<< Em primeira mão >> ===  Em Nota à Imprensa, às 18h43 de 6ª feira (09/02/2018), a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) divulgou oficialmente o  primeiro caso de febre amarela autóctone (infectado dentro do município) confirmado na capital paulista. A SMS  esclarece que se trata de um homem de 29 anos, morador do distrito do Tremembé (Zona Norte), que frequentava semanalmente local contíguo ao Parque Estadual da Cantareira (local da infecção), bem próximo à divisa com Mairiporã. Ainda ressalta que se trata de um caso autóctone de febre amarela silvestre, já que o morador foi infectado em região de mata. Embora a vacina contra febre amarela tenha sido disponibilizada na região a partir da primeira epizootia confirmada no Horto Florestal em 21 de outubro, o paciente não buscou a dose nos postos de saúde da região no período de campanha.

Mais macacos mortos === Dois macacos foram encontrados mortos no Grajaú  e Santo Amaro, na Zona Sul da cidade. Por essa razão, três distritos foram incluídos na campanha de vacinação: Santo Amaro, Campo Grande e Campo Belo. Nestes locais também estão sendo realizadas ações de nebulização (fumacê) e bloqueios de criadouros de mosquitos. E a Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente (SVMA) resolveu fechar quatro parques na Zona Sul: Parque Linear Invernada, Parque Severo Gomes, Parque do Chuvisco e Parque Cordeiro.

Até o momento, foram confirmadas 113 mortes de macacos por febre amarela no município de São Paulo. Sobre os registros em moradores da capital paulista, foram 26 casos importados em 2017, dos quais 13 evoluíram para óbito. Em 2018, são 43 casos, apenas um autóctone e os demais todos importados de outros estados ou municípios. Desse total, 06 (seis) evoluíram para óbito.

Vacinação na Zona Norte ==   A Zona Norte foi a primeira região do município a receber a campanha, em setembro do ano passado, por conta da proximidade com os chamados corredores ecológicos. Em outubro, com a confirmação de epizootia no Horto Florestal, a vacinação foi ampliada para todos os postos da região (90). Até 24 de janeiro, quando se encerrou a primeira fase da ação preventiva, foram vacinadas 1.366.592 pessoas apenas na zona Norte.

A região observou nos primeiros meses de campanha, uma busca alta pela vacina, chegando a imunizar 450 mil pessoas em uma semana (de 26 de outubro a 1 de novembro de 2017). No final de novembro, porém, em uma semana (de 30/11 a 7/12), a busca pela vacina nas unidades não ultrapassou 45 mil pessoas. 

Durante os três primeiros meses de campanha, as ações também foram intensificadas com diversos postos volantes, seja em estabelecimentos comerciais, seja em ações de rua, como em hipermercados e shoppings da região, centros esportivos, igrejas, batalhão de polícia, entre outros. Foram mais de 30 postos volantes a fim de garantir o acesso à população da região.

Ampliação de postos na zona Norte ===  Para ampliar a cobertura vacinal na região Norte, a SMS vem adotando desde dezembro estratégias para localização dos moradores que ainda não foram imunizados. Agentes de saúde têm percorrido os bairros para o trabalho de rescaldo, e os munícipes que se enquadram neste perfil recebem senha para atendimento em postos específicos.

No início da semana, 10 unidades básicas de saúde (UBS) foram destinadas para atendimento desta demanda, mas esse número foi ampliado para 35 a partir desta sexta-feira (9). A orientação aos moradores que ainda não receberam a visita dos agentes de saúde e precisam ser vacinados é procurar a unidade mais próxima de sua residência para retirar a senha de atendimento.

A lista com os postos da zona Norte e  as Unidades Básicas de Saúde (UBS) que atendem na Zona Norte, inclusive no sábado e 2ª feira de Carnaval – e outras informações –  pode ser consultados na matéria conforme o link – clique:  https://bit.ly/2ERN0GM .

A SMS lembra que, além das unidades com foco na prestação de serviço aos moradores da Zona Norte, a região conta ainda com dois postos de referência para viajantes que vão se deslocar para áreas com recomendação da vacina em território nacional: UBS Vila Palmeiras e AE Tucuruvi.

Histórico de vacinação na capital === Além da Zona Norte, a primeira fase da campanha de vacinação no município de São Paulo incluiu alguns distritos da zona Sul e o distrito de Raposo Tavares, na zona Oeste, por conta da proximidade com o município de Itapecerica da Serra, na Grande São Paulo, onde houve confirmação de epizootias.

Estas regiões somaram mais de 1,9 milhão de doses aplicadas até 24 de janeiro. Já a segunda fase, iniciada em 25 de janeiro em 20 distritos das regiões Leste, Sul e Sudeste, totalizaram 1.341.107 pessoas vacinadas até esta 6ª feira (09/02), sendo 1,3 milhão de doses fracionadas e 41,2 mil doses padrão. << Com apoio de informações/fonte: Assessoria de Imprensa da Secretaria Municipal de Saúde/Coordenadoria Regional de Saúde-CRS-Norte >>

        Dia D da campanha de vacinação

               termina em uma semana

Quase no mesmo horário, a Assessoria de Imprensa da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo alertava,  em seu Boletim semanal,  para que os paulistas ainda não vacinados contra febre amarela  — e residentes nas 54 cidades abrangidas pela campanha de vacinação — para que procurem os postos no decorrer da próxima semana. O encerramento está previsto para o dia 17 de fevereiro, com um “Dia D”, quando as unidades funcionarão em esquema especial.

Moradores ou visitantes de algumas cidades também poderão aproveitar o feriado de Carnaval para se vacinar. Cada município é responsável por definir seu cronograma e, portanto, a orientação é que o cidadão verifique a possibilidade na própria cidade.

 Desde 25 de janeiro, data de início da campanha, até o momento, 2.697.267 paulistas foram imunizados. Desse total, 2.597.410 paulistas receberam a dose fracionada, que representa 96,3% do público imunizado. Outras 99.857 receberam  a dose padrão, destinada a grupos específicos (mais informações abaixo).

Os 53 municípios e distritos da cidade de São Paulo foram definidos por critérios epidemiológicos após análises técnicas e de campo feitas pelo CVE (Centro de Vigilância Epidemiológica/Divisão de Zoonoses) e Sucen (Superintendência de Controle de Endemias) em locais de concentração de mata.

A meta é vacinar 9,2 milhões de paulistas. Cerca de 6,9 milhões de doses da vacina fracionada serão disponibilizadas para as pessoas ainda não imunizadas que residem nos locais definidos pela campanha. A campanha também prevê a oferta de 2,3 milhões de doses padrão, que serão disponibilizadas para crianças com idade entre nove meses e dois anos incompletos, pessoas que viajarão para países com exigência da vacina e grávidas residentes em áreas de risco.

Os cuidados === Deverão consultar o médico sobre a necessidade da vacina os portadores de HIV positivo, pacientes com tratamento quimioterápico concluído, transplantados, hemofílicos ou pessoas com doenças do sangue e de doença falciforme.

Não há indicação de imunização para grávidas que morem em locais sem recomendação para vacina, mulheres amamentando crianças com até 6 meses e imunodeprimidos, como pacientes em tratamento quimioterápico, radioterápico ou com corticoides em doses elevadas (como por exemplo Lúpus e Artrite Reumatoide). Em caso de dúvida, é fundamental consultar o médico.

Com relação aos casos relacionados à doença, desde 2017, 56,4% das infecções por febre amarela foram contraídas em Mairiporã, 15,8% em Atibaia e 2,7% em Amparo. Essas três cidades respondem por três quartos dos casos de febre amarela silvestre no Estado, e já têm ações de vacinação em curso desde o ano passado.

Além disso, o número de cidades classificadas como locais prováveis de infecção da doença (34) representam 5% do total de municípios existentes no estado de São Paulo. De 2017 até o momento houve 186 casos autóctones de febre amarela silvestre confirmados no Estado e 65 deles evoluíram para óbitos (confira na tabela abaixo). Entre os óbitos, está um morador de Minas Gerais e outro de Santa Catarina, ambos infectados em Mairiporã, e um morador do Rio de Janeiro infectado em Atibaia. Não há casos de febre amarela urbana no Brasil desde 1942.  << Com apoio de informações/fonte: Secretaria de Estado da Saúde >>

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