da redação DiárioZonaNorte ==

Pergunte para qualquer paulistano sobre aeroportos e de imediato você vai ouvir Guarulhos, Congonhas e Viracopos. Quem passa pelas Avenidas  Santos Dumont ou Olavo Fontoura, onde está localizado o Campo de Marte  – na Zona Norte de São Paulo, não imagina que está diante do quinto aeroporto do Brasil. Lá também é o endereço de escolas de pilotagem e  do serviço aerotático das polícias civil e militar.

Mesmo sem receber linhas comercias regulares e voltado exclusivamente para aviação executiva e militar, o Campo de Marte em movimento operacional, fica atrás apenas de Congonhas, Guarulhos e Brasília,  com média de 6.372 pousos e decolagens por mês. Mais da  metade dessas operações foram realizadas por helicópteros.

E o Campo de Marte não ficou imune  aos reflexos da paralisação dos caminhoneiros e  o colapso no abastecimento dos combustíveis, que afetou o mercado de taxi aéreo brasileiro. O combustível que abastece as aeronaves deve acabar neste sábado (26/05/2018), de acordo com Jorge Bitar, presidente da Associação Brasileira de Táxi Aéreo (Abtaer) e fundador da Helimarte.

Três fornecedores de gasolina e querosene de aviação estão dentro da área do Campo de Marte: Airbt, Shell e Petrobrás. E todas já estão com suas reservas no limite.

“Até agora não houve redução de voos, pelo contrário, tivemos um movimento extra”, destaca Bitar. O comandante explica que, a partir do bloqueio das estradas pelos caminhões, a procura por transporte de carga com táxi aéreo apresentou uma elevação de 1000%.

“Estamos fazendo o possível para atender a toda demanda extra do transporte de cargas”, diz Bitar. Caso a greve dos caminheiros não cesse, e o combustível acabe, o fundador da Helimarte prevê prejuízos significativos.

Para o presidente da Abtaer, a situação é caótica. Segundo ele explica, os efeitos do aumento do preço do combustível já vem influenciando o setor de táxi aéreo nos últimos meses. “Para nós, a variação do barril do petróleo e alta cotação do dólar é sentida de maneira imediata.   Mensalmente recebemos uma nova tabela de precificação. A gasolina de aviação, por exemplo, teve uma alta absurda, sete reais o litro, e nós já temos informações, de que nas regiões mais longínquas, já está quase 15 reais o litro “, conclui.

 

 

 

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