São Paulo ainda nem acordou dos problemas ocorridos na 6ª feira (28/04/2017) com o que houve de paralisação comandados por sindicatos de trabalhadores, ainda contabilizando os prejuízos ocorridos com a maioria da população e em vários locais, recebe agora em Santana, na porta de entrada de vários distritos da Zona Norte, duas grandes concentrações de pessoas vindos de várias partes da cidade – até de cidades do interior — para festas comemorativas do 1º de Maio/Dia do Trabalhador. Os eventos tem como atrativos sorteios de prêmios, shows de artistas populares e atos políticos de dirigentes sindicais com autoridades convidadas. E acontecem simultaneamente por longo período, a partir das 9 horas – carregando mais de 3 milhões de pessoas em carros, ônibus e metrô. De um lado, a Força Sindical (20 anos com 2.675 entidades filiadas e 10 milhões de associados)  e, de outro, a Central dos Sindicatos Brasileiros (CSB) — que representa 700 sindicatos, 30 federações e uma confederação.

DOIS EVENTOS PRÓXIMOS == E, desta vez, essas concentrações acontecem no feriado desta 2ª feira (01/05/2017), e ainda nos dois lugares próximos na Zona Norte/Nordeste. A partir das 9 horas da manhã (até o encerramento após as 15 horas), calcula-se quase 2 milhões de pessoas na concentração no evento promovido pela Força Sindical (com 20 anos de evento, antes em frente à sede quando era na Rua do Carmo e depois no Estádio do Pacaembu -– até ser transferido para a Zona Norte) na Praça Heróis da Força Expedicionária Brasileira – FEB e Avenida Santos Dumont, ao lado do Campo de Marte, junto à Avenida Braz Leme. Com sorteio de carros e outros prêmios, o evento promove shows com vários artistas – entre eles, Bruno & Marrone, Michel Teló, Zezé Di Camargo & Luciano, Fernando & Sorocaba e mais seis outros — e anuncia que “há 20 anos é a maior festa do trabalhador do mundo”.

FESTA NO SAMBÓDROMO === E, inesperadamente, outra grande concentração – em cálculo também acima de 1 milhão de pessoas —  vai ocorrer a poucos metros, no mesmo horário (concentração às 10 horas e início a partir do meio dia, terminando após as 15 horas), no Sambódromo do Parque Anhembi, realizado ali pela primeira vez. A Central dos Sindicatos Brasileiros  (CSB) tinha organizado e divulgado que sua festa do 1º de maio ocorreria no Memorial da América Latina, mas mudou os planos em cima da hora, na 5ª feira passada (27/04/2017). E justificou que “por causa da grande procura e para dar mais conforto e segurança aos trabalhadores” e acrescentou que foi “ em reflexo do sucesso da festa, no local que originalmente abrigaria o evento, ficou pequeno diante do grande interesse dos trabalhadores”.

RAZÕES DO NOVO LOCAL ==  Mas em seu site, a CSB deu conhecimento real: “ a diretoria do Memorial da América Latina, órgão controlado pelo governo do estado de São Paulo, e a Polícia Militar criaram inúmeros empecilhos burocráticos para tentar evitar o 1º de Maio da CSB, achando que, com isso, evitariam um grande ato político dos trabalhadores contra as reformas que cortam os direitos trabalhistas e previdenciários”.  O Sambódromo, segundo os organizadores,  “tem espaço ainda maior para receber os milhares de participantes, pois além de ser aberto ao público em geral, o evento receberá as caravanas de participantes trazidos por sindicatos de todo o estado de São Paulo” Haverá também shows com artistas, que até se repetirão nos dois eventos, como é o caso Bruno & Marrone, Zezé Di Camargo & Luciano e Michel Teló. Está previsto um ato político que ocorrerá por volta das 14 horas com a presença de dirigentes sindicais e autoridades convidadas.

LOCAIS MAIS ADEQUADOS === Há anos, os moradores e várias entidades da Zona Norte – até as representações da Associação Comercial de São Paulo (ACSP) —  não demonstram que são contra as comemorações, mas reagem pelas razões, problemas de acessibilidade  e falta de infraestrutura do local – em busca de um ponto em melhores condições e sugerem o deslocamento para o Sambódromo (como ocorre agora com a CSB), estádios de futebol,  Anhangabaú, Parque do Ibirapuera e outros locais fechados com infraestruturas convenientes e adequadas. Todos são trabalhadores e com direitos preservados, mas a cidade tem seus problemas e precisa adequar as condições com os direitos a todos os moradores – principalmente em momentos de “feriado prolongado” e situações atípicas, como as de agora.

OS PREJUÍZOS == Agora são duas grandes concentrações próximas uma da outra, no mesmo dia e horário, ocasionando uma mudança radical no trânsito, já na véspera dos eventos, além de outros inconvenientes posteriores – inclusive na conservação dos canteiros, árvores e outros bens públicos. Contabiliza-se também as despesas paralelas do poder público, como os agentes e outros funcionários da Prefeitura, e a grande mobilização de Policia Militar e Guarda Civil Metropolitana. O local e essas mobilizações são despesas isentas para  os organizadores dos eventos – que não trazem nenhuma compensação ambiental, de serviços e nem financeira. Por outro lado, há a preocupação da segurança com pessoas vindas de todos os cantos, por ser um local aberto, e sem controle na realização de vistoria pessoal. E o local não tem grande infraestrutura de emergência, tendo nas proximidade somente o Pronto Socorro de Santana, com seus problemas.

MAIS EVENTOS NO LOCAL === Entre outros eventos que ocorrem no mesmo local da Praça Heróis da FEB/Av. Santos Dumont, no eixo de importantes avenidas de acesso e circulação na Zona Norte,  estão a Marcha de Jesus (que vem da Luz pela Av. Tiradentes com vários trios elétricos), recentemente o Dia da Graça da Igreja Internacional da Graça de Deus (R.R.Soares) e outros que concentram no mesmo local  de 700 mil a quase 2 milhões de pessoas – que é o caso dos shows musicais com artistas famosos patrocinados pela Nívea, que já tem programado para o próximo dia 25 de junho com Jorge Benjor e Skank (veja reportagem do DiárioZonaNorte – link: http://bit.ly/2nN2k2f   ).

PAULISTA ESTÁ PROIBIDA === A Prefeitura de São Paulo divulgou nota de esclarecimento sobre outras manifestações comemorativas ao 1º de Maio: “ a Avenida Paulista não será permitida a atividade pretendida pela Central Única dos Trabalhadores-CUT, tal qual está sendo anunciada pela entidade para o 1º de Maio, pois fere entendimento firmado com o Ministério Público, pelo qual são permitidos apenas três eventos: Parada do Orgulho LGBT, Corrida de São Silvestre e a Festa de Revéillon. A Prefeitura se dispões a ceder outro local para a realização dos shows anunciados pela CUT – como, por exemplo, o Vale do Anhangabau, onde foram realizados os eventos de 1º de Maio nos últimos anos”.

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