A Secretaria de Estado de Saúde anunciou, na 6ª feira (10/11/2017), as ações adotadas e previstas para a prevenção da febre amarela em São Paulo. Não há registros de febre amarela urbana no Brasil desde 1942 e todos os casos suspeitos recentemente na capital foram descartados

Foi determinado que o Parque Ecológico Tietê, que corta a Rodovia Ayrton Senna, na zona leste da capital, ficará fechado temporariamente. A ação é preventiva. Um macaco oriundo de Cajamar (Região Metropolitana de São Paulo) que estava em tratamento no parque, teve amostra positiva para febre amarela. << N.R.: Leia mais sobre o fechamento do Parque Ecológico do Tietê e a entrevista do Secretário Estadual da Saúde, David Uip, acessando a reportagem / link: https://bit.ly/2i4nZhn >>

 “Dentro do parque, existe um centro de recuperação de animais (Cras – Centro de Recuperação de Animais Silvestres). Esse animal veio de Cajamar porque tinha sinais de que teria sido eletrocutado. Durante o tratamento, a veterinária avaliou e ele estava com necropsia de membros. Foi realizada a eutanásia no animal porque ele não estava conseguindo se recuperar e passava por grande sofrimento”, explica a diretora do Centro de Vigilância Epidemiológica do Estado de São Paulo, Regiane de Paula.

É procedimento padrão do Estado coletar material de todo macaco doente ou morto em São Paulo. As amostras foram encaminhadas e analisadas pelo Instituto Adolfo Lutz, que encontrou o vírus. Ainda não é possível determinar o local onde o animal foi infectado.

Ações de monitoramento de primatas não humanos e de mosquitos foram intensificadas no Parque Ecológico. “Fechamos o parque e vamos fazer toda a varredura, tanto do vetor quanto de macacos”, afirma Regiane. Os trabalhadores de lá estão sendo vacinados: mais de 85% estão imunizados até o momento.

Cerca de 8 mil moradores dos bairros próximos, Piratininga e Jardim São Francisco, também irão receber a vacina. Os macacos não transmitem febre amarela. São hospedeiros do vírus e, por isso, muito importantes para alertarem as autoridades de saúde sobre a circulação do vírus silvestre. Os transmissores da doença a humanos são mosquitos como o Haemagogus e o Sabethes.

Neste ano, 298 macacos mortos tiveram amostras positivas para febre amarela no Estado de São Paulo. A maior concentração (283) foi na região de Campinas. No mesmo período, foram registrados 23 casos silvestres em humanos no território paulista, sendo que dez resultaram em morte.

Trabalho integrado – A Secretaria de Estado da Saúde definiu que o Horto Florestal e o Parque da Cantareira serão reabertos para a população em janeiro, quando será concluído o trabalho integrado de varredura que está sendo realizado pelo Centro de Vigilância Epidemiológica do Estado em parceria com a Polícia Militar e o Centro de Operações Especiais da Polícia Civil.

As operações incluem monitoramento de primatas não humanos e coleta de mosquitos para pesquisa entomológica para observar a circulação do vírus da febre amarela. Os parques foram fechados no final do mês passado, também preventivamente, após a morte de um macaco bugio por febre amarela silvestre no Horto Florestal. Como o parque fica em uma área urbana, foi recomendada a imunização da população do entorno. Mais de 750 mil pessoas da região receberam a vacina.

A orientação da secretaria é que, depois da reabertura, as pessoas somente frequentem os dois parques se estiverem vacinadas contra a febre amarela ou que usem repelentes.

Imunização ampliada – Nos próximos dias, a secretaria irá receber do Ministério da Saúde 2,8 milhões de doses da vacina contra a doença, o que possibilitará reforçar a imunização nas áreas indicadas da capital paulista, além de expandir para as regiões do Alto Tietê e Osasco, até dezembro.

Para estar imunizado, basta uma dose única. A proteção é definitiva para adultos. Crianças a partir de 9 meses e idosos também podem ser vacinados.

A pasta trabalha com a possibilidade de ampliar a vacinação para todo o Estado de São Paulo no ano que vem, com uma vacina fracionada, capaz de garantir a imunidade por pelo menos nove anos. A equipe aguarda orientações do Ministério da Saúde em relação às exigências da Organização Mundial de Saúde para realizar a ação. << Com apoio de informações da Imprensa Oficial-Conteúdo Editorial / Texto: Regina Amábile>>

Febre amarela: o macaco não é o vilão  ==  A febre amarela silvestre é uma doença viral transmitida por mosquitos contaminados por vírus dos gêneros Sabethes e Haemagogus, que ocorrem em áreas de mata. Os primatas são vítimas da doença, assim como os humanos, e não transmitem o vírus. Os macacos, na verdade, são considerados sentinelas no ciclo da febre amarela. Eles adoecem e, ou, morrem quando infectados pelo vírus, indicando que a doença está circulando nas proximidades.

Dessa forma, os órgãos de saúde podem agir imediatamente na prevenção da transmissão da doença para os humanos. A febre amarela não é transmitida ao entrar em contato com uma pessoa infectada, uma vez que não é contagiosa.

Caso seja encontrado um macaco doente ou morto, a orientação é não mexer no animal nem transportá-lo, porque há risco de contaminação por outras doenças (não pelo vírus da febre amarela). Depois, deve-se comunicar imediatamente a Vigilância Epidemiológica Municipal (ver o site da prefeitura municipal) ou o Grupo de Vigilância Epidemiológica.

Os macacos vivos e sadios não devem ser alimentados, capturados ou transportados. Agredir ou matar macacos é crime ambiental (Lei federal nº 9.605/1998, artigo 29) e prejudica o trabalho de prevenção dos surtos de febre amarela. É possível denunciar à Polícia Militar Ambiental por meio do aplicativo gratuito “Denúncia Ambiente”, pelo site https://denuncia.sigam.sp.gov.br/ , na unidade mais próxima da Polícia Mi – litar Ambiental ou pelo Disque 190, em casos de emergência. << Com apoio de informações/fonte: Imprensa Oficial – Conteúdo Editorial / Assessoria de Imprensa da Secretaria de Estado do Meio Ambiente >>

PARQUE ECOLÓGICO DO TIETÊ – PET (*)=== Com mais de 14 milhões de m2, está localizado na Zona Leste de São Paulo. Desse total, 14 milhões m² pertencem ao Núcleo Engenheiro Goulart e 171 mil m² ao Núcleo Vila Jacuí. O PET equivale a 5 Central Parks ou a 11 Ibirapueras.

Administrado pelo Departamento de Águas e Energia Elétrica (DAEE), órgão subordinado à Secretaria de Saneamento e Recursos Hídricos do Governo do Estado de São Paulo, o parque está subdividido em dois núcleos e ele, por sua vez, está inserido no projeto Parque Várzeas do Tietê, concebido para devolver as várzeas naturais ao rio Tietê e, consequentemente, proteger a população dos efeitos das chuvas, uma vez que essas áreas retêm as águas fluviais quando ocorrem inundações.

Criado em 30/04/1976, pelo governador Paulo Egydio Martins, o PET foi inaugurado em 14/03/1982. A iniciativa surgiu com o objetivo de preservar o rio Tietê e um pouco de suas várzeas, além de possibilitar uma área de lazer para a população da Região Metropolitana de São Paulo.

Além de sua função de preservar a fauna e a flora da várzea do rio, o Parque Ecológico do Tietê proporciona aos seus usuários uma série de atividades culturais, educacionais, recreativas, esportivas e de lazer, recebendo mensalmente a média de 330 mil visitantes: 300 mil só no seu Núcleo Engenheiro Goulart e 30 mil no Núcleo Jacuí – também na Zona Leste.  Principais atrações: Centro de Educação Ambiental, Centro Cultural, Museu do Tietê, biblioteca e Centro de Recepção de Animais Silvestres, que abriga 2 mil animais apreendidos ou doados. O projeto arquitetônico e paisagístico do parque foi concebido pelo arquiteto Ruy Ohtake.

(*) Endereço: Rua Guirá Acangatara, 70 – Engenheiro Goulart – São Paulo – SP – Fone: (11) 2958-1477.

Curiosidade: bem próximo do Parque Ecológico do Tietê estão os Centros de Treinamento da Portuguesa de Desportos e do Corinthians, do lado da Av. Dr. Assis Ribeiro, Engenheiro Goulart; e da Sociedade Esportiva Palmeiras, do outro lado, entre as Rodovias Ayrton Senna e  Dutra.

  

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