<< 26ª a 29ª reportagens>> ===  Às vésperas do início da Copa do Mundo da Rússia, o DiárioZonaNorte está publicando um apanhado especial com o resumo sobre as seleções da Copa do Mundo-2018, com apoio da Agência do Rádio Mais. Nele, não vão faltar informações da história, curiosidades, prognóstico para o torneio e os principais destaques das 32 seleções que irão disputar a maior competição de futebol do mundo


    Copa 2018: após a época de Zico, Japão chega à 6ª edição seguida na Rússia

<<26ª reportagem >> == A evolução do futebol japonês está diretamente ligada a Zico. O jogador, que estava aposentado desde 1989, voltou aos campos em 1991, no Japão. Por lá seguiu até 1994, quando optou por encerrar a carreira por falta de condições físicas. Fez história dentro das quatro linhas, mas também colocou gravou seu nome no coração dos japoneses fora dos campos. O camisa 10 da Gávea é o grande responsável pela evolução e pelo profissionalismo da modalidade no país asiático.

O ídolo rubro-negro assumiu o comando da seleção em junho de 2002, permanecendo até a Copa de 2006. Nesse período, disputou duas Copas das Confederações e se sagrou campeão da Copa da Ásia, tornando a terra do sol do nascente hegemônica no continente. A J. League, liga japonesa de futebol, foi fundada apenas em 1992, após muito tempo de amadorismo no futebol local. A década de 1980 marcou o início da popularização do futebol no país. Além da parte técnica, o esporte também conquistou o seu espaço no cotidiano dos orientais. Após o período de adaptação e de fixação da modalidade no país, os japoneses colheram frutos na década de 1990.

A Copa do Mundo de 1998, na França, marcou a primeira participação japonesa em Mundiais. As melhores participações dos samurais vieram nas edições de 2002, quando o país sediou a Copa juntamente com a Coreia do Sul, e em 2010, na África do Sul. Nessas edições, os japoneses alcançaram as oitavas de final. Nos outros Mundiais que participou, o Japão foi eliminado ainda na fase de grupos. De 1998 a 2014, o Japão disputou 17 jogos em Copas. Foram apenas quatro vitórias, quatro empates e nove derrotas.

A seleção japonesa possui quatro títulos da Copa da Ásia (1992, 2000, 2004 e 2011), principal torneio continental. Essas conquistas deram ao Japão o direito a participar da Copa das Confederações. Foram cinco participações na competição. Eliminados na fase de grupos em 1995, 2003, 2005 e 2013, os japoneses chegaram à semifinal em 2001.

Para se classificar para a Copa do Mundo de 2018, na Rússia, os japoneses ficaram com a primeira colocação no grupo B durante a fase final das Eliminatórias Asiáticas. Na fase anterior, também lideraram sua chave.

A seleção do Japão está no Grupo H da Copa do Mundo de 2018. Os adversários da primeira fase serão Polônia, Senegal e Colômbia. A chave é considerada uma das mais equilibradas.

O destaque dentro de campo é o meia Keisuke Honda, de 31 anos. Autor de sete gols nas eliminatórias, o experiente atleta do Pachuca, do México, disputará sua terceira Copa do Mundo. Honda começou no futebol de seu país, em 2004. Em 2007, se transferiu para a Holanda, onde atuou na segunda divisão local e foi eleito o melhor jogador da temporada 2008/2009. Um ano depois, chegou à Rússia para jogar no CSKA Moscou. Teve ainda passagem discreta pelo Milan, da Itália. Na seleção japonesa, já marcou três gols em Copas do Mundo.

 A estreia japonesa no Mundial será no dia 19 de junho, contra a Colômbia, às nove da manhã, horário de Brasília. Na segunda rodada, os japoneses enfrentam Senegal e fecham sua participação contra a Polônia, no dia 28. << Com apoio de informações/fonte: Agência do Rádio Mais – Texto: Por Paulo Henrique Gomes >>

       Copa 2018: México tenta surpreender adversários em grupo equilibrado

 <<27ª reportagem>> == Passar das oitavas de final talvez seja o principal objetivo do México na Copa do Mundo. A seleção foi eliminada nesta fase nas últimas seis edições do Mundial e quer quebrar essa escrita. Os mexicanos iniciam sua caminhada no Mundial da Rússia no grupo F, ao lado de Alemanha, Suécia e Coreia do Sul.

O México estreou em Copas logo na primeira edição, em 1930. Com três derrotas em três jogos, “La Tri” terminou o torneio em último lugar. Voltou a disputar uma Copa apenas em 1950, no Brasil, e novamente foi eliminada na fase de grupos.Apenas em 1958, na Suécia, veio o primeiro ponto em Copas, no empate com País de Gales por 1 a 1. Na edição seguinte, em 1962, no Chile, os mexicanos conseguiram sua primeira vitória, após derrotar a extinta Checoslováquia por 3 a 1. E assim caminharam até 1970, quando sediaram a Copa do Mundo.

Após seis mundiais seguidos, os mexicanos ficaram ausentes em 1974, mas retornaram quatro anos depois. E voltaram a decepcionar. Três derrotas em três jogos e eliminação na primeira fase. Fora da Copa em 1982, o México sediou novamente a Copa do Mundo, em 1986.

Assim como em 1970, quando foi sede, os mexicanos chegaram às quartas de final. Fora da competição em 1990, a seleção disputarou outro Mundial em 1994. Dessa vez, eliminação para a Bulgária, nos pênaltis, nas oitavas. O carma continuou em 1998. Eliminação, novamente para a Alemanha, também na primeira fase mata-mata.

O momento de maior destaque da seleção principal do México ocorreu em 1999, quando conquistou a Copa das Confederações. O título veio com vitória sobre o Brasil na final (4 a 3), no Estádio Azteca.

Em 2002, eliminação para os Estados Unidos, novamente nas oitavas. Em 2006, os argentinos foram os responsáveis pela queda do México. Quatro anos depois, em 2010, a história voltou a se repetir. Os mesmos argentinos eliminaram os aztecas, novamente nas oitavas.

Nas Olimpíadas de 2012, o México voltou a ser protagonista, dessa vez com sua seleção sub-20, ao levar a medalha de ouro no futebol. O adversário da final foi novamente o Brasil, que tinha jogadores como Neymar, Thiago Silva e Marcelo.

Em 2014, no Brasil, a história se repetiu e o México amargou outra eliminação nas oitavas de final, dessa vez para a Holanda. A sexta eliminação consecutiva nesta fase.

O ano de 2015 ficou marcado pela décima conquista continental dos mexicanos. Após vitória sobre a Jamaica por 3 a 1, a seleção chegou ao seu décimo título da Concacaf.

Na Copa das Confederações de 2017, o México fez uma boa campanha. Chegou às semifinais, sendo goleado por 4 a 1 para a Alemanha, que viria a ser a campeã. Na decisão do terceiro lugar, derrota por 2 a 1 para Portugal.

Os mexicanos se classificaram para a Copa da Rússia após ficar com a primeira colocação no hexagonal final das Eliminatórias da Concacaf. A principal esperança dos mexicanos é o atacante Chicharito Hernández. O atacante de 29 anos atua no West Ham, da Inglaterra, e possui 100 jogos e 49 gols pela seleção mexicana.

Os mexicanos devem lutar com a Suécia pela segunda vaga do grupo F. Logo na estreia, no dia 17 de junho, terão pela frente a temida Alemanha, atual campeã mundial e uma das favoritas ao título. A bola rola a partir do meio-dia, horário de Brasília. << Com apoio de informações/fonte: Agência do Rádio Mais – Texto: Paulo Henrique Gomes >>

                    Copa 2018: Nigéria quer quebrar tabu na Rússia

<< 28ª reportagem >> ===  Ir além das oitavas de final. É com esse objetivo que a Nigéria vai à Copa do Mundo na Rússia. Depois de uma classificação sólida nas eliminatórias continentais, a seleção dos Soldados Verdes quer resgatar o futebol da década de 90, quando surpreendeu o mundo com atuações de encher os olhos.

Na luta por uma vaga na Copa da Rússia, a Nigéria foi a primeira seleção africana a carimbar sua vaga. Os nigerianos se classificaram no grupo considerado “da morte” nas eliminatórias. Na mesma chave que Zâmbia, Angola e Argélia, a seleção nigeriana terminou na liderança. Ao todo, foram quatro vitórias, um empate e uma derrota na trajetória da seleção que vai para a sua sexta Copa do Mundo.

Os nigerianos experimentaram o gosto de participar de uma Copa pela primeira vez em 1994. E logo na primeira edição mostraram que não seriam meros coadjuvantes. Terminaram a fase de grupos em primeiro, na chave em que também estavam Argentina, Grécia e Bulgária. Nas oitavas, porém, a participação da Nigéria foi interrompida pela Itália, que eliminou os, até então, estreantes.

A Nigéria ainda participou das copas de 98, 2002, 2010 e 2014, mas nunca avançou além das oitavas de final, assim como ocorreu no Brasil, quando foi eliminada pela França.

Para a edição de 2018, deixar de lado o fantasma das oitavas é o principal objetivo dos africanos. E para que isso ocorra, o técnico da seleção nigeriana, o alemão Gernot Rohr, divulgou uma lista com 30 pré-convocados. Entre eles, destaques como o atacante Alex Iwobi, do Arsenal, e Junior Lokosa, que roubou a cena no futebol local. No entanto, é sobre Victor Moses, meia do Chelsea, que recai a responsabilidade de conduzir as Super Águias para uma campanha histórica.

Experiente, o meia de 27 anos tem ao seu favor uma grande rodagem pelo campeonato inglês, considerado por muitos o mais equilibrado do mundo. Despontou como profissional em 2007 pelo modesto Crystal Palace, onde atuou de 2007 a 2010. De 2010 a 2012, Moses teve uma passagem pelo também Wigan, até que foi contratado pelo milionário Chelsea. Na seleção nigeriana, Victor Moses é convocado desde 2012 e soma 11 gols em 32 partidas.

A Nigéria está no Grupo D, junto com Argentina, Croácia e Islândia. A seleção africana corre por fora e terá que se superar para conseguir a vaga, principalmente por conta do equilíbrio na chave. O primeiro compromisso da Nigéria na Copa é contra a Croácia, no dia 16 de junho, às quatro horas da tarde, horário de Brasília. << Com apoio de informações/fonte: Agência do Rádio Mais – Texto: Raphael Costa >>

    Pouca idade e bom futebol: Croácia quer repetir campanha de 98

<< 29ª reportagem >> === É possível a seleção de um país com pouco mais de 25 anos ter tradição no futebol? A Croácia vem mostrando que sim. Após conseguir a independência em 1991, os croatas figuram nos principais torneios de seleções do mundo, e com desempenhos surpreendentes. Com um toque de bola diferenciado e qualidade na armação de jogadas, a Croácia não é uma das favoritas ao título, mas pode dar trabalho para as grandes seleções.

Apesar da independência em 1991, a UEFA só reconheceu a federação croata em 1993, o que impossibilitou a disputa das eliminatórias do país recém formado. Em 1996, no entanto, a seleção croata participou de sua primeira Eurocopa, disputada na Inglaterra. E em sua primeira participação, o bom futebol apareceu. Depois de passar da fase de grupos em segundo, a seleção nacional só foi eliminada nas quartas de final para a Alemanha, que foi seria a campeã.

Em 1998, a primeira participação em uma Copa do Mundo. Liderados pelo atacante Davor Suker, os croatas fizeram uma campanha impressionante na edição disputada na França. Com seu marcante uniforme xadrez em vermelho e branco, a equipe passou da fase de grupos e avançou até as semifinais, eliminando, inclusive, a Alemanha.

O sonho croata, no entanto parou na semifinal, depois de perder para os donos da casa. Apesar da decepção, o time croata derrotou a Holanda, na disputa pelo terceiro lugar, e coroou a participação em sua primeira Copa.

De lá para cá, apenas em 2010 a Croácia não participou de uma Copa do Mundo. Na última edição, um desempenho abaixo do esperado fez com que os croatas não passassem da fase de grupos. Agora, com um plantel recheado de bons jogadores nas principais equipes da Europa, o time comandado por Zlatko Dalic conta com talentos individuais como Ivan Rakitic, meia do Barcelona, Mario Mandzukic, atacante da Juventus, e Ivan Perisic, da Inter de Milão. No entanto, o jogador mais prestigiado do elenco é Luka Modric. Com a camisa 10 e a faixa de capitão, o meia titular absoluto do Real Madrid é a principal esperança de boas jogadas e passes precisos para a seleção.

Depois de despontar no Dinamo Zagreb, time da capital croata, Modric foi transferido para o Tottenham em 2008. Foram quatro anos jogando em alto nível pelo clube londrino. O desempenho despertou a atenção do Real Madrid, que contratou o meia em 2012. Modric já conquistou três Liga dos Campeões no time merengue e é um dos homens de confiança de Zinedine Zidane. Pela seleção, Luka Modric é convocado desde as categorias de base. No equipe principal, já são 104 partidas e 12 gols marcados.

Para garantir a classificação para esta edição da Copa, o caminho não foi fácil. Depois de terminar em segundo em seu grupo nas eliminatórias, a Croácia foi para a repescagem. Uma goleada por quatro a um e um empate em zero a zero diante da Grécia garantiram a classificação.

Antes de estrear na Copa da Rússia, a Croácia terá um amistoso contra o Brasil. A partida está marcada para o dia três de junho, onze da manhã, horário de Brasília. O jogo será disputado no estádio Anfield Road, do Liverpool na Inglaterra.

A Croácia está no grupo D, que ainda tem a Argentina, Islândia e Nigéria, um dos mais equilibrados da Copa. Futebol para garantir a classificação nas oitavas a seleção croata tem, mas não será nada fácil. Os croatas estreiam no dia 16 de junho, contra a Nigéria, às quatro da tarde, horário de Brasília. << Com apoio de informações da Agência do Rádio Mais == Texto: Raphael Costa >>

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