A Secretaria Municipal de Saúde  do município de Guarulhos, ao lado da Zona Norte da cidade de São Paulo confirmou nesta 6ª feira (19/01/2018), que um morador de 34 anos — que contraiu febre amarela durante visita a um sítio em Atibaia entre os dias 24 e 25 de dezembro –, faleceu no último dia 3 de janeiro, em um hospital de Arujá, em decorrência da doença. O resultado da sorologia confirmando a causa da morte foi divulgado nesta semana.

A vítima, que morava no Jardim Normandia, retornou para Guarulhos em 25 de dezembro. No dia 29, ele começou a apresentar os primeiros sintomas da doença, mas não quis ir ao hospital. Somente no dia 31, a família o levou a um médico do convênio, em Arujá, onde recebeu medicação retornando para casa no mesmo dia. Com a piora de seu estado, retornou ao hospital no dia seguinte. Após ser medicado mais uma vez, passou por exames, que indicaram alterações. Após 12 horas em observação, acabou indo para a Unidade de Terapia Intensiva, mas – com o agravamento do quadro – não resistiu e veio a óbito.

O passeio em Atibaia ===  O guarulhense estava em um grupo de amigos, formado por mais de 40 pessoas, que seguiu para um sítio em Atibaia para passar o Natal. Ele era o único da família que não recebeu a vacina contra a febre amarela. A esposa dele, Priscila da Silva, de 29 anos, e os três filhos foram imunizados exatamente dez dias antes da viagem para Atibaia, considerada área de risco.

“A agente de saúde que toda semana passa em casa, para saber se está tudo bem, veio aqui no dia 14 (de dezembro) e perguntou se a gente ia viajar. Eu disse que íamos para um sítio em Atibaia. Ela disse que era preciso se vacinar naquele dia. Eu e meus filhos fomos, mas meu marido estava trabalhando. Pedi tanto para ele sair e ir se vacinar, mas ele não quis”, relatou a esposa ao receber a confirmação da causa da morte.

As ações em Guarulhos ===  Desde outubro, quando houve os primeiros casos de mortes de macacos infectados por febre amarela em áreas próximas à Serra da Cantareira, até esta quinta-feira (18), a Prefeitura de Guarulhos vem mantendo ações diversas de prevenção e já vacinou 461.969 pessoas. Este número supera a meta de vacinação definida pelo Governo do Estado, que estabeleceu que 280 mil pessoas – número correspondente à população que mora nas proximidades ou transita nas áreas consideradas de risco -, deveriam ser imunizadas.

Neste momento, a campanha prioriza essa população. Por isso, as 27 UBS que oferecem a imunização contra a febre amarela em Guarulhos estão em bairros próximos ao Parque da Cantareira, com exceção das UBS Cavadas, Ponte Grande e Munhoz, que estão vacinando temporariamente a população da região, que teve o primeiro óbito de guarulhense por febre amarela contraída em Nazaré Paulista.

Devido a segunda morte de um guarulhense, a Secretaria Municipal de Saúde irá estabelecer uma nova estratégia de bloqueio no bairro onde morava a vítima. Servidores municipais irão visitar as casas do Jardim Normandia para promover a imunização a partir da próxima 2ª feira (22/01/2018). << Com apoio de informações/fonte: Assessoria de Comunicação/Prefeitura Municipal de Guarulhos >>

Vacinação fracionada contra febre amarela em São Paulo será antecipada para dia 26

 

A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) de São Paulo decidiu antecipar o início da campanha de vacinação fracionada contra a febre amarela para o dia 26 de janeiro, (6ª feira). A ação se estenderá até 17 de fevereiro e foi ampliada para atender os moradores de 16 distritos, conforme recomendação do Ministério da Saúde.

Farão parte da ação preventiva na zona Leste os distritos Cidade Líder, Cidade Tiradentes, Guaianases, Iguatemi, José Bonifácio, Parque do Carmo, São Mateus e São Rafael. Já na zona Sul serão vacinadas as pessoas que moram ou trabalham em Capão Redondo, Cidade Dutra, Grajaú, Jardim São Luis, Pedreira, Socorro, Vila Andrade e acrescentou ainda o Campo Limpo para esta primeira fase da campanha de vacinação fracionada.

Outros distritos deverão ser incluídos na campanha de vacinação nos próximos meses. A expectativa é a de, ainda no final de fevereiro, iniciar a vacinação  na região central, nos distritos de Bela Vista, Bom Retiro, Cambuci, Consolação, Liberdade, República, Santa Cecília, Sé; Oeste (Alto de Pinheiros, Barra Funda, Butantã, Itaim Bibi, Jaguará, Jaguaré, Jardim Paulista, Lapa, Morumbi, Perdizes, Pinheiros, Rio Pequeno, Vila Leopoldina, Vila Sônia); e Sul (Campo Belo, Campo Grande, Cidade Ademar, Santo Amaro).

Depois, será a vez da campanha cautelar ter início em outros distritos da região Leste e Sudeste: Ermelino Matarazzo, Itaim Paulista, Itaquera, Jardim Helena, Lajeado, Ponte Rasa, São Miguel, Vila Curuçá, Vila Jacuí, Arthur Alvim, Cangaíba, Carrão, Penha, Tatuapé, Vila Matilde.

Por fim, a campanha vai atingir os demais distritos da região Sudeste: Água Rasa, Aricanduva, Belém, Brás, Cursino, Ipiranga, Jabaquara, Moema, Pari, Sacomã, São Lucas, Sapopemba, Saúde, Vila Formosa, Vila Mariana, Vila Prudente.

O fracionamento da dose segue os padrões da Organização Mundial da Saúde (OMS). Com a medida, uma dose padrão poderá vacinar até cinco pessoas. Estudos laboratoriais atestam a eficácia da vacina por, no mínimo, oito anos.

É importante ressaltar que não houve epizootia confirmada nestes distritos. A priorização dos distritos a receberem a vacinação se deu de acordo com a proximidade com corredores ecológicos e o risco de exposição à doença.

Os distritos das zonas Norte, Sul e Oeste, que tinham começado a campanha no ano passado, também vão passar a oferecer apenas a dose fracionada da vacina.

 

A SMS reforça que, para aqueles que não moram ou não trabalham em regiões com recomendação de vacinação, a orientação é procurar as unidades apenas em casos de viagem para áreas de risco.

 

Histórico ===  Desde outubro, a Secretaria Municipal da Saúde (SMS) de São Paulo iniciou vacinação preventiva na zona Norte da capital. Até o momento, foram vacinados 1.335.552 pessoas.

 

Em dezembro, a pasta iniciou a vacinação preventiva em distritos da zona Sul da capital e no distrito de Raposo Tavares, na zona Oeste, após epizootias confirmadas no município de  Itapecerica da Serra, na Grande São Paulo. Foram vacinados, respectivamente, 447.982 e 45.807 pessoas.

 

Não há registro de febre amarela silvestre autóctone (contraída no município) na capital. Não há registro de febre amarela urbana no país desde 1942.

 

Entre janeiro e março de 2017, foram registrados 11 casos de febre amarela silvestre na capital (cinco  evoluíram para óbito). Em dezembro passado, foram registrados outros 10 (seis evoluíram para óbito). Em janeiro deste ano, foram confirmados dois casos (um evoluiu para óbito). Todos são importados de outros estados e/ou municípios (10 de Minas Gerais, um de Monte Alegre do Sul, oito de Mairiporã, três de Atibaia e um de caieiras). << Com apoio de informações/fonte: Ass.Comunicação da Secretaria Municipal de Saúde/Coordenadoria Regional de Saúde-CRS Norte >>

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