A Sociedade Brasileira de Urologia afirma que a cada 36 minutos, uma pessoa morre vítima da doença no Brasil.  A doença mais comum entre homens acima de 50 anos, o câncer de próstata vai atingir um a cada sete homens em algum momento na vida. A informação é do médico urologista do Instituto Brasileiro de Controle do Câncer – IBCC, Dr. Álvaro Dias Bosco, que no mês do Novembro Azul – que alerta para o diagnóstico precoce – afirma ainda que a doença é responsável por 25% dos casos de câncer na classe masculina. O médico destaca também que o histórico familiar é importante para o monitoramento da doença.

Dados ==  20% dos pacientes são diagnosticados em estágios avançados da doença, o que faz com que a taxa de mortalidade chegue a 25% dos pacientes. De acordo com a Sociedade Brasileira de Urologia, a hereditariedade é um dos principais fatores de risco para o câncer de próstata. Importante mencionar que homens negros têm até 60% mais chances de ter a doença.

Homens que tenham parentes de primeiro grau (pai ou irmão) que já tiveram câncer de próstata, eleva em duas vezes o risco de desenvolver a doença. No caso de três parentes – não necessariamente de primeiro grau – a chance aumenta em cinco vezes. “Esse monitoramento começa aos 50 anos, mas em caso de histórico familiar deve-se procurar orientação já aos 45 anos”, destaca o médico.

Exames == Ele deixa claro os tipos de exames utilizados para detecção da doença, que podem ser realizados de maneira concomitante. Um deles é o exame do toque, outro é a realização do PSA, que é a dosagem de uma proteína do sangue produzida pela próstata. Quando o nível de PSA está alto costuma ser um indício de que é necessário investigar possíveis doenças relacionadas à próstata. “30% dos tumores não elevam o PSA, por isso a necessidade do toque retal. E esses exames devem ser feitos uma vez por ano a partir dos 50 anos ou 45 em caso de histórico familiar”, salienta o especialista. Esses dois exames, quando associados, oferecem uma segurança de mais de 90% em fazer um diagnóstico precoce da doença.

Cuidados == O preconceito ainda existe, apesar de o médico Álvaro Bosco afirmar que, cada vez mais, homens estão fazendo exames de rotina. Ele revela que apenas um em cada quatro homens vão ao consultório anualmente fazer o monitoramento, com exame de PSA e toque retal. “Pacientes mais jovens estão deixando o preconceito de lado sabendo da importância de se cuidar. Os mais velhos ainda são resistentes”, revela.

Outro fator de risco envolve a alimentação. Uma dieta rica em gordura e carne vermelha e ao mesmo tempo pobre em legumes, vegetais e frutas, aumenta consideravelmente a chance de desenvolver a doença. Sedentarismo e obesidade contribuem ainda para que pacientes tenham câncer de próstata mais agressivo.

MÁQUINA OPERA EM UMA HORA E MEIA  == O Hiuf (High Frequency Ultrassound) é o único do gênero no país a ser utilizado em operações de pacientes pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Com ele, é possível fazer a cirurgia do câncer de próstata, sem a necessidade de retirar o órgão, em apenas uma hora e meia.

O aparelho instalado no Centro de Referência em Saúde do Homem, mais conhecido por “Hospital do Homem”, custou R$ 3,1 milhões. Com Hiuf, o paciente é tratado de modo menos invasivo, sem necessidade de internação em Unidade de Terapia Intensiva( UTI ) e no pós-operatório. Se não houver complicação no tratamento, o paciente pode ser liberado no mesmo dia. 

Além dos benefícios para a saúde do paciente, há ainda a diminuição considerável nos custos. O hospital gasta, em média, R$ 35 mil por paciente ao realizar a prostatectomia convencional. Com o novo método, o valor por cirurgia caiu para R$ 8 mil.

O Hospital do Homem realiza cerca de 400 cirurgias de câncer de próstata por ano. Com a aquisição do Hifu a expectativa é ampliar em 50% o número de procedimentos no primeiro ano, chegando a até 2 mil cirurgias no segundo. Desde a sua instalação em maio, o equipamento foi utilizado em intervenções para procedimentos em 100 pacientes.

O Hospital do Homem está localizado à Avenida Brigadeiro Luis Antônio, 2.651, Jardim Paulista, em São Paulo, recebe pacientes encaminhados pelas Unidades Básicas de Saúde. Funciona das 9 às 20 horas. Informações: 11-3170.6100. << Com base de informações/fonte: IBCC e Governo de SP >>

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