<< Óbitos ocorreram no período de um ano, aponta balanço da Secretaria de Estado da Saúde; vacinação só é recomendada para pessoas que vão ou residem em áreas onde o vírus circula.>>

Às 19h57 desta 6ª feira (19/01/2018), a  Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo divulgou o balanço semanal e  alerta para os riscos da procura indiscriminada pela vacina, que pode levar a óbito.   De janeiro de 2017 até o momento, três pessoas morreram em consequência de eventos adversos graves relacionados à vacina que evoluíram para óbito. Estão sendo investigados outros seis óbitos com quadro clínico e epidemiológico que podem ser relacionado à vacinação.

As três mortes foram confirmadas como reação vacinal após análises caso a caso. Não há registro de doenças prévias para nenhum dos casos e todos eram adultos com menos de 60 anos. Dois deles morreram na capital, sendo um residente na zona Norte da cidade (Perus) e outro em Franco da Rocha. Ambos foram vacinados depois de outubro. O terceiro morreu em fevereiro de 2017 e residia em Matão, região de Rio Preto.

A vacina é feita com o vírus vivo atenuado e, após a aplicação, são produzidos anticorpos contra a doença. Assim, estando imunizada com o vírus vacinal, a pessoa pode ficar protegida contra o vírus selvagem, caso resida ou visite uma área de transmissão.

Posterior à aplicação da vacinação, é comum que a pessoa tenha sintomas leves como dores musculares e de cabeça e febre, assim como vermelhidão, inchaço e calor no ponto da aplicação da agulha.

Outros eventos adversos podem estar relacionados a alergias aos componentes da vacina. A vacina é contraindicada, por exemplo, para pessoas que têm histórico de alergia grave (anafilaxia) ao consumo de ovos.

O evento adverso mais grave é a doença viscerotrópica aguda, como se enquadram os óbitos confirmados. Nessas situações, a vacinação provoca uma disfunção aguda de múltiplos órgãos. Como o organismo da pessoa não contém a multiplicação do vírus vacinal, este começa a atacá-lo de modo similar ao vírus selvagem. As reações podem evoluir negativamente para insuficiência renal, hepática e cardíaca, problemas de coagulação, hepatite fulminante e morte.

Justamente pelo perfil da vacina, a imunização é indicada apenas para quem precisa, considerando-se o risco de exposição à febre amarela. Portanto, em locais urbanos, onde não há transmissão, não há motivo para expor a população a um risco desnecessário. Os parâmetros da literatura variam de 1 morte a cada 450 mil doses aplicadas.

Casos ===  Com relação aos casos relacionados à doença, a Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo informa que, desde 2017, 50,6% das infecções por febre amarela foram contraídas em Mairiporã, 11,1% em Atibaia e 6% em Amparo. Essas três cidades respondem por dois terços dos casos de febre amarela silvestre no Estado, e já têm ações de vacinação em curso desde o ano passado. Não há casos confirmados na capital paulista.

Além disso, o número de cidades onde foram registrados casos da doença – 20 – representa 3,1% do total de municípios existentes no estado de São Paulo. De 2017 até o momento houve 81 casos autóctones de febre amarela silvestre confirmados no Estado. Trinta e seis deles evoluíram para óbitos (confira na tabela abaixo). Entre os óbitos, está um morador de Minas Gerais que foi infectado em Mairiporã. Não há casos de febre amarela urbana no Brasil desde 1942.

 

Município de Infecção Casos Óbitos
 
AGUAS DA PRATA 2
AMERICO BRASILIENSE 2 1
AMPARO 5 3
ATIBAIA 9 8
BATATAIS 1 1
BRAGANÇA PAULISTA 1
CAIEIRAS 2 1
CAMPINAS 1
ITATIBA 2 1
ITAPECERICA DA SERRA 1 1
JARINU 1 1
JUNDIAÍ 1
MAIRIPORÃ* 41 14
MAIRIPORÃ/ITAPECERICA DA SERRA 1
MOCOCA/CASSIA DO COQUEIROS 1
MONTE ALEGRE DO SUL 4 1
MONTE ALEGRE DO SUL E AMPARO 1 1
NAZARÉ PAULISTA 1 1
SANTA CRUZ DO RIO PARDO 1
SANTA LUCIA 1 1
SÃO JOÃO DA BOA VISTA 1 1
TUIUTI 1         –
Total geral 81 36

* 1 caso/óbito com residência em Poço Fundo (MG) e infecção em Mairiporã

<<Com apoio de informações/fonte: Assessoria de Comunicação / Secretaria de Estado da Saúde >>

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