O  arroz vermelho chegou ao estado da Bahia,  no século 16,  por meio dos  portugueses .  Mas o arroz só prosperou mesmo no estado do Maranhão, onde virou “arroz-de-veneza” ou “arroz-da-terra”.

Em 1765, os agricultores maranhenses receberam sementes de arroz branco importadas para que o vermelho fosse substituído.   Diante da resistência do povo, em 1772 a Coroa proibiu sua produção porque precisava suprir Portugal com arroz branco, já que o vermelho era mais duro, miúdo, cremoso e quebradiço.

Apesar do nome, o arroz não é vermelho, é amendoado – na cor e no gosto, com grãos integrais e do tipo cateto (com o formato arredondado).   Ele ainda não é encontrado em abundância e é um dos produtos protegidos pela Fortaleza do Slow Food, projeto dedicado a preservar produtos e ajudar produtores artesanais.

Nas bandas do estado de São Paulo,   a tradição de prepará-lo vem de Cruzeiro – na época do Caminho do Ouro por volta do século 18, quando os tropeiros cruzavam a cidade com destino a Minas Gerais ou a Paraty e, nas paradas para descanso, comiam o arroz vermelho (então muito plantado na região) com as sobras de  carne rejeitadas pelos fazendeiros. A Chef  Lucia Maria Pinto é sua principal divulgadora, no estado de São Paulo.

Hoje ele não é mais cultivado em  Cruzeiro. Para continuar com a tradição do típico arroz vermelho com suã (a vértebra do porco ), a cidade importa o produto  de outras regiões produtoras.

Além de saboroso é um tipo de grão  integral,  apresenta três vezes mais ferro e duas vezes mais zinco que o tradicional. É rico em fibras e tem baixo teor de gordura. Também auxilia na diminuição da absorção do colesterol pelo organismo, graças à monocolina (estatina natural), substância presente em sua composição.   Os chineses já usam o extrato do arroz vermelho para auxiliar na circulação sanguínea, na digestão e nas funções intestinais. Tem  também três vezes mais ferro e duas vezes mais zinco que o arroz branco.

Também é rico em vitamina B6 , que faz com que o metabolismo das células vermelhas encontre equilíbrio  formando serotonina,  um neurotransmissor encarregado de proporcionar estados como o de ânimo, sono ou apetite. Fonte dessa vitamina, o arroz de cor avermelhada combate nervosismo, irritação e, inclusive, quadros depressivos.

Lucia generosamente forneceu a receita do seu famoso Arroz Vermelho. Ele leva  suã, farofa de couve, torresminho crocante, mandioca frita e tutu de feijão. .

Quer tentar? É um prato ideal para dias de festa. Anote aí:

  • 01 quilo de arroz vermelho (coloque em uma vasilha grande para obter a medida de água, lembrando que para cada medida de arroz, três medidas de água. Ele deverá estar fervendo)
  • 03 quilos de suã de porco (temperado de véspera com sal, alho, pimenta do reino, azeite, vinagre – se você não achar suã em sua cidade pode substituir por lombo em cubos).

Modo de Fazer:

Em uma panela grande refogue em óleo quente o suã (ou lombo) e deixe dourar. Ir pingando água (para que cozinhe e fique bem macio). Retirar a carne da panela e reservar. Desprezar o excesso de gordura da panela. Voltar com a carne para essa mesma panela, juntar o arroz e cobrir com água fervente. Misturar bem e cozinhar em fogo brando. Depois de cozido, soltar o arroz com um garfo e servir…

Acompanhe com couve manteiga refogada, torresmo e tutu de feijão.

Serviço:

Chef Lucia Maria

e-mail: arrozvermelhocruzeiro@hotmail.com

Telefone (12) 3144.6046 – celular 9189.4900.

 

 

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