Quem for ao Museu do Futebol até domingo (25/02/2018) terá a chance de participar de um campeonato que tem cheiro de infância, além de poder trocar experiências e repassar conhecimentos. Trata-se do conhecido futebol de botão, esporte 100% brasileiro, inventado nos anos 1930, pelo pintor Geraldo Cardoso Décourt. De início, ele jogava com botões de madeira, passando posteriormente a usar material de plástico. Em 2011, o Governo paulista instituiu o Dia do Botonista, em homenagem ao inventor.

Para celebrar a data, o Museu do Futebol, no Pacaembu, promove oficinas e o 9º Torneio de Futebol de Botão, para ensinar os visitantes a praticar a modalidade ou aperfeiçoar a técnica. Há, ainda, um campeonato dividido nas categorias infantil, amador e profissional. As oficinas de futebol de botão, que começaram no último domingo, prosseguem até 6ª feira (24/02), sempre das 10 às 17 horas. As atividades são gratuitas e não é necessário fazer uma inscrição prévia.

Genuinamente brasileiro – Isaías de Lana Rhein e Og de Souza Girão, monitores da Federação Paulista de Futebol de Mesa, são os responsáveis pelas oficinas oferecidas aos visitantes, durante a semana, e também aos competidores do 9o Torneio. Segundo Isaías, o futebol de botão é um esporte reconhecido pelo Conselho de Desportos no Brasil. “Genuinamente brasileiro, evoluiu muito ao longo dos anos, revelando vários campeões, entre eles, Rubinho, Mauro, Jefferson, Tadeu e Volbono, nas décadas de 1980 a 2000. Apesar do avanço dos games e outros jogos eletrônicos, tem resistido bem. Hoje mantemos vários campeonatos por equipes, a Taça São Paulo Individual, além de torneios que movimentam cidades do interior. Em março, Bragança Paulista será sede de um deles. Depois, em abril, haverá disputas em Botucatu e, em maio, em Socorro, todos organizados pela Federação Paulista de Futebol de Mesa”, ele relata.

O resgate do esporte === Rhein lembra que, além de iniciativas como essa no Museu do Futebol, a Federação tem feito o resgate do esporte de mesa por meio de oficinas nas escolas e no Sesc. E ainda ressalta as disputas de caráter internacional. “Este ano, temos o Campeonato Mundial em Portugal e, no ano que vem, no Japão. Sem contar que os grandes clubes de futebol, também apostam no futebol de mesa ou de botão. Entre eles, o São Paulo, o Santos, o Corinthians, o Palmeiras, a Ponte Preta, assim como os cariocas. Todos têm o seu dia de treino, aberto a crianças a partir dos 8 anos”. A competição, em curso no Museu do Futebol, conta com três categorias: infantil, adulto e profissional, cada uma com 32 participantes. Para disputar a categoria infantil é preciso ter até 16 anos de idade; não federados com mais de 17 anos disputam entre os adultos; e os federados competem entre os profissionais.


Onde tudo começou === Geraldo Cardoso Décourt (1911-1998), ator e pintor nascido em Campinas, não foi apenas o inventor o futebol do botão. Foi também um incansável organizador e divulgador de eventos desse esporte, o que propiciou a sua popularização e desenvolvimento.

De uma simples brincadeira de criança o “jogo de botões” se tornou esporte difundido e praticado como modalidade esportiva, apresentando uma diversidade de regras e materiais, com adeptos em um grande número de países.

Nas décadas de 1930 a 1980, várias modalidades eram praticadas, usando-se diversos tipos de botões e superfícies onde era possível fazê-los deslizar, desde o piso das casas até mesas de jantar. Ficaram famosos os “botões de osso” ou de “paletó”, que nada mais eram que os botões retirados dos antigos ternos; dentre esses, uma classe de botões conhecida como “Paulo Caminha” marcou época; depois vieram as “capas de relógios”, que nada mais eram que os “vidros’ substituídos dos relógios destinados a conserto.

Na década de 1950, viraram moda os botões industrializados, de plástico, com adesivos colados ao centro, contendo os escudos ou mesmo as faces dos jogadores dos times famosos do Brasil

Os botões industrializados começaram com os famosos canoinhas, rebaixados no meio, com o rosto do jogador ao centro, normalmente com imagem em preto e branco. Alguns eram coloridos.  << Com o apoio de informações/fonte: Imprensa Oficial-Conteúdo Editorial – Texto: Maria das Graças Leocádio >>

Hino do Botonista: assista e ouça o hino de Geraldo Cardoso Décourt:                                    Clique:  http://bit.ly/2EVz694

 


MUSEU DO FUTEBOL

  • (*) Local: Instituição da Secretaria de Estado da Cultura de São Paulo.
  • (*) Endereço: Praça Charles Miller, S/N São Paulo, SP
  • (*) Funcionamento: 3ª a 6ª feira: 9 às 16 horas (permanência até 17 horas);            sábados, domingos e feriados das 10 às 17 horas (permanência até 18 horas).
  • (*) Estacionamento: Praça Charles Miller (Zona Azul Digital)
Organicos

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