Até 1987, quando encerrou suas atividades, a Companhia Brasileira de Cimento Portland Perus S.A. – sigla CBCPP – , trabalhou para construir a metade da cidade de São Paulo – prédios, pontes, viadutos e até o Vale do Anhangabaú e o prédio da Biblioteca Mário de Andrade, entre outros —  e fez de Brasília a capital federal. No passado, muito que se construía vinha em navios de várias partes do mundo, principalmente do continente europeu. A “Brasilian” Portland Cement, mesmo com a grafia meio aportuguesada e errada em inglês, passou a ser muito conhecida por ser a fábrica pioneira de cimento no Brasil.

O TEMPO QUE SE FOI  === Desde sua fundação,  era controlada por uma sociedade entre brasileiros e canadenses até o final da década de 1950, sendo comprada pelo Grupo JJ Abdalla. O minério era extraído das pedreiras de Cajamar e uma ferrovia chegava até a fábrica em Perus.  Em 1992 o local foi totalmente tombado como patrimônio histórico (* ver íntegra da resolução no final da reportagem), mas ficou ao relento e nas intempéries do dia a dia. Os edifícios da fábrica, corroídos pelo tempo, querem ser salvos por movimentos de grupos culturais para a transformação do local em um grande Centro Cultural de Perus, o que despertou interesses de várias empresas, mas não saiu do papel.

RUÍNAS À VISTA === O que está se transformando em ruínas, encostado à Estação de trens da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos – CPTM,  possui o enorme terreno que, desde 2013, continua sendo analisado pela Prefeitura de São Paulo – e chegou a receber alguns espetáculos de dança e oficinas de grafite.

UM EXEMPLO CULTURAL === É justamente por essa situação, a exposição está mostrando a importância da história e por que devemos mantê-la viva na memória, além de provocar a participação dos visitantes nos rumos que este patrimônio poderia tomar. O local atualmente passa por grandes transformações e muitas estão por vir, por isso é fundamental que a população tenha acesso a sua história e sinta-se parte dela para intervir no seu destino. Um exemplo a ser seguido e copiado é o do Conselho de Defesa do Patrimônio Cultural de Piracicaba-CODEPAC que transformou o galpão do Engenho Central em um belo e importante complexo artístico cultural da cidade. Aos poucos suas instalações estão sendo restauradas e passam a receber novos usos, como é o caso do Teatro Municipal Erotídes de Campos, antes galpão de armazenagem de álcool, hoje um belíssimo teatro. (Projeto: Brasil Arquitetura e fotos Nelson Kon/Divulgação).

 

Facebook da Exposiçãohttp://bit.ly/2tPEBjs

Cartilha/Histórico:   file:///C:/Users/HP/Pictures/CARTILHA_EXPO%20(1).pdf

Estudo sobre Portland Perus:   Com o tema “Portland Perus: contribuição para uma história da indústria pioneira do ramo no Brasil (1926-1987)” , o autor Elcio Siqueira  – da Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho” – UNESP Campus de Araraquara Faculdade de Ciências e Letras Departamento de Economia – preparou a dissertação apresentada ao programa de Pós-Graduação em Economia da Faculdade de Ciências e Letras da UNESP, Campus de Araraquara, área de concentração: História Econômica, como exigência para obtenção do título de mestre sob orientação da Profª. Dr.ª Sonia Irene Silva do Carmo. Link: http://bit.ly/1UWJ9Mc

Resolução do Conpresp – Patrimônio Histórico:  http://bit.ly/2tMb5vu

Realização/apoio: Por meio da Secretaria Estadual da Cultura e do ProAC, é uma exposição temporária, “ Patrimônio que te quero, Viva!” conta a história da CBCPP, através de mapas, documentos,  desenhos e fotos

Funcionamento:  Até 31 de agosto, nos horários,  de 2ª a 6ª feira das 9 às 18 horas, sábados das 9 às 16 horas —  e domingos das 10 às 14 horas – Local: Biblioteca José de Anchieta —  Rua Antonio Maia, 651 – Perus

Visitas monitoradas: Às 5ªs. feiras, escolas interessadas poderão agendar visitas monitoradas, de manhã à tarde. Agendamentos: 3917.0751. Mais informações: emjosedeanchieta@gmail.com

 

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