O Sesc Santana (Av. Luiz Dumont Villares, 579 – Jd. São Paulo/Santana – Informações: 2971.8700) apresenta às 3ªs e 4ªs. feiras, no período de 04 a 26 de abril,  o Circuito Indie 2017, em mais uma edição do projeto, a ideia é promover um espaço de ressonância do cinema independente contemporâneo, do intercâmbio de ideias, estilos e modos diversos do fazer cinematográfico. Apresentações gratuitas no teatro/auditório, com capacidade de 330 lugares.

Em quatro semanas serão exibidos oito títulos de diversos países, dentre eles produções de diretores que começam a se destacar nos principais festivais. Às terças, o jornalista e crítico Celso Sabadin realizará a mediação dos filmes ao final das sessões.

Sabadin é publicitário graduado pela Escola Superior de Propaganda e Marketing e jornalista formado pela Fundação Cásper Líbero. Especializou-se em jornalismo cinematográfico em 1979. Atua como crítico de cinema em diversos veículos e é autor dos livros “Vocês Ainda Não Ouviram Nada – A Barulhenta História do Cinema Mudo”, “Éramos Apenas Paulistas”, pela Imprensa Oficial do Estado e “O Cinema como Ofício”. Integra, como sócio-fundador, a Associação Brasileira de Críticos de Cinema.

Confira a programação completa das exibições:

O Que Está Por Vir | 04/04, terça, às 20h | +16 anos

(Dir. Mia Hansen-Løve | França | 2016 | 102 min.)

Nathalie ensina filosofia em uma escola secundária em Paris. Ela é apaixonada por seu trabalho e gosta particularmente de passar a seus alunos o prazer de pensar. É casada, tem dois filhos e divide o seu tempo entre a família, os antigos alunos e a sua mãe possessiva.  Um dia, o seu marido anuncia que está deixando-a por outra mulher. De repente, Nathalie se percebe em completa liberdade e tem de reinventar a sua vida. O longa rendeu o Urso de Prata à diretora Mia Hansen-Løve no festival de Berlim do último ano.

A sessão conta com a mediação de Celso Sabadin.

Certo Agora, Errado Antes | 05/04, quarta, às 20h | +16 anos

(Dir. Hong Sang-soo| Coreia do Sul| 2015 | 121 min.) 

O diretor de cinema Ham Chunsu chega à cidade de Suwon um dia antes de uma sessão, seguida de debate, de um de seus filmes. Com tempo livre, ele visita um antigo e restaurado palácio, onde conhece a artista plástica Yoon Heejung.

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Na Ventania | 11/04, terça, às 20h | +12 anos

(Dir. Martti Helde | Estônia | 2014 | 87 min.) 

Erna vive com seu marido e sua filha em uma bela propriedade no campo, na Estônia, até que durante a Segunda Guerra Mundial o país é invadido por Stalin. Erna e sua filha são enviadas para uma fazenda de trabalhos forçados, na qual devem viver com apenas um pedaço de pão por dia.  A estudante tenta se comunicar com seu marido, enviado a uma prisão, ou Gulag, através de cartas. Martti Helde filma a história de Erna em belos planos estáticos, ou tableaux vivants, desconstruindo e construindo o cinema como arte da imagem em movimento.

A sessão conta com a mediação de Celso Sabadin.

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Creepy | 12/04, quarta, às 20h | +16 anos

(Dir. Kiyoshi Kurosawa| Japão| 2016 | 130 min.) 

Takakura era detetive da polícia de Tóquio, se aposentou por causa de um grave incidente que o deixou traumatizado, e agora é professor de psicologia criminal na universidade. Um dia, Takakura é abordado pela filha do vizinho, que lhe diz: “Aquele homem na minha casa não é meu pai… Ele é um completo estranho”. Direção de Kiyoshi Kurosawa, um dos principais nomes do cinema japonês contemporâneo.

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Estranhos no Paraíso | 18/04, terça, às 20h | +12 anos

(Dir. Jim Jarmusch | EUA | 1984 | 90 min.)

Willie é um imigrante húngaro que vive em Nova York. Quando ele recebe a visita inesperada de sua prima Eva, que acabou de chegar de Budapeste e está a caminho de Cleveland para morar com a tia, Willie a trata com total hostilidade e indiferença.  Mas um ano depois, Willie e seu melhor amigo Eddie decidem visitar Eva. Os três decidem então partir juntos em uma viagem de Clevaland a Miami. Estranhos no paraíso é dividido em três partes: O novo mundo, Um ano depois e Paraíso.  Estranhos no paraíso foi o segundo longa de Jim Jarmusch e o impulsionou a se tornar um diretor fundamental para o cinema independente americano. O filme lhe rendeu os prêmios Caméra d’Or no Festival de Cannes e o Leopardo de Ouro no Festival de Locarno.

A sessão conta com a mediação de Celso Sabadin.

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A Morte de Luiz XIV | 19/04, quarta, às 20h | +16 anos

(Dir. Albert Serra| França/Espanha| 2016 | 105 min.)   

Agosto 1715. Depois de uma caminhada, Luís XIV sente uma dor na perna. Nos próximos dias, o Rei continua a cumprir seus deveres e obrigações, mas seu sono é intranquilo, ele tem febre, mal se alimenta e está cada dia mais fraco, rodeado em seu quarto por seus fiéis seguidores e pelos médicos, o fim de um reinado de 72 anos do Rei Sol.

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Janis: Little Girl Blue | 25/04, terça, às 20h | +14 anos

(Dir. Amy J. Berg | EUA | 2015 | 107 min.)  

Ela criou um lugar para as mulheres no mundo do rock. Ela foi a pioneira. Seu nome: Janis Joplin. A garota branca com uma voz feroz, com soul, que invadiu a cena musical dominado pelos homens. Nascida em uma pequena cidade do Texas, Janis, que morreu em 1970, aos 27 anos, ganha agora um documentário que revela a história de um ícone, uma mulher em uma América ultra-conservadora, lutando contra seus demônios interiores e vícios, e que em apenas poucos anos de carreira marcou para sempre a história do rock and roll.

A sessão conta com a mediação de Celso Sabadin.

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Blow Up| 26/04, quarta, às 20h | +14 anos

(Dir. Michelangelo Antonioni | Reino Unido/ Itália/ EUA | 1966 |111 min.) 

Um fotógrafo de moda tira fotos de um casal em um parque londrino. Escondido, Thomas fotografa o que aparentemente é uma relação romântica. Quando a mulher o procura e exige os negativos, ele se recusa. Instigado pela insistência dela, ele examina as fotografias e as amplia, Thomas está convicto que resolverá o enigma de um crime a partir das fotos. Em seu primeiro filme em inglês, baseado num conto de Julio Cortázar, Antonioni explora tanto a interação entre o indivíduo e os conceitos de realidade, ilusão e aparência, quanto a veracidade da imagem. O filme conquistou o Grand Prix do Festival de Cinema de Cannes.

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