da Redação DiárioZonaNorte

== << Exclusivo >> Há mais de 30 anos que o Terminal de Cargas da Fernão Dias,  da região de Vila Medeiros/Jardim Julieta/Parque Novo Mundo, na Zona Norte/Nordeste, vem sendo referências do grande problema que se tornou com o tempo. O projeto surgiu de uma boa ideia para planejamento do setor de cargas, em uma região propícia com  a proximidade de importantes rodovias — como a própria Fernão Dias, Dutra, Marginal, entre outras — até, na época, o futuro Rodoanel. Mas o projeto acabou não progredindo e até hoje gera sérios problemas na região. E nada progrediu e foi realizado em várias promessas — veja o item final desta reportagem com a questão das “alças para o terminal”.

AS SOLUÇÕES DE AGORA === Buscando um novo direcionamento para o problema, o prefeito de São Paulo, João Doria Jr., recebeu no final da tarde da última 2ª feira (23/10/2017), no Edifício Matarazzo — na sede da prefeitura de São Paulo –, o presidente do Sindicato das Empresas de Transporte de Carga de São Paulo e Região — SETCESP, Tayguara Helou. Ele estava acompanhado do vice-presidente da entidade, Antonio Luiz Leite, e do assessor da presidência, Adauto Bentivegna Filho, com o objetivo para discutir a importância dos terminais de carga para a distribuição de produtos.

A reunião teve como ênfase as condições do Terminal Fernão Dias, inaugurado naquela época e até hoje ainda não foi concluído. Tayguara registrou sua preocupação com a denominada “Área 2” do espaço, que foi invadido e tornou-se um local de estacionamento irregular de caminhões e proporcionando o tráfico de drogas, roubos, assaltos e até prostituição infantil.

O prefeito demonstrou-se sensibilizado com a questão levantada pelo SETCESP, destacando a preocupação na revitalização da área, e já determinou que os departamentos responsáveis verifiquem, na forma da lei, como dar continuidade à cessão da área para logística de cargas em face de ser esta a sua vocação .  Segundo fontes, o assunto já está em  tratamento interno podendo ter pareceres e soluções em breve.

MUDANÇAS À VISTA === Comenta-se que há um estudo para tornar a área como um “condomínio empresarial”, isolando a região e deixando somente um espaço para entrada e saída do local. Através de portaria, controle de cancela e segurança no controle de fluxo e atividades, sem restringir o acesso de pessoas e caminhões. Mas, a partir daí,  ter um controle mais seguro dos acontecimentos. Inclusive neste isolamento, a comunidade  do Violão  — com mais de 1.200 famílias, um pouco mais de 4 mil pessoas – está recebendo em breve a regularização do terreno pela Companhia Metropolitana de Habitação-Cohab, ( ligada à administração municipal) — ver detalhes na reportagem através do link:  https://bit.ly/2yLvvX5 ) —,  ficará também fora da área do Terminal de Cargas.

Segundo informações de pessoas ligadas ao setor, é uma forma de ter o controle da área e manter um termo de cooperação com a Associação dos Empresários de Transportes de Cargas do Terminal Fernão Dias- Associferdi  — que foi criada em 1983 e desde 08 de dezembro de 1986 é a responsável pela área. Com as mudanças que podem ocorrer, a Associferdi terá nova atuação com o controle de funcionamento, segurança e responsabilidade jurídica. Ao mesmo tempo, segundo uma fonte, o local terá “novos olhos e a preocupação” de entidades e empresas do setor. O que poderá contribuir também com sugestões, investimentos e melhorias para o espaço.

MAIS QUALIDADE DE VIDA === Na mesma reunião, esteve presente o vereador Gilberto Nascimento Jr. (PSC-SP), que participou desta reunião contribuindo com propostas sobre a revitalização do Terminal de Cargas Fernão Dias. Segundo o vereador, “a região necessita de inúmeras melhorias e equipamentos devido à demanda de moradores da Zona Norte e da comunidade do Violão, que precisam de apoio”. Segundo Nascimento Jr., “é preciso tornar aquele espaço da Prefeitura de São Paulo em algo que tenha melhorias aos moradores, com instalação de uma creche, Unidade Básica de Saúde (UBS) e escola – entre outras ações para melhor qualidade de vida”.

Também estiveram presentes na reunião, o prefeito regional de Vila Maria/Vila Guilherme/Vila Medeiros, Dário José Barreto; o secretário  municipal de Segurança Urbana, José Roberto Rodrigues de Oliveira;  Gilberto Pereira, da São Paulo Transportes-SP Trans; e Cláudio Carvalho, secretário especial de Investimento Social.

DOCUMENTO HISTÓRICO ===  Em 28 de março de 2006, na gestão do prefeito Mário Covas, o Subprefeito de Vila Maria/Vila Guilherme/Vila Medeiros era Antonio Perosa,  que foi um dos pontos de  referência nas ações para o Terminal de Cargas Fernão Dias. Eis um relato na íntegra publicado no blog da Subprefeitura:

ALÇAS DE ACESSO FERNÃO DIAS VÃO SAIR DO PAPEL === ” Os moradores da região norte podem respirar aliviados, literalmente. A poluição provocada pelos escapamentos dos 10 mil caminhões que circulam por dia na região está com os dias contados. Enfim, as Alças de Acesso da Fernão Dias vão sair do papel e os veículos não mais precisarão passar pelas ruas dos bairros.

Os recursos para a realização da obra já estão disponíveis nos cofres da Prefeitura de São Paulo: são R$ 9.306.191,00, liberados pelo Governo Federal. Os municípios de Guarulhos e São Paulo também aplicam verba na obra: R$ 150 mil e R$ 800 mil respectivamente.

A luta pela construção das alças começou desde o primeiro dia da atual administração. O convênio para a realização das obras não estava regularizado e o prazo para reserva da verba terminava em outubro. A corrida contra o tempo teve o empenho total da Prefeitura de São Paulo, que conseguiu a prorrogação do prazo para março de 2006.

A licença ambiental, documento essencial e sem o qual a obra não sairia do papel, foi conseguido em menos de 40 dias. “Um recorde”, relembra o subprefeito de Vila Maria/Vila Guilherme, Antônio Perosa.

Finalmente em março todos os papéis já estavam nas mãos do DNIT – Departamento Nacional de Infra-Estrutura dos Transportes – e o convênio foi regularizado.

A partir de agora começa o processo de licitação e em pouco tempo as obras sairão do papel. “Sem dúvida esta é a maior obra do atual governo”, comenta o subprefeito Perosa.

Importância da obra ==  A implantação de um terminal de cargas tem como objetivo melhorar a circulação de cargas na cidade de São Paulo. Com a conclusão das alças, as empresas de transporte vão se mudar para aquela área. Segundo o subprefeito Antonio Perosa, o ganho será grande para todos os lados. “Os moradores vão respirar e dormir aliviados, sem barulho. A manutenção das vias será bem melhor. Os transportadores vão ganhar tempo e dinheiro, pois não terão de enfrentar o trânsito caótico da cidade para entregar sua carga. Enfim, uma verdadeira mudança na cidade”, afirma.

O local também é um ponto estratégico, pois está próximo às futuras obras do Rodoanel e à interligação das Rodovias Dutra e Fernão Dias”.


 

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