da Redação DiárioZonaNorte (*)

“Epa, epa, epa! Muita calma nessa hora”, como diria o personagem  Juvenal Antena na telenovela “Duas Caras”, interpretado por Antonio Fagundes. Esse bordão ficou famoso em 2007 e se adapta, ainda hoje, no momento atual da procura por vacinação contra a febre amarela. Uma correria desenfreada em busca de postos de vacinação, as UBS principalmente, por toda a cidade de São Paulo.

Filas quilométricas, dando voltas em quarteirões, com pessoas passando a madrugada sem dormir, jogadas nas calçadas, embaixo de chuvas, aguardando por mais de seis horas a abertura do local da vacinação, após às 8 horas da manhã. E, às vezes, com algum retardo por causa da chegada de novo lote de vacinas – que obrigatoriamente devem ser conservadas em geladeiras com temperatura controlada.

Muita gente nas filas === Jovens, idosos, crianças, famílias inteiras… neste drama que comove a cidade e os municípios vizinhos, na incerteza das filas e das senhas. E vários dissabores que podem ser evitados, no momento.  A partir do dia 29 de janeiro até 17 de fevereiro, o governo estadual colocará a vacina fracionada em regime de mutirão atingindo 54 municípios incluindo a capital, com efeito de 8 anos ou até mais na validade da vacina. O fracionamento da dose segue os padrões da Organização Mundial da Saúde (OMS). Com a medida, uma dose padrão poderá vacinar até cinco pessoas. Estudos laboratoriais atestam a eficácia da vacina por, no mínimo, oito anos.

Mas é preferível aguardar, com tranquilidade, e ser vacinado por um período razoável de 8 anos — podendo ser renovado posteriormente —  do que ficar horas na fila da expectativa. As autoridades da saúde chamam a atenção para esse detalhe em lugares que não oferecem riscos e podem aguardar. As vacinas integrais, com maior validade, são para as pessoas que tem que viajar ou se deslocam para lugares de risco.

O controle e os excessos  === Há toda uma logística para a chegada da vacina, sua conservação nos postos e a vacinação. Há um controle de distribuição para atender cada local.  Pessoas de outros bairros distantes estão buscando as UBS da Zona Norte e de outras regiões, já que algumas emissoras de rádio anunciaram facilidades nas vacinas e no atendimento mais rápido. Não deu outra: caravanas de pessoas chegando em micro-ônibus, peruas, vans e carros lotados até de outros municípios – Osasco, Carapicuíba, Santo André etc.  Nota-se placas de carros de diversos locais estacionados próximos dos postos de vacinações. << Pior ainda, por ser área de risco: o mesmo ocorreu até em Mairiporã, onde há uma população de 95 mil moradores e as vacinações já ultrapassaram este número, há muito tempo. E lá foi decretado estado de calamidade pública. Há filas de muita gente de fora, de vários bairros de São Paulo e inúmeros municípios. A Prefeitura e a Secretaria da Saúde de Mairiporã está pensando em exigir comprovante de residência para continuidade das vacinações.>>

Sem pânico === As Secretarias da Saúde — estadual e municipal —  recomendam tranquilidade e sem motivos de pânico. As vacinações somente devem ocorrer nos locais de risco e reiteram que, neste momento, a campanha de vacinação da febre amarela tem como público-alvo todos os distritos da zona Norte, onde 90 UBS estão aplicando vacina para população que reside ou trabalha na região; três distritos da zona Sul (Parelheiros, Marsilac e Jardim Angela), além de parte do Capão Redondo (referência da UBS Luar do Sertão); e na zona Oeste apenas os moradores do distrito Raposo Tavares, onde três postos estão vacinando contra a doença.

As demais unidades que aplicam a vacina da febre amarela são de referência para viajantes e estão destinadas a aplicar a vacina para quem vai viajar, passear ou mesmo visitar municípios, estados ou países com risco para a doença.

Aumento na demanda === Mesmo não integrando a campanha de vacinação, houve um aumento significativo de procura pela vacina nas unidades de referência para o viajante, o que tem ocasionado desabastecimento pontuais e momentâneos, não apenas de vacinas, mas também de insumos. Unidades que aplicavam em média 500 doses por mês, nos últimos dias estão vacinando em média mil pessoas por dia!

É preciso reforçar que, para aqueles que não moram ou não trabalham em regiões com recomendação de vacinação, a orientação é procurar as unidades apenas em casos de viagem para áreas de risco.

Quem não mora ou trabalha nas áreas com risco de febre amarela deve aguardar o início da campanha de vacinação fracionada contra a febre amarela previsto para o final deste mês. A vacinação terá como público-alvo os moradores de 15 distritos e segue a recomendação do Ministério da Saúde. Farão parte da ação preventiva na zona Leste os distritos Cidade Líder, Cidade Tiradentes, Guaianases, Iguatemi, José Bonifácio, Parque do Carmo, São Mateus e São Rafael. Já na zona Sul serão vacinadas as pessoas que moram ou trabalham em Capão Redondo, Cidade Dutra, Grajaú, Jardim São Luis, Pedreira, Socorro e Vila Andrade.  A SMS ressalta que não houve epizootia confirmada nestes distritos, em cuja vacinação vai ocorrer, mas, sim, foi levada em consideração a proximidade com corredores ecológicos e o risco de exposição à doença.  Os moradores dos demais distritos devem aguardar orientações da SMS para buscarem a vacina nos postos.

Vacinação ===  Desde outubro, a Secretaria Municipal da Saúde (SMS) de São Paulo iniciou vacinação preventiva na zona Norte da capital. Até o momento, foram vacinados 1.307.127 pessoas.  Em dezembro, a pasta iniciou a vacinação preventiva em distritos da zona Sul da capital e no distrito de Raposo Tavares, na zona Oeste, após epizootias confirmadas no município de  Itapecerica da Serra, na Grande São Paulo. Foram vacinados, respectivamente, 447.982 e 33.917 pessoas. E lembra que não há registro de febre amarela silvestre autóctone (contraída no município) na capital. Não há registro de febre amarela urbana no país desde 1942.

Entre janeiro e março de 2017, foram registrados 11 casos de febre amarela silvestre na capital (cinco  evoluíram para óbito). Em dezembro passado, foram registrados outros sete (quatro evoluíram para óbito). Todos são importados de outros estados e/ou municípios (10 de Minas Gerais, um de Monte Alegre do Sul, cinco de Mairiporã e dois de Atibaia).

Precauções ===   A Coordenadoria de Vigilância em Saúde (Covisa), órgão da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) de São Paulo, não comenta casos específicos para não ferir a ética médica, garantindo, assim, o sigilo clínico do paciente. Todos os casos confirmados para a doença são e serão notificados junto ao Sinan (Sistema de Informação de Agravos de Notificação) do Ministério da Saúde.

Com relação à morte de macacos confirmados para febre amarela (epizootias), a pasta reforça que todos os casos precisam ser investigados antes de qualquer divulgação, até mesmo para definir as estratégias, se necessário, de vigilância epidemiológica.  Até o momento, a capital registrou 87 epizootias, sendo 85 na zona Norte da capital (50 no distrito de Mandaqui, 25 no distrito de Tremembé, quatro no distrito de Tucuruvi, dois no distrito de Jaraguá e 2 no distrito de Anhanguera, um no distrito de Brasilândia e um no distrito de Cachoeirinha) e outras duas na zona Sul (ambos no distrito de Parelheiros).

INFORMAÇÕES ÚTEIS === <<É importante ler >> ===  Mais Informações, dúvidas, endereços dos postos de vacinação da campanha nas zonas Norte, Sul e Oeste e as unidades de referência para viajantes estão no site da prefeitura e podem ser acessados neste link: https://bit.ly/2FJPIOJ   <<* Com base nas informações/fonte:Assessoria de Imprensa Secretaria Municipal de Saúde / Coordenadoria Regional de Saúde-CRS-Norte >>

 

 

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