da Redação DiárioZonaNorte ===

Nem bem saímos da crise da febre amarela, sem levar em conta Dengue, Chikungunya e Zika Virus, temos que nos preparar para a próxima vilã: a  gripe.   No próximo dia 20 de março, entraremos no outono,  estação que antecede o inverno e registra baixas temperaturas e é dado o alerta para os cuidados com a saúde.  A vilã do período é a gripe causada pelo vírus influenza, doença altamente contagiosa, que afeta nariz, garganta e pulmões, e pode se manifestar de forma severa e causar até a morte.  Os Estados Unidos registraram, desde o início do inverno no Hemisfério Norte (que vai de 21 de dezembro a 20 de março),  cerca de  60 mil casos de gripe – mais do que o dobro do mesmo período do ano passado. Idosos e crianças foram os mais afetados.  A epidemia, considerada a mais grave desde a gripe suína de 2009, atingiu  49 dos 50 estados americanos. O culpado é o vírus  H3N2, um subtipo  do  Influenza, que elevou o número de pessoas internadas principalmente com  pneumonia secundariamente ao quadro viral.

As faces do influenza === O vírus influenza tem diversos subtipos. Eles variam de acordo com a composição da proteína presente em sua superfície. Não é um vírus novo: ele vai passando por mutações todos os anos. Por isso  a necessidade de se vacinar todos os anos.   Existem três tipos de vírus influenza que circulam em humanos: A, B e C.    Os do tipo A são classificados em função da hemaglutina (H) e neuroaminidade (N) e, dentre estes, os que circulam todos os anos, no outono e inverno, são os A (H3N2) e Influenza A (H1N1) pdm 09.  Além dos vírus influenza A, circulam também o vírus Influenza B.   O do tipo C tem pouca importância em humanos.  Em relação à influenza A (H3N2), ele é classificado como gripe comum, assim como outros tipos de vírus de gripe circulantes no Brasil  (A sazonal e B sazonal).

Chegada no Brasil ===   Existe a  probabilidade  dessa gripe  chegar ao Brasil, como ocorre com qualquer outra doença.    A transmissão ocorre por meio de gotículas expelidas pelas pessoas infectadas, quando espirram, tossem ou falam. Pode-se contrair também ao se tocar superfície ou objetos contaminados levando a mão à boca, olhos e nariz.  Consultado pelo DiárioZonaNorte, o Ministério da Saúde informou por meio de nota “que se mantém vigilante quanto à circulação de vírus influenza no Brasil e que o  país possui uma rede de unidades sentinelas para vigilância da influenza,  distribuídas em serviços de saúde de todas as unidades federadas, que monitoram a circulação do vírus influenza por meio de casos de síndrome gripal (SG) e síndrome respiratória aguda grave (SRAG)”.

Na mesma nota, o Ministério da Saúde  afirma que  “para a sazonalidade de 2018 segue em consonância com as orientações internacionais (campanha de vacinação anual em toda rede pública,  tratamento com antiviral e adoção de medidas preventivas)”.   Quanto ao tratamento, o Sistema Único de Saúde (SUS) oferta o antiviral fosfato de oseltamivir e que dispõe de estoque do mesmo. O tratamento deve ocorrer o mais precoce possível, preferencialmente, nas primeiras 48 horas após início dos sintomas, independente de coleta de material ou resultado laboratorial.

Casos no Brasil === Em 2018, até 03 de março, foram registrados 75 casos de influenza em todo o país, com 9 óbitos. Do total, 27 casos e 4 óbitos foram por H3N2. Em relação ao vírus H1N1, foram registrados 9  casos e um óbito. 27 casos e 3  óbitos foram por influenza B e os outros 12 casos e 1  óbito, por influenza A não subtipado.

Também em nota ao DiárioZonaNorte, a Secretaria Estadual da Saúde reafirmou que segue a  diretriz do Ministério da Saúde, somente casos de gripe grave, caracterizados como Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), independentemente do tipo, são de notificação obrigatória no Brasil.  Em 2018, até o momento, foram notificados 31 casos de SRAG no Estado de São Paulo atribuíveis ao vírus Influenza, causador de gripes, e 3 óbitos. Desse total, foram relacionados ao vírus A (H3N2) 8 casos e nenhum óbito.

A Secretaria Municipal da Saúde (SMS) de São Paulo, por meio de nota da Coordenadoria de Vigilância em Saúde (COVISA) ao DiárioZonaNorte  também reafirmou a diretrizes do Ministério da Saúde e esclareceu  que não há evidências de que o vírus influenza A (H3N2)v (variante) esteja circulando no município de São Paulo.

Vacina  === A vacinação é a forma da população se proteger contra a doença. Existem dois tipos de vacina: a  quadrivalente que protege contra as cepas A H3N2, A H1N1, B  Yamagata e B Victoria  e disponível apenas na rede particular  e a   a vacina trivalente que protege contra  as cepas   A H1N1, A H3N2 e B Yamagata,  disponível na rede particular e na rede pública – apenas para os chamados grupos de risco. Na rede pública,  a vacinação é gratuita (porém restrita a um grupo específico de pacientes) e na rede particular, o custo das vacinas trivalente ou quadrivalente variam entre    R$ 100 a R$ 130.

Campanha Nacional de Vacinação ===  A Campanha Nacional de Vacinação contra a Influenza entrará em sua 20ª Edição e deverá acontecer entre os meses de abril e maio.  Se seguir os moldes da campanha de 2017,  além de indivíduos com 60 anos ou mais de idade, serão vacinadas as crianças na faixa etária de 6 meses a menores de 5 anos de idade (4 anos, 11 meses e 29 dias), as gestantes, as puérperas (até 45 dias após o parto), os trabalhadores da saúde, os povos indígenas, os grupos portadores de doenças crônicas não transmissíveis e outras condições clínicas especiais, os adolescentes e jovens de 12 a 21 anos de idade sob medidas  socioeducativas, a população carcerária  e os funcionários do sistema prisional.

Também foram  incluídos para a vacinação, em 2017, os professores das escolas públicas e privadas.  Em 2017, o  público alvo representou aproximadamente 60 milhões de pessoas e a meta de vacinar 90% dos grupos elegíveis para a vacinação foi atingida.   Só no estado de São Paulo, foram 11 milhões de pessoas.

Cuidados simples e eficazes ==== A  Coordenadoria de Vigilância em Saúde (COVISA), lembra que medidas relativamente simples podem ser utilizadas para evitar todas as doenças respiratórias. São elas:

  1. A higienização frequente (lavagem) das mãos e uso do álcool gel, principalmente após tossir ou espirrar;
  2. Utilizar lenço descartável para higiene nasal;
  3. Cobrir nariz e boca quando espirrar ou tossir;
  4. Evitar tocar mucosas de olhos, nariz e boca;
  5. Não compartilhar objetos de uso pessoal;
  6. Manter os ambientes bem ventilados;
  7. Evitar contato próximo a pessoas doentes;
  8. Adotar hábitos saudáveis.
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