Depois de um silêncio de noticiário e a calma nas filas das Unidades Básicas de Saúde (UBS), principalmente na Zona Norte da cidade, a Rádio CBN divulgou nesta 4ª feira (08/11/2017), por volta das 6 horas da manhã, a reportagem exclusiva de Guilherme Balza, com o título acima.  Segundo a reportagem da emissora, “a Secretaria Municipal de São Paulo já investiga dez casos suspeitos de febre amarela na capital paulista. Todos os pacientes foram diagnosticados com quadro suspeito em outubro. Até então, só houve casos confirmados de febre amarela em humanos no interior do estado de São Paulo.”

Mais adiante, na reportagem da CBN, é esclarecido que “até agora, estão sendo vacinados apenas pacientes da Zona Norte, mas dois terços dos casos suspeitos são de pacientes que moram em outras regiões da cidade”. E o repórter Guilherme Balza acrescenta: “O penúltimo ciclo de febre amarela em São Paulo terminou em 2009. O atual começou no ano passado, em Bady Bassit, na região de São José do Rio Preto. Nesse ano, a doença chegou a áreas inéditas, como as regiões de Jundiaí e Campinas, bem próximas da capital. Só em 2017, foram confirmados 23 casos de pacientes que adquiriam a doença no próprio estado. Dez deles morreram”.

No áudio abaixo, o repórter da Rádio CBN, logo no início detalha as informações: “A capital paulista tem dez casos suspeitos de febre amarela. Três pacientes foram internados. Os dados foram confirmados à reportagem da CBN pela Secretaria Municipal de Saúde”. E disse que “são pacientes que apresentaram sintomas da doença, conforme explica a médica Vivian Ailt (ATI), coordenadora do núcleo de doenças transmitidas por vetores da secretaria”.  No trecho a médica acrescenta: “É o paciente que tem febre, uma febre abrupta e alta, apresenta icterícia, aquilo que a pessoa fica com os olhos e a pele amarelada, presença de sangramentos e piora da função renal.”

Segundo a reportagem da CBN,  os pacientes fazem exame de biologia molecular, para identificar o vírus, e a sorologia, para descobrir os anticorpos ativados. O processo todo leva dez dias úteis.  Os médicos também pesquisam por onde os pacientes circularam nos últimos dias para saber, no caso de confirmação da doença, se são casos importados de outras áreas do estado e do país ou se as vítimas foram picadas na própria cidade. 

A reportagem da Rádio CBN termina informando que “as ações de vigilância foram intensificadas nos bairros ao redor da Serra da Cantareira, onde os macacos morreram. Os agentes de saúde estão entrando de casa em casa para perguntar se alguém está com sintomas da doença, para eliminar criadouros do mosquito e orientar a população a se vacinar. A prefeitura também tem feito a nebulização das ruas e dentro das casas. 720 mil pessoas já foram vacinadas”.

Essa reportagem da CBN está disponível em áudio original (02min59seg) e descritivo através do link:  https://glo.bo/2zrN3IP

Nota da Redação DiárioZonaNorte:  A Secretaria Municipal de Saúde e a Secretaria Especial de Comunicação – Secom/PMSP foram procuradas, mas não deram retorno oficial sobre o assunto.

 

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