Por Redação DiárioZonaNorte

Menos de um mês após completar 97 anos,  parte da área do Canindé, sede da Portuguesa de Desportos,  continua em  processo de leilão judicial.   Se,  até as 15h desta 4ª feira (06/09/2017) alguém  der pelo menos o lance  inicial  de  R$ 157.502.115,79 leva a área de 42.350 metros.  Se não houver comprador, até nova decisão do juiz, a venda é encerrada e será remarcada uma nova tentativa.

Hoje o clube é presidido por Alexandre Barros e foi eliminada (em junho) da Série D do Brasileirão, ficando teoricamente “sem divisão” nacional em 2018.

O leilão é online e está no site da Mega Leilões –   acesse aqui 

Parte pertence ao Município === Os 60.650 metros  restante do terreno  pertencem à Prefeitura do Município de São Paulo e,  pelo andar da carruagem,  não se pode descartar a retomada dele pelo  governo municipal.  Exemplos muito próximos geograficamente a Lusa não faltam:   Clube Regatas do Tietê,  Aeródromo de Santana,  Clubes da Comunidade (CDC)   Trem das Onze (antigo Jaçanã) e  Elísio Siqueira (Freguesia do Ó).

Civil e Trabalhista === O terreno do Canindé foi penhorado em duas ações distintas. Uma civil e outra trabalhista.  No processo civil movido pelos ex-dirigentes da Lusa, Carlos Alberto  Duque e Joaquim Justo dos Santos ,  há o pedido de pagamento de R$ 3,3 milhões.  Os dois eram avalistas em um empréstimo feito pela Portuguesa de Desportos, junto ao Banco Luso Brasileiro no início dos anos 2000.  Os dois quitaram a dívida e ficou combinado que a  Portuguesa  os pagaria de forma parcelada.  Em 2014, na gestão Ilídio Lico o acordo deixou de ser pago.

No processo trabalhista, movido por cinco ex-atletas do clube,   o valor da dívida é de R$ 55 milhões.  Os atletas são representados pela advogada Gislaine Nunes, que chegou a fazer um acordo com a Lusa e se propôs inclusive, a trazer investidores para o projeto de construção de uma arena para a agremiação.  Novamente, a Diretoria da Portuguesa assumiu um compromisso e de forma irresponsável, não fez esforço para honrá-lo.

Outras 250 ações === Além da ação movida por Duque e os  cinco  ex-atletas, existem ainda cerca de  250  ações movidas por  ex-jogadores e ex-funcionários, tramitando na justiça.

O primeiro leilão === Em novembro de 2016,  o  terreno chegou a ir a  leilão  para quitar dívidas trabalhistas e como não apareceram candidatos, foi suspenso.  A Lusa ganhou tempo e fez um novo acordo com os credores em julho.

O segundo leilão e o acordo verbal === Como a primeira parcela – vencida em 25 de agosto – não foi paga, o juiz  Maurício Marchetti da  10ª Vara Cível do Foro Central da Capital   determinou a retomada da execução.  Uma fonte ouvida na condição de anonimato,  informou que a Portuguesa de Desportos  deixou de apresentar documentos exigidos no processo, fator que também pesou na decisão do juiz.

Em entrevista concedida ao programa  Paixão Lusa (Rádio Trianon 470 AM), um dos credores do processo civil, Joaquim Justo dos Santos, afirmou que ele  e Carlos Duque, acompanhados de seus advogados, fizeram um acordo verbal para suspenderem o leilão do Canindé.  Apenas após o acordo ser formalizado é que o leilão deverá ser suspenso.

Segue o jogo === Lembramos que ainda corre a ação trabalhista e se a diretoria da Portuguesa adotar a mesma conduta  displicente  que teve na ação civil, o estádio deverá ir novamente à leilão.  Perde-se a grande oportunidade do parcelamento e quem sofre mais uma vez, é o clube.

 

 

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