NÃO FUGIR À LUTA.  Buscando inspiração até na letra do Hino Nacional, e de frases de incentivo aos guerreiros, o time de flag football METODISTA SKULLS carrega o lema: “Quem dá as caras, não foge à luta”. É uma maneira de mostrar que os componentes da equipe vão à campo para vencer. E, para isso,  treinam duro, pois é fundamental para o bom rendimento em campo.

TEMPO QUENTE E TREINAMENTO FIRME === É o que acontece aos domingos — durante às aulas normais –, no gramado irregular do Parque da Juventude, no Carandiru (Zona Norte/Nordeste), no lado da entrada pela Av. General Ataliba Leonel. Ali 25 jogadores treinam debaixo de um forte calor, já logo pela manhã — os termômetros chegam a registrar mais de 30 graus. Já de outro lado, mais 20 jovens realizam testes de resistência física nas  seletivas.

MUITA TÉCNICA === O objetivo dessas seletivas é escolher jogadores para a equipe e descobrir talentos. Podem ser grandes, pequenos, franzinos, magros, altos, baixos… não importa o físico do jogador, o que importa é a técnica. Não existe um biótipo especifico, o futebol americano é bem democrático, ou seja, todos podem participar e tentar uma vaga no elenco de 2017.

O LOCAL PARA OS TESTES === Vários cones de plástico amarelo, e alguns em vermelho, sinalizavam o gramado com pontos de apoio para o treinamento. Em fila, os candidatos a futuros jogadores formavam a fila em ordem numérica de chegada – com um papel simples e improvisado – escrito à mão — colocado com durex no peito de cada um. Os treinadores explicavam o que desenvolver no exercício específico para a ação individual.

DISCIPLINA E RESPONSABILIDADE === “Vamu…vamu…vamu…”, “força, com vontade… vamu…vamu”… ouvia-se bem forte da boca do jogador e treinador, um dos líderes da equipe, Leandro Nogueira, que não parava um segundo, andando de um lado para o outro, interferindo em treinamento ou na seletiva. De repente, ele dava uma ordem ou explicação e gritava bem alto: ”Vocês entenderam? Sim ou Não?”. Todos respondiam o mesmo tempo, gritando: “Sim”. Dava-se a impressão que o ambiente era de um quartel, mas é o modo de preparo e treinamento das técnicas das equipes norte-americanas.

TUDO NO CONTROLE === E o tempo passava e os treinos pesados continuavam com os esperançosos pupilos às vagas de jogadores. Um a um faziam a sequência do treinamento. Ajoelhavam, com um “pesinho” (esfera) de cerca de cinco quilos, que era arremessado a uma distância de quatro jardas (aproximadamente quatro metros). “Não é força, é jeito”, explicava Nogueira. É o que chamam de “grid de força”, que é fundamental no futebol americano, para dar impulsão – no contato físico durante a partidas são as mãos no peito do adversário para contê-lo. E tudo era registrado pelos controladores do treinamento, medindo a distância que o disco bateu no chão; e depois, os cronômetros no tempo das corridas e da agilidade. O resultado era lançado em planilha dentro de um laptop.

MAIS INCENTIVO === “Isto é essencial no futebol americano, quem quer jogar, tem que treinar muito isto”, advertia o treinador Nogueira. E tudo era explicado com a função desejada, como a corrida na ponta do pé, sendo uma “corrida de explosão”. Tudo tem o seu modo de ser. Como correr rapidamente de frente para ir ao ataque;  e recuar, de costas, para a defesa. “Levanta a bunda…levanta a bunda”, com o corpo um pouco curvado,  para vir de costas e não cair. Tudo isto vai sendo adquirido com o tempo, em treinos, ganhando mais velocidade e agilidade. “Vocês estão cansados? Sim ou Não”, grita Nogueira, ouvindo um sonoro retorno,  bem forte: “Não!”.

TODA A VONTADE DO JOVEM === Só 15 anos, mas com uma força de vontade muito grande. Era o jeito de Vitor Zuim, morador de Santana,  e que ali participava da seletiva – e era o mais novo da turma. Notava-se também que era o mais aplicado de todos os candidatos. E, até pela idade, não se dava muito pelo seu físico pequeno e baixo – apesar de ser faixa preta em Tae-kwon-do. Quieto, simples e mais objetivo, realizando os exercícios com perfeição e recebendo dos treinadores: “Muito bom, muito bem…excelente!”. Do lado de fora, a mãe acompanhava e fotografava o rapaz que quer ir para os Estados Unidos. “O sonho dele é morar lá. É difícil, mas tem que tentar”, observa a mãe orgulhosa. Desde pequeno faz curso do idioma e quem sabe um dia não vira um brasileiro jogando no futebol americano. (Vitor Zuim foi um dos 13 jogadores aprovados na seletiva, que  agora passará pelos aspirantes e depois chegará aos “caveiras” junto aos  jogadores oficiais).

O TREINO DO TIME PRINCIPAL === Do outro lado do gramado, os jogadores oficiais do METODISTA SKULLS faziam o treino com bola. E ensaiavam táticas de ataque e defesa. E aí surgiam os “vamu…vamu!!”, com paradas de jogadas para instruções e orientações. E os gritos de alegria quando surgia uma boa jogada com sucesso. “Boa, boa, boa!!”, era o som do meio dos pulos e dos toques de mãos com abraços dos jogadores. Enquanto isto, Nascimento não parava, andava de um lado para o outro, interferindo em tudo. “Aqui não é recreação. Recreação é em outro lugar, lá no Tietê, no SESC. Temos que ter compromisso com nós mesmos. E se não tem compromisso no trabalho, não tem aqui. Se não tem compromisso com a família, não tem aqui. E assim por diante”, bate o treinador.

UM PARQUE E O TREINO PESADO == E assim foi o tempo todo, até por volta do meio dia, quando o Sol queimava mais ainda. O Parque da Juventude levava o seu modo de ser com os donos passeando com seus cães, crianças pedalando as bicicletas, skatistas rodando nas passarelas, gente feliz… E o METODISTA SKULLS  terminando o seu treinamento de domingo – e agora somente no próximo ano, a partir das 07h30, que pode ser assistido pelos interessados e obter mais conhecimento com os jogadores.

PERFIL/HISTÓRICO ==   O METODISTA SKULLS é um time de flag-football, versão alternativa do futebol americano, que tem o apoio da Universidade Metodista (de Rudge Ramos / São Bernardo do Campo ) cujo logotipo é uma “caveira” (Skull em inglês). O flag-football usa as técnicas, táticas e regras do futebol americano, mas o seu objetivo é arrancar uma fita (flag) que fica presa na cintura do jogador.  Não tem o corpo-a-corpo, sem violência e, consequentemente, não tem todo os equipamentos do futebol americano (capacete, protetor bucal, ombreiras etc) – que torna o esporte com um custo elevado.

MORADORES DA ZONA NORTE/NORDESTE === O METODISTA SKULL tem os seus jogadores residindo na Zona Norte/Nordeste, a maioria em Santana, e foi criado em 26 de outubro de 2014.  E faz seus treinamentos no Parque  da Juventude, aos domingos pela manhã.  Dentro de seu planejamento, a principal meta da equipe para 2016 é figurar entre as cinco melhores equipes do estado de são Paulo.

RANKING DO CAMPEONATO === O METODISTA SKULL  conta com um plantel de 30 atletas e pretende aumentar esse número, mas mantendo jogadores que são compromissados e comprometidos com o time. No ano de 2015 o Metodista Skulls participou do primeiro campeonato estadual de sua história, o Campeonato Paulista de Flag. Participaram 21 equipes, sendo 13 na Divisão Metropolitana (Capital e Grande SP) e oito na Divisão Caipira (equipes do interior de SP), começando em abril e finalizando próximo a dezembro.

O PRIMEIRO TÍTULO === Em paralelo ao estadual, a equipe disputou a Liga Universitária de Futebol Americano (LUFA) em junho de 2015, torneio esse que o Metodista Skulls se sagrou campeão da taça prata, conquistando seu primeiro título. Em outubro, o time conquistou o vice-campeonato do Avaré Bowl, realizado na cidade de Avaré.  E o esforço agora é  para conquistar cada vez mais espaço no cenário.

EM BUSCA DE RECURSOS E PATROCÍNIO ===  O METODISTA SKULL mantém-se financeiramente graças a políticas implantadas para captação de recursos de forma interna. Com as mensalidades que arrecadamos, fretamos nossas próprias viagens e possuímos uma linha de produtos com a marca do time. Nossa torcida acompanha o time em todas as viagens, colaborando para captação de recursos. O dinheiro arrecadado é aplicado em compras de equipamento, uniformes e custeios de serviços extras. Patrocínios de empresas da Zona Norte/Nordeste são bem-vindos e podem ser estudados e planejados.

Dúvidas: Rodolfo Adão Cunha – Presidente Metodista Skulls
Whatsapp: 9-7471-4647 – E-mail: rodolfoslip.1@hotmail.com

facebook: Rodolfo SLIP – SKULLS no Facebook: www.facebook.com/metodistaskulls

CAMPEONATO PAULISTA:  www.facebook.com/opaulistadeflag
APFA :  www.facebook.com/associacaoprofutebolamericano

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