Paulistano, nascido em 1936, Eder Jofre saiu do Parque Peruche, na Zona Norte/Nordeste, para se tornar um verdadeiro herói do esporte nacional e uma lenda do boxe mundial.

Entre as conquistas que recheiam a sala de troféus do maior pugilista brasileiro se destaca o bicampeonato mundial de boxe como peso-galo, nas versões americana e europeia. A unificação dos títulos, aliás, ocorreu em uma luta memorável contra Johnny Caldwel, no Ginásio do Ibirapuera, em 1962, para um público recorde de 22 mil pessoas.

Também foi campeão mundial peso-pena, título conquistado em 1973, contra José Legrá, pelo Conselho Mundial de Boxe (CMB). A carreira vitoriosa rendeu a Éder reconhecimento para a vida toda. Desde 1992, por exemplo, o nome dele está no Hall da Fama do Boxe, localizado na cidade de Canastota, nos Estados Unidos.

Para se ter uma ideia da relevância de seu nome, a importante revista The Ring, por meio de uma eleição com os especialistas internacionais mais conceituados do esporte,  o colocou à frente de ninguém menos que Muhammad Ali como o melhor pugilista da década de 1960.

Na 2ª feira (09/10/2017), foi a vez da Câmara Municipal de São Paulo realizar uma Sessão Solene em homenagem não só à história, mas também ao legado de Eder Jofre. No Salão Nobre, ele recebeu a medalha de Honra ao Mérito Desportivo. Aos 81 anos, o ex-boxeador trava hoje uma luta contra a Encefalopatia Traumática Crônica (ETC), doença neurodegenerativa progressiva, causada por repetidos golpes na cabeça. E para prestigiar vários pugilistas estiveram presentes, entre eles Chiquinho de Jesus e Servilio de Oliveira.

Com poucas palavras, mas com o mesmo bom humor de sempre, Éder não escondeu a alegria pelo reconhecimento do Legislativo Paulistano. “Estou muito feliz recebendo uma homenagem como essa. Foram muitas vitórias que eu já consegui, e hoje é mais um momento de alegria”.

Além de vitoriosa, a biografia de Eder representa, sobretudo, inspiração. O maestro João Carlos Martins, um dos convidados ilustres da noite, lembrou que deve ao pugilista a volta por cima que deu na vida após o acidente que lhe tirou parte dos movimentos das mãos.

“Foi por causa de um senhor chamado Eder Jofre que este maestro voltou para a música. Depois do acidente eu estava desistindo. Até que eu tive a oportunidade de patrocinar uma das principais lutas do Eder, aquela em que ele recuperou o título mundial. Quando eu vi o juiz levantar as mãos, pensei: esse homem com 37 anos recuperou o título, e eu sequer voltei ao piano. Sou um covarde. Então no dia seguinte eu recomecei os meus estudos e dois anos depois eu estava novamente em um grande palco em Nova Iorque”, contou.

Martins destacou que essa passagem foi retratada no filme “João, o Maestro”, lançado em 2017. De acordo com ele, o caráter de Eder Jofre também faz jus à homenagem realizada na Câmara.  “Como ser humano, como pai, marido (…) O Eder é um exemplo para o Brasil. E acho que hoje é um dia glorioso para este auditório”.

O primeiro medalhista olímpico do boxe brasileiro, Servílio de Oliveira, também atribui a Eder Jofre a motivação para superar as dificuldades da vida e vencer no esporte. “Eu só comecei a lutar boxe porque eu conheci o Eder, em 1960. E a vitória dele, do título mundial, deflagrou um incentivo tremendo, principalmente para os jovens da periferia. Eu estreei oficialmente em 1966 e ganhei a medalha dois anos depois. Então eu acho muito importante essa homenagem”.

O vereador Dr. Milton Ferreira (PODEMOS) foi o proponente da Sessão Solene. “É uma homenagem muito importante que a Câmara faz a esse atleta. Uma pessoa reconhecida no Brasil e no mundo inteiro. Um dos melhores que o País já teve, e que nos levou ao topo”.  << Com apoio de informações/fonte: Assessoria de Comunicação Câmara Municipal de São Paulo – Texto: Douglas Matos >>

Assista a reportagem da Tv Câmara-São Paulo – clique: http://bit.ly/2gfcl5N

Mais detalhes de lutas e perfil no Wikipédia: http://bit.ly/2g58mVy

 

 

 

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