da Redação DiárioZonaNorte

Com o objetivo de identificar moradores e trabalhadores da Zona Norte na cidade de São Paulo que ainda não tomaram a vacina contra a febre amarela, a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) de São Paulo, por meio da Coordenadoria Regional de Saúde (CRS)-Norte,  adotou uma nova estratégia a partir desta 5ª feira (01/02/2018): através de pesquisa casa a casa, será realizado levantamento sobre o percentual dos munícipes que se enquadram neste perfil e os bairros com menor cobertura vacinal. Essa mudança se deu porque foi observado que o número de imunizados na Zona Norte ficou abaixo da meta de 2 milhões de pessoas. No total, foram vacinados 1,3 milhão de pessoas, o correspondente a 58% dos moradores dessa região. Em seguida, será definida a estratégia para a vacinação do público restante, de forma escalonada,  que poderá ocorrer nas próximas semanas.

Sem postos para vacinar == Os postos de Saúde de toda a Zona Norte não estão atendendo mais para vacinações. No período recente, houve uma invasão de pessoas de outras regiões da cidade, até de municípios próximos, que acabaram com os estoques de vacinas. Nesta correria de vacinação, chegaram vans e ônibus lotados em busca de vacinações — acontecendo as filas de quarteirões.  Somente duas unidades continuam vacinando:  AMA/UBS Integrada Vila Palmeiras (Rua Francisco Lotufo, 24 – Freguesia do Ó – fone 3931.8242 ) e AME Especialidades Tucuruvi/ UBS Prof. Armando de Aguiar Pupo ( Av. Nova Cantareira, 1467 – fone 2952-6700 ). Ambas têm como foco exclusivo de atendimento somente as pessoas que vão viajar para lugares com recomendação da vacina.

Visitas nas residências === Agora, as equipes das Unidades Básicas de Saúde (UBS) realizam a estratégia de mapeamento dos locais que serão visitados. Foi o que aconteceu nesta 5ª feira (01/02/2018) com a região no entorno da UBS Mariquinha Sciascia (Rua Dr. José Vicente, 39 – fone 2203.2489), no Tremembé. Um local próximo foi visitado por três equipes da saúde na Travessa Mateus Garcia – e imediações no total de quatro quarteirões – atingindo 1.768 domicílios, com apenas 59 pessoas vacinadas.

Sem as senhas === Não há fornecimento de senhas para a procura em postos de vacinação — como acontece em outras regiões da cidade -, mas é feita a vacinação no local. As equipes carregam as caixas de isopor com as vacinas e o material de uso. Caso o morador não esteja presente, é deixado um aviso e são feitas as anotações para posterior procura e checagem — até na possibilidade do registro do número do Serviço Único de Saúde – SUS. Se o imóvel estiver fechado, o aviso é deixado.

Fechando o cerco === Ainda sem o fechamento oficial de números das ações, o CRS-Norte registrou também 500 pessoas vacinadas em uma Igreja Evangélica, do Jardim Antártica, na Casa Verde. Ainda na Zona Norte/Noroeste, em Pirituba, no período de 22 a 26 de janeiro, houve 1.082 domícilios visitados e cerca de 500 pessoas vacinadas. Ainda segundo a CRS-Norte, essa ação impede que os locais de vacinação sejam invadidos por moradores de outras regiões da cidade, criando filas enormes. Ao mesmo tempo, os locais que estão sendo visitados acabam fechando o cerco das pessoas que ainda não tinham recebido a vacinação.

Os esclarecimentos === Nesta 6ª feira (02/02/2018) estão programadas as visitas na região de Vila Ramos, na Freguesia do Ó. Na parte da manhã, junto ao Horto Florestal,  haverá uma entrevista coletiva com mais detalhes sobre as ações de casa-em-casa em um balanço mais completo, que será fornecido pela Supervisora de Saúde do Suvis-Jaçanã/Tremembé, Iara Ferreira.

O que já aconteceu === A Zona Norte foi a primeira região do município a receber a campanha, em setembro do ano passado, por conta da proximidade com os chamados corredores ecológicos. Em outubro, com a confirmação de epizootia no Horto Florestal, a vacinação foi ampliada para todos os postos da região.

Até 24 de janeiro, quando se encerrou a primeira fase da ação preventiva, foram vacinadas 1.366.592 pessoas apenas na zona Norte, o que representa, aproximadamente, 58% da população. No entanto, o percentual pode não refletir a real cobertura da população imunizada na região.

“Sabemos que tivemos uma procura muito grande de moradores que não são da região nesses meses de campanha. Por isso, nossa estratégia é fazer esse rescaldo para a cobertura completa da região”, explicou o Coordenador Regional de Saúde da Zona Norte, José Mauro Correa.

A região observou nos primeiros meses de campanha, uma busca alta pela vacina, chegando a vacinar 450 mil pessoas em uma semana (de 26 de outubro a 1 de novembro de 2017). No final de novembro, porém, em uma semana (de 30/11 a 7/12), a busca pela vacina nas unidades não ultrapassou 45 mil pessoas.

Durante os três primeiros meses de campanha, as ações também foram intensificadas com diversos postos volantes, seja em estabelecimentos comerciais, seja em ações de rua, como em hipermercados e shoppings da região, centros esportivos, igrejas, batalhão de polícia, entre outros.

 

 

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