o Alarico foi conquistando admiradores e ouvintes da Rádio Brasil Raiz. Em sua programação, às 5 horas da manhã e às 17 horas, a satisfação é ouvir “Afinando a Viola”, onde a sonoridade ponteia mais bonito. Tem “Samba Brasil” ao meio dia. E para diversificar um pouco – já que a rádio vai pelo mundo – tem  o “Canzone per Te” com o melhor da música italiana e o “Conexão Cultural  Portugal-Cabo Verde” com músicas portuguesas e cabo-verdeana. E Alarico participa aos domingos, às 13 horas – com reprises às 18 horas – do “Programa Brasil-Raiz” com o melhor da música caipira sertaneja. E tem mais participações de Alarico durante a programação, como o “Espaço Aberto” mesclando jornalismo, cultura e música, às 16h30 de domingo.

IMAGEM NÃO REFLETE A REALIDADE === Quem o vê não imagina o que há por trás da simplicidade e do profissionalismo do “caipira de pé rachado”, que complementa Alarico Rezende: “Com muita honra!”. Quer ele lançar um livro com mais de 300 páginas e 50 capítulos – já todo montado em busca de uma editora e patrocínio — com depoimentos de muita gente na música caipira e sertaneja,  que recolhe desde 1989 — como Tonico&Tinoco, e outros como Mario Zan, Inezita Barroso e muitos outros – inclusive depoimentos em áudio.

NÃO TEM TEMPO E QUER MAIS === No momento, Alarico também trabalha com seu recente CD “Café Caipira” , que está à venda, onde mistura um pouco das músicas sertanejas com as suas composições – incluindo ” Chora Tietê” (uma linda letra em defesa do meio ambiente)  e “Pra Tirar a Vaca do Brejo”.   Com toda sua vida corrida, esse caipira ainda quer mais um tempinho para mostrar suas composições e seu cantar de voz e viola. “Quero me apresentar em um show aqui na Zona Norte, talvez no CEU Jaçanã, quanto tiver um companheiro para me acompanhar”, planeja ele.  Neste show, Alarico quer convidar vários amigos no palco e na plateia.

“Prezados senhores e senhoras ouvintes, acabamos de tomar conhecimento  do pouco que se tirou da figura ímpar e importante de Alarico Rezende, “o caipira no sangue e n´alma”. Na prosa e na conversa, vamos encerrando por hoje as nossas transmissões.  Até breve! É o agradecimento e os votos de sua Rádio Brasil Raiz, aquela que toca fundo em seu coração!”.  

Contatos: Alarico Rezende – (11) 9-9865.0368 – Email: brasilraiz@brasilraiz.com.br e brasilraiz@uol.com.br

 Site com programação e muitas informações:  www.brasilraiz.com.br

Baixa aqui o aplicativo da Rádio Raiz para celular: https://play.google.com/store/apps/details?id=br.com.williarts.radio.brasilraiz63

Ouça a Rádio Brasil Raiz na internet ou celular:

http://acessaradios.com.br/mobile/brasilraiz/


 

 

aniversario bergamini

DEIXE UM COMENTÁRIO

Please enter your comment!
Please enter your name here