por César Kawamura (*)

<< São Paulo, 22/09, 6ª feira, 17h02 (sem Horário de Verão) – e aproveite… até 21/12 >>

Ah!… como é bom receber a energia desta estação! Não é à toa que muitos povos e culturas têm seu Ano-Novo coincidindo com a primavera. No hemisfério Norte, janeiro foi estabelecido como início do ano, pois é quando surgem os primeiros sinais da primavera, e assim foi disseminado por todo o mundo.

É curioso que várias atividades lá iniciam-se em agosto, logo após as férias de Verão, bem como a maioria dos campeonatos esportivos que ocorrem ao ar livre. Claro, faz sentido desfrutar as férias no final de um ano de trabalho, seja em janeiro (ou agosto no hemisfério Norte) com calor e bastante luz, não é?

Mas como definimos o início da primavera? É fácil se pensarmos assim: no inverno, os dias são mais curtos, e no Verão bem mais longos (por isso temos o Horário de Verão para aproveitar os dias mais longos). Como as estações são ciclos que se repetem, a cada seis meses o planeta atinge uma posição, diante do Sol, em que a noite e o dia tem exatamente a mesma duração de 12 horas.

Estes dois  pontos marcam o início das estações  e são chamados Equinócio de Primavera e Equinócio de Outono. A partir do equinócio de primavera, os dias começam a ficar cerca de um minuto mais longo por mês até o pico de verão três meses depois, quando o dia começa a ficar um minuto mais curto até o equinócio de outono, até o dia mais curto no pico do inverno.

Ah!, é por isso que, na primavera, as plantas começam a soltar novas folhas e flores, e frutos vão se formando? Claro! Este é o momento perfeito para chamar as pessoas a sair de casa, voltar ao passeio com a família nos espaços abertos, e curtir a natureza em plena recuperação do frio. E que tal plantar árvores e flores por aí? Despretenciosamente, embelezando as praças e ruas da cidade, com cores e flores, o projeto #Ohquidea propõe “Um jardim em cada árvore”, levando orquídeas antigas para serem recuperadas nas árvores de espaços públicos, mas a ideia vai muito além deste simples ato de delicadeza urbana.

Queremos que a orquídea seja a ferramenta para a descoberta do colaborativismo e sentimento de pertencimento das pessoas aos espaços públicos. Se a pessoa amarra uma orquídea em uma árvore, naturalmente se torna guardião da orquídea, cuidando da árvore, da calçada e do entorno, atuando diretamente na preservação das praças, parques e ruas.

Mas por quê a orquídea? A pergunta é frequente, mas fácil de explicar: Estas plantas são resistentes e perenes, não necessitando muita manutenção quando fixadas sobre galhos da árvores. Note que, nestas condições, são lindas e florescem bem, mesmo sem receber muito cuidado! Ao mesmo tempo, dados do setor varejista apontam que 80% das orquídeas vendidas acabam morrendo por erros básicos no cuidado doméstico. Pasmem!, por excesso de carinho.

O interesse pela ação é grande, e em apenas quatro meses, já foram salvas mais de 750 plantas, formando em torno de 350 Guardiões na construção do maior orquidário colaborativo a céu aberto do mundo! Vamos juntos salvar uma orquídea velha, antes de perdê-la? Viva a Primavera! E vamos viver o seu tempo e espaço, de todos!  #OHquidea legal!

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(*) César Kawamura — Designer, educador e empreendedor,  da Zona Norte, engajado em temas socioambientais, criou o projeto #Ohquidea, cujo lema é “Resgatar orquídeas e unir pessoas”, oferecendo descoberta e empoderamento como motivadores de participação das pessoas aos locais que frequentam. Oferece esta experiência através de aulas rápidas em ambientes de trabalho, condomínios e áreas públicas. Facebook:  #Ohquidea – (11) 9-8121-3310

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