Muitas notícias falsas invadem os meios de comunicação, principalmente as mídias sociais. Quem recebe a notícia precisa ter o maior cuidado para não repassá-la, sem checar. No ímpeto de querer ser o primeiro a dar a notícia, pode ter suas consequências desagradáveis — chegando até aos tribunais. Todo cuidado é pouco. Com a preocupação de esclarecimento, a  Rádio CBN, de São Paulo, em parceria com a Fundação FHC e o Centro Edelstein de Pesquisas Sociais, promoveu em 27/03/2018, no Teatro Eva Herz (Livraria Cultura) debate sobre “Fake News” e redes sociais como parte do lançamento do ‘Sobrevivendo nas redes: Guia do Cidadão’ – (80 páginas – obtenha cópia digital abaixo). O encontro foi mediado pelo diretor de jornalismo da CBN Ricardo Gandour e contou com a participação do sociólogo Bernardo Sorj, co-autor do livro, e do jornalista Pedro Doria, comentarista de tecnologia da CBN.

Com o tema ‘Sobrevivendo nas Redes’, o objetivo é levar o público a refletir sobre a maneira que a internet expandiu as possibilidades de pessoas comuns debaterem sobre diferentes assuntos, mas também como permitiu que mensagens anônimas e muitas vezes distorcidas se proliferem e sejam capazes de destruir cenários do cotidiano. A ideia foi mostrar aos presentes como recuperar a civilidade e a argumentação, mesmo que cercados de desinformação, em meio a tanta informação disponível na rede.

Ouça a íntegra do evento da Rádio CBN (47 minutos) – clique aqui.

Em complemento, por causa do tradicional e histórico Dia da Mentira, o DiárioZonaNorte  preparou matéria com os detalhes – clique aqui.

Obtenha uma cópia digital do ‘Sobrevivendo nas redes: Guia do Cidadão’  (80 páginas) – clique aqui.


  Conselhos básicos para ler e compartilhar notícias

  • Desconfie das informações que confirmam sua visão de mundo. Essa é a recomendação mais importante e a mais difícil de seguir. Em geral, desconfiamos e, inclusive, não acreditamos quando recebemos informações que questionam nossas crenças, e aceitamos muito facilmente tudo aquilo que respalda o que pensamos. As informações falsas e manipuladas são produzidas levando em consideração nossos preconceitos.
  • Não divulgue uma informação se não tem certeza de que é verdadeira. Temos tendência natural a compartilhar imediatamente informações ou imagens que nos agradam. Pense duas vezes antes de fazê-lo. Você poderá estar participando da disseminação de informações falsas. Resista ao “vou repassar por via das dúvidas, vai que é verdade”.
  • Saiba que, se a informação é importante, urgente e fundamentada, em poucos minutos estará em vários veículos. Se isso não ocorreu, desconfie. O mercado de notícias tem muitos atores e é muito competitivo. Mesmo havendo orientações editoriais diferentes que interpretam de maneiras distintas o mesmo fato, nenhuma notícia importante deixaria de ser noticiada pela maioria dos veículos.
  • Lembre que devem constar da notícia pelo menos a data e o autor, além das fontes das informações que veicula. A autenticidade da autoria e das informações veiculadas, isto é, se elas provêm efetivamente das fontes mencionadas, pode ser conferida copiando-se parte do texto da matéria e colando-o em um mecanismo de pesquisa.
  • Conheça o histórico dos veículos. Essa é uma recomendação muito difícil de ser seguida pelo leitor eventual, mas faz parte da educação para a cidadania ir, aos poucos, acompanhando o mercado de notícias e formando opinião sobre quais veículos praticam um jornalismo mais sério e cuidadoso.
  • Verifique o nome dos sites. Muitos sites que produzem informação “de combate” e de baixa qualidade jornalística têm nomes parecidos com os de jornais sérios e foram feitos para confundir.
  • Confira as datas. Muitas vezes informações verdadeiras, mas antigas, voltam a circular sem que as pessoas se deem conta de que dizem respeito a outro momento e outro contexto. Uma informação antiga verdadeira (por exemplo, uma manchete que diga que “o desemprego dispara”), se tomada em outro momento, pode ser completamente falsa.
  • Leia as seções “Ver histórico” e “Discussão”, quando consultar a Wikipedia. Nelas ficam registrados os debates entre os editores e as diferentes versões de um artigo. Analisando esses debates e as versões que eles originam, compreende-se que é da interação entre visões divergentes que se produz um verbete enciclopédico.
  • Confira a relação da manchete com o texto das matérias que você lê na Internet. Muitas manchetes “sensacionalistas” atraem a atenção, mas têm pouca ou nenhuma relação com o conteúdo da matéria ou mensagem.

 

 

 

 

 

 

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