da Redação DiárioZonaNorte ===

Inusitado. No último dia das festas de pós-Carnaval (domingo, 18/02/2018), crianças no chão brincando com carrinhos e bonecos de super-homens; do outro lado, outros meninos fantasiados de  Superman e Homem Aranha sentados no asfalto; e ainda dois  meninos escorregando no barranco gramado da Rua Pedro Cacunda, no Jardim São Paulo  – a uma quadra da Av. Luiz Dumont Villares, a “velha Avenida Nova”. Outras crianças nos ombros dos pais e responsáveis desfilando no meio de famílias e de idosos.

Tudo envolvido em alegria === Parece brincadeira, mas era mesmo brincadeira dentro de uma brincadeira bem maior no Bloco de Carnaval Viracopo Tucuruvi, que fechou as festas momescas na Zona Norte, neste ano. Muitas crianças participaram da festa que a Associação Recreativa, Social e Cultural Bloco Carnavalesco Viracopo Tucuruvi organizou pelo quinto ano consecutivo. Desta vez, em um lugar novo determinado pela Prefeitura de São Paulo – não sendo mais na Av. Luiz Dumont Villares, como foi no passado, por medidas de segurança.

O bloco vem do samba puro == Encravado no meio de muita vegetação e de casas de alto padrão  próxima da Av. Marechal Eurico Gaspar Dutra – um antigo projeto de avenida larga e de importância entre bairros, que também ficou “na gaveta das décadas” — , o Bloco Viracopo estreou o novo espaço, depois de ter surgido na Vila Mazzei/Tucuruvi (Rua Aragão esquina com Batolomeu Torales) e ter passado anos recentes em desfiles pela Praça Heróis da FEB (em Santana) e na própria “velha Avenida Nova”, sempre carregando mais de 8 mil foliões. O bloco também conhecido pelo diminutivo carinhoso de “Vira” surgiu de uma ala da Escola de Samba Acadêmicos do Tucuruvi (presidida hoje pelo Sr. Jamil), onde desfilou por quase 35 anos.

O homem que organiza tudo === Mais um ano de Carnaval sadio misturando famílias, muitas crianças, jovens  e idosos. “Nossa proposta é fazer a comunidade interagir e ocupar seu espaço na Zona Norte de tradições carnavalescas. A missão é levar alegria, diversão e amor para as pessoas”, diz alegre e  mexendo o corpo de 101 quilos de pura ginga,  ao ritmo de marchinhas, o ex-cartorário hoje aposentado Aldo Amaral, de 65 anos, que é o presidente do Bloco Viracopo, que respira samba – chegou a vice-presidente da  Acadêmicos do Tucuruvi —  e é o responsável pela festa de rua. Durante o restante do ano, ele toca seu lado pessoal e organiza outros eventos para a comunidade com entretenimento, lazer, cultura e arte com muita música e diversão – e até prestação de assistências sociais. Na relação, os tradicionais Domingo de Páscoa, Dia das Crianças e o Natal – entre outros.

Voltando ao passado com marchinhas ===  Para a festa, o Bloco Viracopo do Tucuruvi, providenciou um enorme caminhão de trio elétrico – da Giga Som – que  estacionou estrategicamente na  parte de cima da Rua Pedro Cacunda,  em um trecho  de aproximadamente 800 metros –  um pouco depois da  Osteria  Nonno Macrini  – , deixando a frente e as laterais livres para os foliões. Por volta das 12 horas do domingo – com início oficial previsto para as 15 horas —  a concentração de foliões já era grande.

Uma  música que até então fazia som ambiente, fora do contexto de Carnaval, foi substituída por  marchinhas do passado selecionadas pelo DJ Rick Rivera, que levou os foliões ao delírio. em coro, todos entoavam as letras de músicas como   “Roubaram a mulher do Rui”, “Máscara Negra”,  “Ô Abre Alas”,  ”Cidade Maravilhosa”,  “A Canoa Virou”, “Alalaô!”, “Cabeleira do Zezé”, “Touradas em Madri”, entre outras, já no meio de muita gente se divertindo.  Bem mais à frente,  entrou a batucada de ritmo de escola de samba, com integrantes do Grupo Percepção e a voz de puxador de samba Blade – entre outros colaboradores. (Veja momentos de alegria através de transmissões AO VIVO do DiárioZonaNorte – links: http://bit.ly/2HtMTC0  e http://bit.ly/2BF5meK )

De cima do Trio Elétrico === Muita gente pulando ou circulando no pouco espaço, enquanto a vibração vinha de cima do caminhão do Trio Elétrico, com a musa do Bloco Viracopo, Bruna Moreira,  ao lado dos puxadores de samba e do estandarte do Viracopo girando por todos os lados.  Lá de cima do caminhão, dava para perceber que o local estava lotado, com espaço apertado entre os quase 6 mil foliões alegres entre jovens, idosos e crianças – muitos com adereços e fantasias. Estava previsto um roteiro nas ruas próximas com o Trio Elétrico e os foliões, mas por aconselhamento da Policia Militar por medidas de segurança,  o passeio com os foliões foi cancelado. Ainda de cima do Trio Elétrico, o presidente do Viracopo – e alguns integrantes da diretoria, entre eles Roberto, Claudinho,  Alexandre, Rifai e Vinicius – fizeram os justos agradecimentos aos colaboradores, aos representantes de outros blocos carnavalescos presentes e aos órgãos de segurança junto com a Prefeitura.

Sem excessos  ===  A festa transcorreu de forma tranquila, talvez pelo controle na venda de bebidas para  menores  de  idade.  Alguns  jovens  levaram  drinks “comunitários”  reproduzidos de  vídeos patrocinados por marcas de bebidas, anunciantes no  Facebook, como uma caipirinha de frutas gigante em um balde plástico.  Alguns poucosjovens consumiam  cigarros alternativos, que mesmo fugindo aos padrões estabelecidos e de difícil controle, não causaram transtornos.   No  espaço reservado ao Bloco Viracopo,  a retaguarda policial dos dois lados do espaço através de viaturas da Policia Militar,  Guarda Civil Metropolitana, Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) e motos da Rocam.  E mais a infraestrutura – incluindo ambulâncias e banheiros químicos –, controlada pela organizadora DreamFactory e Prefeitura de São Paulo. Não foram registrados incidentes.

O comércio dentro do evento === Por outro lado, houve invasão de alguns vendedores ambulantes no meio dos foliões, vendendo produtos e bebidas que não estavam dentro das normas da organização do Carnaval de São Paulo, que garantiu a exclusividade da comercialização de bebidas para a Skol, patrocinadora oficial da festa em São Paulo.

O fim da festa === E às 18 horas, como previsto, houve o encerramento oficial de mais um ano do Bloco Viracopo Tucuruvi, com sucesso. O presidente Aldo Amaral, ainda declarou que “o  carnaval de São Paulo, principalmente de rua, foi  um sucesso, que esse ano se consolidou! É um carnaval feito do povo para o povo, onde a diversão sadia é garantida, para toda a família, e sem gastos”.

Mesmo sem autorização e sem a responsabilidade dos organizadores,  após a saída do caminhão do trio elétrico, os jovens ainda ficaram no local onde chegaram a armar um novo evento improvisado com caixas de som portáteis tocando funk. O policiamento continuou presente e, depois de algum tempo, esses jovens deslocaram-se para a Av. Luiz Dumont Villares – leia nota na fanpage do DiárioZonaNorte  aqui

Veja o álbum de fotos de todo o evento, clique aqui       

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