O Sesc Santana (Av. Luiz Dumont Villares, 579 – Jd.São Paulo/Santana – Informações: 11-2971.8700) recebe obras do Acervo Sesc de Arte Brasileira pelo projeto “Recortes do Acervo“. O programa conta com trabalhos que representam a produção artística nacional das últimas décadas. Sendo assim,  até  17 de dezembro, estará em cartaz a exposição Palavra de Ordem, que ocorrerá na galeria do 1° Andar e no Foyer do Teatro e propõe, ao aproximar quatro obras de seu acervo, uma leitura cruzada que não pense apenas os trabalhos em si, mas crie associações entre eles.

Seja para marcar uma posição, reivindicar alguma mudança, invocar forças sobrenaturais ou ainda chamar para a ação na direção de se atingir um objetivo, as palavras de ordem possuem sentidos imperativos, disciplinares ou de criação. As obras selecionadas para a exposição se apropriam da força da palavra falada e escrita, como vetores de exercício de poder macro e micro político e são de autoria dos artistas Rubens Gerchman, Maria Bonomi, Emanuel Nassar e Marcelo Buainain, além de textos críticos de Geraldo Souza Dias e curadoria da equipe do Sesc Santana.

Sobre os artistas:

Rubens Gerchman (Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 1942 – São Paulo, São Paulo, 2008) foi pintor, desenhista, gravador e escultor. De 1975 a 1979, assume a direção da ​Escola de Artes Visuais do Parque Lage (EAV/Parque Lage) no Rio de Janeiro. É co-fundador e diretor da revista ​Malasartes ​. Em 1981, a convite da arquiteta ​Lina Bo Bardi (1914-1992) ​, realiza painel de ​azulejos para o Sesc Fábrica Pompéia aqui em São Paulo. Entre os trabalhos conhecidos está a serigrafia ​‘A Bela Lindonéia’, ‘A Gioconda do Subúrbio’ que fazia referência ​a uma leitora de fotonovelas que faleceu aos dezoito anos sem encontrar um amor. Esta história teria sido a inspiração para Caetano Veloso escrever uma das principais canções do ​Movimento Tropicalista ​chamada ​Lindonéia.

Maria Anna Olga Luiza Bonomi (Meina – Itália, 1935), além de artista visual, foi também cenógrafa e figurinista. Em entrevista de 1971 ela diz: “Na cenografia sou a arquiteta frustrada; como gravadora sou cientista em busca de um remédio para curar a humanidade; e como figurinista, faço um trabalho de visualização mais dinâmica, mais prática. Talvez para compensar a gravura que é estática”.

Produziu muitos cenários e figurinos ao lado do diretor Antunes Filho com quem estabeleceu grande parceria. Sua trajetória nas artes visuais está marcada pela Bienal de São Paulo cuja formação a artista participou e pelo trabalho com importantes artistas como Lívio Abramo e Karl Plattner. Tem muita expressividade como gravurista, mas também dedicou-se à pintura e, na última década, às obras públicas.

Emmanuel da Cunha Nassar (Capanema – PA, 1949) é pintor, desenhista. Forma-se em arquitetura pela Universidade Federal do Pará (UFPA), em 1974. A partir de 1980, torna-se professor de educação artística na UFPA e em 1981, cria a obra tridimensional ​Recepcôr, ​trabalho que inaugura seu projeto artístico. ​A partir desse trabalho, passa a realizar pinturas em que faz uso de materiais diversos comuns que poderiam até mesmo ser descartados. Em alguns de seus trabalhos evoca a cultura popular, apresenta uma releitura dos desenhos e pinturas presentes em bares e banheiros públicos. Em outros trabalhos, alia imagens do universo do consumo a outras,  recorrentes nos subúrbios da sua cidade natal. Um trabalho bastante conhecido é a instalação ​Bandeiras ​(1998), no ​Museu de Arte Moderna de São Paulo (MAM/SP) e no Museu Estadual do Pará, na qual se apropria de 143 bandeiras de municípios paraenses, que são distribuídas pelas paredes dos ​museus​.

Marcelo Buainain (Campo Grande – MS, 1962) dedicou-se por cinco anos ao curso de medicina da Universidade Federal do Mato Grosso do Sul – UFMS antes de se tornar fotógrafo. Trabalhou para revistas e jornais e dedicou-se também às questões ambientais realizando ensaios fotográficos no Pantanal Mato Grossense. Na década de 90 desenvolve trabalhos documentais viajando o Egito, Marrocos, Venezuela e Índia. Em 1998 fotografa os carvoeiros de Mato Grosso do Sul e é premiado por um ensaio sobre a cultura hindu. De volta ao Brasil, nos anos 2000, faz uma série de fotos da Bahia por encomenda do Centro Português de Fotografia. Em 2004, atua na área de vídeo como produtor do documentário Do Lodo ao Lótus e como roteirista e diretor de Hermógenes. Deus Me Livre de Ser Normal , após ganhar o 2º Concurso DOCTV, promovido pela TV Cultura. É autor dos livros Índia. Quantos Olhos Tem uma Alma, 2000, e Bahia – Saga e Misticismo, 2004. << Com o apoio de informações/fonte: Assessoria de Comunicação Sesc Santana >>

 SERVIÇO: 12 de agosto a 17 de dezembro de 2017.

Galeria do 1° Andar = 3ª a 6ª feira, das 10h às 21h. Sábados e domingos, das 10h às 18h.

Foyer do teatro = 3ª a sábado, das 10h às 20h. Domingos, das 10h às 17h.

Grátis. Livre para todos os públicos.

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