A Biblioteca de São Paulo (BSP) está completando 8 anos. Quem for até lá no próximo sábado (17/02/2018), vai ter acesso a uma programação especial, preparada em homenagem ao aniversário. Vinculada à Secretaria da Cultura do Estado de São Paulo, a BSP é gerida pela SP Leituras, uma Organização Social de Cultura. Localizada no Parque da Juventude, no Carandiru/Santana (Zona Norte), foi concebida para ser um projeto inovador de inclusão social e para incentivar e promover o gosto pela leitura

Programação – Nesse dia, às 11 horas, a cartunista Laerte participa do Segunda Intenções. A Cia. do Liquidificador apresenta intervenções poético-musicais em Poesias ao Vento, às 11h30, 13 horas e 14h30. Os autores Monik Lelis, Benício Targas e Maria Eugenia Cerqueira levam seus livros e se reunem no Tarde de Lançamentos, das 14 às 16 horas. Às 15h30 será a vez da Homenagem aos Sócios que prestigiaram a biblioteca durante o ano passado. O espetáculo Sonhatório, com a Cia. Trucks, finaliza as celebrações, às 16 horas. Diversas atividades são realizadas durante todo o ano nos 4 mil metros quadrados que compõem a BSP, como contação de histórias, mediação de leitura, cursos, oficinas, apresentações teatrais e musicais, exposições, saraus e encontros com escritores. Algumas acontecem do lado de dentro e também do lado de fora de suas instalações.

A biblioteca fica aberta de terça-feira a domingo e feriados, das 9h30 às 18h30. Durante a semana, o público presente gira em torno de 800 pessoas. Nos fins de semana entre 900 e mil pessoas. Para atender esse público, a BSP tem aproximadamente 50 profissionais com treinamento em atendimento humanizado.

Letícia Fagiani, gerente de acervo da BSP, explica que o público que frequenta o local tem um vínculo importante com a biblioteca. “Todos têm o direito de frequentar este espaço. Percebemos que há a fidelização dos sócios, que são bastante assíduos, e muitos comparecem em diversas atividades”. Letícia lembra ainda que há uma variedade de público: “Comparecem crianças, jovens, adultos e idosos. É a vovó que vem, a família e até morador de rua”.

O acervo, diversificado, ultrapassa 43 mil itens, entre livros, revistas, jornais, jogos eletrônicos e de tabuleiros, filmes e CDs, além de computadores com acesso à internet e rede sem fio e equipamentos especiais para pessoas com deficiência visual. “Nosso forte é a literatura, mas estamos sempre procurando atender à demanda de nosso público. Em dezembro abrimos uma sala de games que superou nossa expectativa de público. Toda semana fazemos compras de livros, sempre levando em consideração a sugestão dos nossos sócios, desde que as demandas atendam à proposta da biblioteca. Nossa meta é adquirir 400 novos livros por trimestre”, explica Letícia.

Interatividade – Para a gerente, a diversificação oferecida representa portas de entrada à leitura. “Quando oferecemos um filme, explicamos que há um livro sobre aquela história. Temos programas para crianças de 6 meses a 4 anos de idade, o “Lê no Ninho” e o “+ 60”, dirigido para a terceira idade. Estamos sempre atraindo o público com várias atividades para que depois ele migre para outras áreas do acervo. Tentamos trazer essa interatividade com a intenção de mostrar que a leitura não é obrigatória, mas algo agradável que se adquire”, conclui a gerente.

William Kernbichler, geógrafo, 49 anos, viu a biblioteca ser construída no bairro em que mora . “Após o nascimento do meu filho Ian (agora com um ano e nove meses) passei a frequentá-la uma a duas vezes por semana. Ele é portador de síndrome de Down e a biblioteca oferece atividades interessantes para o público infantil. Às sextas-feiras à tarde a história de um livro é contada e encenada. Ian interage com o grupo e isso é muito importante para ele”, conta o pai. Kernbichler costuma também ir sozinho à BSP. “Às vezes venho e aproveito o espaço para estudar e trabalhar. O que mais me chamou a atenção é que essa biblioteca acolhe os moradores de rua, sempre os vejo usando os computadores e brincando. Eu já joguei xadrez e outros jogos com eles. É importante quebrar o estigma de que cultura é dirigida para a elite. Vejo que aqui ocorre uma forma de inclusão”, constata.

Para o geógrafo, a BSP tem muito a oferecer, tanto no item acervo de livros e filmes quanto em outros. Ele destaca os espaços internos e externos, onde são realizadas várias atividades. “A única dica que eu gostaria de registrar é em relação ao número de computadores disponíveis para o público adulto. Sempre vejo o espaço cheio e o ambiente reservado aos jovens subutilizado. Seria bom que essa demanda pudesse ser equilibrada”, sugere.

Frequentadora de carteirinha, Emmily dos Santos Medeiros, de 18 anos, começou a participar das atividades da BSP em 2011, quando tinha 11 anos. “Comecei a ir com uma prima e depois com meus amigos. Participei de oficina de contos, de desenho, de pintura e de jogos, como pique-bandeira e pintando o sete. Quase sempre eu fazia pesquisas para trabalhos de escola, mas também porque gosto de ler”, conta a jovem, que reside em bairro próximo da BSP, no Carandiru.

Emmily afirma que por causa da biblioteca se sentiu mais motivada para ler. “Sempre gostei de leitura, mas passei a ler mais livros depois que comecei a frequentá-la. Costumava pegar um livro a cada 15 dias. Ultimamente não tenho visitado muito a biblioteca, mas o contato com as pessoas que frequentam o local me fez conhecer novos pontos de vista”, conclui. << Com o apoio de informações/fonte:  Imprensa Oficial – Conteúdo Editorial / Texto: Tania de Melo >>

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