Nesta 4ª feira (09/05/20128), o presidente do Sindicato dos Médicos de São Paulo (Simesp), Eder Gatti, juntamente com o presidente do Conselho Gestor do Conjunto Hospitalar do Mandaqui, Marco Antonio Cabral, na companhia de outros membros, reuniram-se com o Assessor Especial do governador de São Paulo, Marco Aurélio Ubiali, para discutir a situação do hospital que sofre sem profissionais, além de entregar um ofício direcionado ao atual governador de São Paulo, Márcio França.

No começo de abril, após pressão, o então governador, Geraldo Alckmin, abriu um edital de contratação de profissionais para o Hospital do Mandaqui. O Pronto-Socorro estava sem médicos clínicos três vezes por semana e a população ficava desassistida. Com a convocação do edital, deveriam ser contratados 17 médicos para o pronto-socorro, sendo 14 para a área de clínica médica e três para a pediatria. O governo do estado colocou o exame do Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp) como critério eliminatório, o que desclassificou sete dos candidatos classificados às vagas de clínica médica, setor com falta mais crítica de médicos no  Hospital do Mandaqui.

Metade dos profissionais não vão assumir suas vagas e prestar atendimento à população por não terem realizado uma prova que não é obrigatória para obter o registro profissional. Além disso, é uma prova aplicada apenas em São Paulo, médicos formados em outros estados não realizam o exame”, explica Gatti. O presidente do Simesp ainda ressalta que, devido à gravidade do impacto da falta de médicos no único serviço referência em diversas especialidades e em politraumatizados da Zona Norte, um exame facultativo não deveria ser critério de eliminação.

Fora isso, vagas temporárias de trabalho, em caráter emergencial, são pouco atrativas para os profissionais. “O salário da carreira de médico do estado já é baixo e o profissional contratado por um ano vai receber apenas uma parte do Prêmio de Produtividade Médica (PPM), o que reduz ainda mais o seu vencimento”, disse Gatti.

Existe uma resistência da Secretaria de Estado da Saúde em discutir os problemas do Hospital do Mandaqui com os usuários e com o Simesp. Por essa razão, o Sindicato recorreu ao Palácio dos Bandeirantes. Como encaminhamento, Ubiali  comprometeu-se em intermediar uma reunião entre o Sindicato e o secretário da Saúde, Marco Antonio Zago. Além disso, o Simesp também convocará uma assembleia com os médicos do hospital para debater a questão.

No ofício que foi encaminhado ao governador, o Simesp reivindicou a abertura de concursos públicos para repor o quadro de profissionais do hospital, a revogação da obrigatoriedade da declaração de comparecimento e realização da prova do Cremesp, o reajuste salarial dos médicos do estado e a incorporação do Prêmio de Produtividade Médica (PPM) ao salário.

Desassistência ===  Em março, o Pronto-Socorro do Mandaqui estava sem médicos clínicos três vezes por semana e havia mais de 40 pacientes internados pelos corredores e sala de medicação, de acordo com vistoria realizada pelo Simesp. Por conta disso, os profissionais realizaram ato em prol da abertura de novos contratos e melhorias. << Com o apoio de informações/fonte: Assessoria de Comunicação do Sindicato dos Médicos de São Paulo – Simesp / Nicolli Oliveira >>


 

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