(*) por José Ramos de Carvalho

 Ao caminhar nas ruas entre calçadas estreitas em plena manhã das nossas chuvas da “Cantareira”. O sol tímido caminha do Jaçanã até a borda do Pico do Jaraguá.

Ao admirar nossa Serra da Cantareira, resistindo as invasões de seus espaços; flora, fauna, fragmentando sua floresta única e urbana.  Nos gritos sem ecos dos “bugios”, com selo de “Patrimônio da Humanidade”, e Reserva da Biosfera do Cinturão Verde da Cidade de São Paulo (RBCV).

Singularizar tributos a tantos, como: Prof. Aziz Ab`Saber, Dr. Mario Victor, Dom Paulo Evaristo Arns e a outros que empunharam a bandeira dos “Serviços Ambientais”, tão importante para saúde ambiental dos paulistanos.

Uma nova administração municipal “pede passagem”, tendo a frente, o carnavalesco, prefeito – João Doria Junior, com a responsabilidade do  “enredo administrativo” da maior cidade da América Latina.

E entre as suas Secretarias, os quesitos estão sendo compostos, as fantasias estão sendo apresentadas. Na ala Secretaria do Verde e Meio Ambiente, mestre – Dr. Gilberto Natalini (médico ambientalista),  vereador eleito, como passar nesta avenida  “Zona Norte”, onde o vento sacode as arvores, como um  “surdo” e sons de serras estridentes na abertura de áreas habitacionais. Às vezes irregulares, ou tratores avançando no traçado deste Rodoanel Norte,  como vamos proteger o enredo já fixado  das “áreas de transição” para a proteção desta nossa floresta urbana.

Como os compassos administrativos e técnicos desta Secretaria poderão oferecer inovações: ambientais, sociais, culturais, educação, e  saúde, questões múltiplas de uma bateria com instrumentos diversos. Repetir velhos conceitos, a vegetação da serra encobre tudo novamente, e não podemos “atravessar o samba”.

A Serra da Cantareira é exatamente igual as “belas passistas”, exalam o seu perfume floral, e o seus suores iguais as chuvas, enchem as nossas nascentes, e descem pelos seus córregos e chegam ao berço do Rio Cabuçu.

Como um folião que chora na quarta-feira de cinzas das chuvas de sempre; as enchentes, as dores de uma vida, pois a principal nota será de tristeza pelas doenças causadas, moveis destruídos, e ratos que invadiram as suas casas.

Não será possível apurar as notas da Secretaria do Verde, se cair para o segundo grupo, os CADES REGIONAIS, sem o destino útil de suas ATAS.  A Secretaria do Verde  deve compor a “harmonia”, onde DECONT´s (Departamentos de Controle da Qualidade Ambiental) e  DGD´s  (Departamentos de Gestão Descentralizadas) respeitem a “origem” e “pertencimento” local, e fechar os “Portões da Avenida” – Zona Norte, sem atravessar o tempo, qualidade técnica dos seus e dos nossos passistas, comunidades, arquibancadas, e receber a famosa “NOTA DEZ”.

(*)  JOSÉ RAMOS DE CARVALHO – gestor ambiental e diretor da Associação Paulista dos Gestores Ambientais (APGAM) – atuante nos Conselhos Municipais do Meio Ambiente  e de  Desenvolvimento Sustentável (CADES), dos Conselhos Participativos Municipal  e de outros conselhos.

Natal Center Norte 2018

DEIXE UM COMENTÁRIO

Por favor, entre com seu comentário
Por favor, entre com seu nome agora