<< 21ª a 24ª reportagens >> == A poucos dias do início da Copa do Mundo da Rússia, o DiárioZonaNorte está publicando um apanhado especial com o resumo sobre as seleções da Copa do Mundo-2018, com apoio da Agência do Rádio Mais. Nele, não vão faltar informações da história, curiosidades, prognóstico para o torneio e os principais destaques das 32 seleções que irão disputar a maior competição de futebol do mundo.


Estreante, Panamá chega como zebra ao Mundial da Rússia

<< 21ª Reportagem >> === O frio na barriga e a empolgação de quem vai experimentar pela primeira vez a emoção de participar de uma Copa do Mundo. Esse é o sentimento que deve estar presente no elenco e na população do Panamá, país localizado na América Central. Com uma história de pouquíssima tradição no cenário mundial do futebol, a seleção panamenha é considerada uma das principais zebras do torneio.

Com uma população de pouco mais de quatro milhões de habitantes, o Panamá faz divisa com países como a Costa Rica e Colômbia, e está localizada em ponto estratégico para a logística local.

Dentro das quatro linhas, a história do Panamá não tem muitas páginas a serem contadas. Pela Copa Ouro, torneio que reúne seleções das Américas Central e do Norte, a seleção acumula nove participações. Em duas delas, os panamenhos se destacaram.

Nas edições de 2005 e 2013, o Panamá foi finalista da competição, mas perdeu nas duas oportunidades para os Estados Unidos.

O desempenho dos panamenhos nas eliminatórias para a Copa da Rússia foi surpreendente, e a classificação veio com uma pitada de sorte. Na última rodada, venceram a Costa Rica, mas só a vitória não era suficiente.

Foi aí que os deuses do futebol agiram e fizeram com que Trinidad e Tobago, lanterna das eliminatórias da América Central e do Norte, batesse os Estados Unidos de maneira inesperada. O tropeço dos americanos garantiu a classificação do Panamá. Na campanha que resultou na vaga inédita, foram três vitórias, quatro empates e três derrotas. Apesar de um plantel recheado de jogadores desconhecidos no cenário mundial, o Panamá aposta no conjunto. A maioria dos jogadores que está no time atua pela seleção há muito tempo.

É o caso do atacante Gabriel Torres, de 29 anos, que defende o Huachipato, do Chile, mas acumula passagens por times da América do Sul e Central. Torres joga na seleção nacional desde 2005 e tem 14 gols em 71 partidas. Por ser um dos times de menos prestígio de todo o torneio, o Panamá não deve conseguir grandes resultados no grupo G, que ainda tem Bélgica, Inglaterra e Tunísia. As vagas para as oitavas de final devem ficar com os europeus, mas justamente por não jogar sob forte pressão como as grandes seleções, pode haver surpresas.

Terminar a fase de grupos em terceiro lugar pode ser considerado um bom resultado para uma equipe que não tem grandes perspectivas no Mundial. O primeiro jogo do Panamá será dia 18 de junho, ao meio-dia, contra a Bélgica.  << Com apoio de informações/fonte: Agência Mais Rádio – Texto:  Raphael Costa >>

          Sem tradição, Tunísia sonha com vaga inédita nas oitavas

<< 22ª reportagem >> Em 2018, na Rússia, a Tunísia disputará sua quinta Copa do Mundo. Após 12 anos sem disputar um Mundial, os tunisianos querer passar da fase de grupos, algo que nunca conseguiram antes. No entanto, a missão não será fácil. A Tunísia está no grupo no G, ao lado de Inglaterra, Bélgica e Panamá.

A trajetória da Tunísia no futebol teve início em 1957, um ano após a independência do país. Em 1960, os africanos participaram da primeira competição internacional. E, logo de cara, na primeira partida, foram goleados pela Hungria por 10 a 0. Essa foi a pior derrota da seleção tunisiana em sua história. Em 1965, disputaram sua primeira final de Copa Africana de Nações, mas ficaram com o vice-campeonato depois de perder para Gana.A Tunísia participou pela primeira vez de uma Copa em 1978, na Argentina. Logo na primeira partida, contra o México, os tunisianos fizeram história e venceram por 3 a 1. Foi a primeira vitória de um país africano na história das Copas e a única vitória da seleção tunisiana em Mundiais.

Na Copa de 1998, na França, a Tunísia foi eliminada também na primeira fase, com um empate e duas derrotas. Na edição seguinte, em 2002, a campanha foi praticamente igual à anterior: um empate, duas derrotas e última colocação no grupo.

Em 2004, a Tunísia foi sede da Copa Africana de Nações. Aproveitando o fator casa, os tunisianos derrotaram o Marrocos na final por 2 a 1 e conquistaram pela primeira vez o título continental. O título fez com que o país disputasse a Copa das Confederações de 2005.

Em 2006, na Copa disputada na Alemanha, os tunisianos partiram para a sua terceira participação consecutiva em Copas. E a história se repetiu. Com um empate e duas derrotas, a Tunísia foi novamente eliminada na fase de grupos.

Fora nas edições de 2010, na África do Sul, e em 2014, no Brasil, o país do norte da África volta a uma Copa em 2018. Nas eliminatórias, a Tunísia terminou na liderança do grupo A, com quatro vitórias e dois empates.

Com seus principais jogadores atuando por equipes francesas, a Tunísia aposta suas fichas no meia-atacante Wahbi Khazri, do Rennes, time da primeira divisão da França. O jogador, de 27 anos, possui 35 jogos e 12 gols pela Tunísia. A Tunísia deverá ser apenas um mero figurante na Copa. A Inglaterra, com uma das equipes mais fortes dos últimos anos, e a Bélgica, com a sua melhor geração de jogadores da história, devem ficar com as duas vagas do grupo. Correndo por fora, Tunísia e Panamá tentarão surpreender. << Com apoio de informações/fonte: Agência do Rádio Mais – Texto: Paulo Henrique Gomes >>

Após fiasco em 2014, Coreia do Sul aposta em trio que atua na Inglaterra

<< 23ª reportagem >> === Se o K-POP, estilo de música popular entre os jovens da Coreia do Sul, tem fãs no mundo todo, não se pode dizer o mesmo do futebol. Apesar de estar indo para a nona Copa do Mundo consecutiva, já faz tempo que as atuações do país asiático não empolgam. Na última edição, disputada no Brasil, a campanha foi tímida, com apenas um empate e duas derrotas, o que resultou na eliminação ainda na fase de grupos.

A meta para 2018 é apagar o fiasco com uma campanha melhor. O grupo não é dos mais fáceis. Além da favorita Alemanha, os outros adversários serão México e Suécia. O sonho é repetir o desempenho de 2002, quando a Coreia do Sul conseguiu chegar mais longe em uma Copa. Na edição realizada em casa, com sede dividida com o Japão, os sul-coreanos conseguiram chegar até as semifinais, quando perderam para a Alemanha. Na disputa de terceiro lugar, outra derrota, desta vez para os turcos.

 

 

Garantir a vaga para esta edição da Copa não foi tão fácil. Nas eliminatórias asiáticas, os sul-coreanos fizeram uma campanha regular, mas só garantiram a classificação na última rodada. A seleção terminou em segundo, atrás do Irã. Ao todo, foram quatro vitórias, três empates e três derrotas.

Para tentar surpreender em 2018, a Coreia do Sul depende muito do futebol de Son Heung-Min. Estrela no Tottenham, da Inglaterra, o jogador tem experiência em grandes ligas europeias e acumula passagens por Hamburgo e Bayer Leverkusen, ambos da Alemanha. No time inglês desde 2015, Son tem 47 gols em 132 jogos. A média de gols na seleção é melhor. São 21 em 64 jogos desde 2010, quando começou a integrar a equipe principal.

Os meias Ki Sung-Yueng e Lee Chung-Yong são outras duas esperanças para o sul-coreanos. Jogando no futebol inglês, os três jogadores serão responsáveis pela criação de jogadas. Classificar ao mata-mata não será fácil, mas pode acontecer. Os resultados que devem definir o futuro dos sul-coreanos na Copa dependem, basicamente, dos jogos contra Suécia e México.

O primeiro compromisso da Coreia do Sul será no dia 18 de junho, contra a Suécia, às nove da manhã, horário de Brasília. << Com apoio de informações/fonte: Agência do Rádio Mais – Texto:  Raphel Costa >>

     Estreante em Copa do Mundo, Islândia quer fazer bonito na Rússia

<< 24ª reportagem >> === Em 2018, na Rússia, a Islândia participará pela primeira vez de uma Copa do Mundo. Com pouco mais de 350 mil habitantes, é a nação com menor população em toda a história a chegar ao torneio. Na primeira fase, os islandeses estão no grupo D, ao lado de Argentina, Croácia e Nigéria.

A primeira participação da Islândia em Eliminatórias para a Copa do Mundo aconteceu na edição de 1958. Sem tradição no esporte, os islandeses sofreram quatro derrotas em quatro jogos e terminaram a competição com um saldo de 20 gols negativos. A partir de 1976, a Islândia participou de todas as edições eliminatórias da Copa do Mundo, mas sempre teve participações figurativas e nenhum resultado expressivo.

Nas Eliminatórias para a Copa do Mundo de 2014, a Islândia ficou muito perto da vaga. Após ficar em 2° lugar no grupo E das Eliminatórias Europeias, os islandeses se classificaram pela primeira vez para a repescagem. Contra a Croácia, os islandeses fizeram dois jogos duríssimos. Após um empate sem gols na primeira partida, a derrota por 2 a 0 adiou o sonho da Islândia em disputar uma Copa.

Após se classificar um segundo lugar no grupo A das Eliminatórias da Euro 2016, os islandeses garantiram sua presença na maior competição europeia de seleções pela primeira vez. A classificação para a competição parecia ser o momento áureo do país. Mas o melhor estava com vir. Logo de cara, eles surpreenderam.

Após empatar as duas primeiras partidas, os islandeses conseguiram se classificar para as oitavas de final após marcar o gol da vitória contra a Áustria aos 49 minutos do segundo tempo. E o adversário era a forte e tradicional Inglaterra. Mas nada iria tirar a felicidade dos islandeses. A Islândia foi valente e derrotou a Inglaterra por 2 a 1, eliminando o English Team da competição. Logo em sua primeira participação na Euro, os islandeses chegavam às quartas de final. Mas pararam por aí. A derrota pra França por 5 a 2 pôs fim ao sonho islandês.

Mesmo com a eliminação, o carisma dos islandeses conquistou o mundo. Além do desempenho no campo, a Islândia ficou conhecida pela sintonia entre time e torcida. A dança viking, movimento coordenado de braços entre jogadores e torcedores, foi feita nos estádios franceses durante a Eurocopa e acabou virando um símbolo da equipe na competição.

O próximo objetivo dos islandeses era se classificar para a Copa do Mundo de 2018, após ficar muito perto da vaga em 2014. Nas Eliminatórias, a Islândia estava no grupo I, ao lado de fortes seleções, como Croácia, Turquia e Ucrânia. E novamente, fez história. Com sete vitórias, dois empates e uma derrota, a Islândia conseguiu a vaga para a Copa de maneira direta, após terminar as Eliminatórias como líder de seu grupo.

A curiosidade é que o técnico que levou a equipe à sua primeira Copa mantém outro emprego. Heimir Hallgrímsson é dentista e continua atendendo seus pacientes na pequena ilha de Heimaey, mesmo após assumir a seleção islandesa depois da Eurocopa de 2016.

Os 23 jogadores que irão disputar a competição sentem muito orgulho em representar os pouco mais de 300 mil habitantes do país. Quem tem tudo para ser o destaque da Islândia na competição é o meio-campista Gilfy Sigurdsson, jogador do Everton, da Inglaterra. O atleta, que tinha sua participação ameaçada na Copa por conta de uma lesão no joelho, pode ser a referência técnica da equipe na competição. Acostumados a sonhar alto, a Islândia quer beliscar uma das vagas de seu grupo. A Argentina é a favorita para ficar com uma das vagas. Croácia e Nigéria, com mais experiência, saem na frente dos islandeses na briga pela outra vaga. A Islândia corre por fora na briga, mas não pode ser descartada. << Com apoio de informações/fonte: Agência do Rádio Mais – Texto: Paulo Henrique Gomes >>

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