da Redação – DiárioZonaNorte

No dia 02 de setembro de 2017, completou um ano que as obras de implantação da linha 6 Laranja do Metro foram paralisadas integralmente, de forma unilateral, pelo Consórcio Move São Paulo, que alegou dificuldades na obtenção de financiamento de longo prazo junto ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Linha Universitária === A Linha 6 –  Laranja, conhecida como “Linha Universitária” por ter em seu trajeto diversas instituições de ensino,  vai ligar o bairro da Brasilândia (Zona Norte/Noroeste)  à  estação São Joaquim (Centro) na Linha Azul e teve o início de suas obras em janeiro de 2015.  O último prazo de entrega informado pelo Governo do Estado foi 2021.

Modelo PPP === No dia 29 de junho, a  Secretaria de Estado dos Transportes Metropolitanos (STM) recebeu um  ofício do consórcio Move São Paulo com suas propostas para dar continuidade às obras da linha 6-Laranja. De acordo com a pasta, o documento foi encaminhado à Consultoria Jurídica da Secretaria  para análise e definição das próximas providências.    Se a proposta não  for aceita, o Governo do Estado poderá decretar a caducidade do contrato e iniciar um novo processo licitatório respeitando os devidos prazos legais.

A  Linha 6 – Laranja do Metrô é a primeira que adota o modelo PPP (Parceira Público-Privada).  Orçada inicialmente em  9 bilhões de reais, o  Governo do Estado de São Paulo pagaria metade da obra e o Consórcio Move São Paulo a outra metade, ficando com o direito de operar a linha por 25 anos.

Empresa chinesa  ===  O secretário Estadual de Transportes Metropolitanos, Clodoaldo Pelissioni, informou no início de setembro, no auditório da UNIP no bairro do Paraíso, durante a 23ª Edição da Semana de Tecnologia Metroferroviária –  considerado o congresso técnico mais importante do  setor de transporte metroferroviário do país -,  que um contrato para retomada da obra  já foi assinado por uma empresa chinesa.  Ainda de acordo com o secretário, em outubro acontecerá uma visita técnica à região da obra e só depois, a retomada será anunciada oficialmente.

Em julho,  o mesmo  secretário Clodoaldo Pelissioni afirmou que o grupo espanhol Cintra Ferrovial seria o provável responsável pela obra.

Lava-Jato === O Consórcio Move São Paulo, é formado pelas construtoras Odebrecht, Queiroz Galvão, UTC Participações  e  pelo Fundo Eco Realty. Em setembro de 2016 houve a paralisação da obra por falta de financiamento junto ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES),  como reflexo do envolvimento das três construtoras na Operação Lava-Jato.

Com obras paralisadas há dez meses, a  linha terá 15,3 km de extensão e até agora, apenas 15% da obra foi concluída. Serão 15 estações que devem  transportar cerca de 630 mil pessoas por dia.

Foram desapropriados 371 imóveis com um custo de 979 milhões de reais. O canteiros de obras das futuras estações  Brasilândia e  Freguesia do Ó estão totalmente paralisados.

 

 

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