“NÃO RECLAMEM, TRABALHEM!” ==<<O ex-prefeito regional Paulo Cahim está magoado e “dá o troco” ao prefeito-gestor João Doria Jr. – veja no final desta nota>> === Após a demissão do prefeito da Casa Verde, Paulo Cahim,  o prefeito-gestor João Dória Jr.  publica no órgão oficial da Prefeitura de São Paulo, que é sua página no Facebook: “Em todas as áreas é comum encontrar desafios. A grande questão é o que fazemos diante deles, qual postura adotamos. Seja na vida pública ou na iniciativa privada, saber lidar com as adversidades com criatividade é fundamental para o sucesso de um projeto. O que não vamos permitir é o conformismo, ainda mais aqui na cidade de SP, onde 13 milhões de munícipes esperam por soluções e não por reclamações e desculpas. É nosso dever inovar, atender e servir”.
Já com o mesmo título “ ‘Não reclamem, trabalhem’, diz Doria a prefeitos regionais”, a revista IstoÉ complementa com informações do Estadão Conteúdo:  O prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB), fez alerta aos prefeitos regionais da cidade na manhã desta 5ª feira (16/11/2017): “não reclamem, trabalhem”. “Os que preferirem reclamar vão pra casa, porque nós queremos gente que trabalhe, arregace as mangas e venha trabalhar. Para reclamar, não, para trabalhar, sim”, disse a jornalistas após ação da Prefeitura em São Miguel Paulista, na zona leste da capital.
A declaração é semelhante à “Não fale em crise, trabalhe”, dita pelo presidente Michel Temer (PMDB) quando se pronunciou pela primeira vez no cargo. Lembra a IstoÉ/Estadão.
Na 4ª feira (15/11), Doria demitiu o prefeito regional da Casa Verde/Nova Cachoeirinha, Paulo Cahim, por ter reclamado publicamente de falta de verba para a limpeza do piscinão Guaraú, destinado ao escoamento de água na zona norte. O prefeito declarou, contudo, que a verba para a ação está garantida e que sofreu apenas um “atraso”. “Os recursos estão destinados e a limpeza será feita”, garantiu.
Na ocasião, ele ainda antecipou que deverá anunciar na próxima semana um programa de “minipiscinões”. “Temos de ter um serviço muito eficiente para manter a drenagem da cidade, manter as bocas de lobo em funcionamento, todos os canais de drenagem da cidade, investir na limpeza dos piscinões, inclusive os já implantados e nos ‘minipiscinões’”, comentou. “São Paulo não está imune a enchentes. São Paulo está trabalhando para minimizar o efeito das enchentes. Nós evidentemente não podemos dizer que não teremos nenhuma.”
Na continuidade da matéria da IstoÉ/Estadão, o prefeito disse que  críticas são “bem-vindas” e “positivas” se feitas “internamente”. “Fazer críticas públicas e não trabalhar, vai pra casa”, declarou. “Isso é uma norma: ou você é uma equipe ou você não é uma equipe. Se você é um time trabalhe pelo time, arregace as mangas e trabalhe. Dificuldade nós temos desde o início da gestão. Elas não surgiram agora”, diz. “A população não quer reclamação. A população quer ação, e nós estamos agindo.”
Exoneração == Segundo o secretário municipal das Prefeituras Regionais, Cláudio Carvalho, a exoneração de Cahim deve ser publicada no Diário Oficial do município desta 6ª feira (17/11). “Nós estamos ainda avaliando alguns nomes, são nomes técnicos, e nos próximos três dias já teremos um para ocupar a Prefeitura Regional”, antecipou. De acordo com Doria, assim como os demais, o novo titular será morador de região e terá curso superior. <Site da revista IstoÉ/Estadão>
A RESPOSTA DE PAULO CAHIM === Em sua página no Facebook, Paulo Cahim deu o troco ao prefeito Dória:”Caros, a divergência no pleitear mais verbas para combate às enchentes na região da VNCachoeirinha pode ser interpretativa. Mas, discordo qdo o Prefeito Doria diz que fui demitido pois precisava trabalhar mais. Trabalhei sim de domingo à domingo. A minha única viagem marcada que faria com meu grupo para Poços de Caldas eu cancelei para fazer ações do bairro lindo. Deixei, de acompanhar minha família e todas as minhas coisas para traz. O prefeito Doria trabalhou muito, mas somando muitas milhas voando pelo mundo. Na Casa Verde eu rodei todas as vilas, ruas, praças, becos e vielas, especialmente no fundão da periferia. Não! O sermão não cabe à mim! Fiz o que combinamos: trabalhar com afinco, dedicação e paixão. Fui leal defendendo o governo que representava, mas tenho senso crítico da realidade que vivemos. Eu sei o que é ter a casa invadida pela lama e pelo esgoto na borda do córrego do Bispo, Cachoeira dos Antunes, no Jd Peri e na rua Matheus Mascarenhas no baixo limão. Tinha prometido à mim, não falar ou responder nada. Minha consciência e minha ação ao longo destes 11 meses falariam por si. Mas, insinuar que fui demitido por trabalhar pouco é muito injusto e desleal. Fico aqui. Fico com a certeza do dever cumprido. Obrigado à todos pelas mensagens e palavras de estímulo. Até breve”.
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