A divisão da Escola Estadual Brigadeiro Gavião Peixoto, na região de Perus, Zona Norte/Noroeste (Rua Mogeiro, 710 – Fone 3915.6810) – localizada não muito distante do prédio da Prefeitura Regional de Perus/Anhanguera e do CEU Perus — , foi tema de audiência pública na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), com alunos e professores.  Segundo o deputado Carlos Giannazi (PSOL), autor do debate na Alesp, que é contrário ao projeto de divisão da escola  (fisicamente com quadras de um lado e laboratórios de outros), o processo já está em licitação: “É um absurdo querer dividir ao meio a escola Brigadeiro Gavião Peixoto, a maior escola pública da América Latina, que tem uma tradição na região de Perus”, afirmou.

O deputado considera a atitude da Secretaria da Educação não reflete a vontade da comunidade, sem representar os interesses da comunidade escolar. Por isso, ele convocou a audiência pública: para impedir a intervenção na escola.

Dimas Jayme Trindade, professor de filosofia da escola, disse que a proposta de divisão não foi divulgada da forma que deveria. “A secretaria já tentou outras duas vezes dividi-la, alegando razões de ordem administrativa. Porém, dessa vez nós ficamos sabendo do projeto por meio do Diário Oficial, em razão de uma licitação que foi aberta para empresas interessadas em realizar as obras”, reclamou.

O professor acredita que, com a transformação, a Gavião Peixoto perderá vagas e horários de aula. “O prejuízo mais imediato seria a diminuição das aulas, principalmente para os ensinos médio e supletivo. A escola é uma das únicas que oferece o supletivo na região, provavelmente com a divisão essas vagas seriam perdidas. Além disso, ficaríamos com uma quantidade de salas ociosas durante o período da tarde. Hoje, essas salas são usadas para os ensinos fundamental 1 e 2”, completou.

A vereadora de São Paulo Sâmia Bomfim acredita que o município segue a mesma política para educação adotada no Estado. “A lógica de sucateamento da educação na cidade de São Paulo é algo que enfrentamos há muito tempo. Os prefeitos anteriores também não priorizavam a educação e seguiam essa linha de terceirização. Neste ano, estamos assistindo ao fechamento de salas de aula, bibliotecas e brinquedotecas das escolas de educação infantil”, relatou.

A vereadora chamou atenção para o fato de não ser a primeira vez que a escola passa por essa situação. “Não é nenhuma novidade, existe um histórico de desmembramento do Gavião ou até fechamento. Mas, assim como nas outras vezes, agora também haverá luta e resistência não só dos membros da escola como de toda comunidade”, disse.

A ESCOLA ===  O terreno da Escola Estadual Brigadeiro Gavião Peixoto tem 14 mil metros quadrados e três prédios no espaço de 8.500 metros quadrados. O ritmo da escola são em três turnos (manhã, tarde e noite) com cerca de 3.500 alunos de ensino fundamental, médio e até supletivo. Além de uma quadra poliesportiva coberta, tem uma grande biblioteca, laboratório de informática e recursos audiovisuais. São quase 150 professores que se revezam nos turmas em mais de 80 turmas de alunos no três turnos. Mas, por outro lado, sofre os problemas de falta de recursos para reformas e outros cuidados das instalações.

SECRETÁRIO NA ALESP ===  Professores, estudantes e entidades ligadas à área educacional participaram, na última 3ª feira (21/11/2017), de reunião da Comissão de Educação e Cultura da Alesp. Os deputados membros da comissão receberam o secretário da Educação José Renato Nalini, que fez um balanço da sua gestão frente à pasta nos últimos dois anos. O deputado Carlos Giannazi faz parte da Comissão e, entre outras questões, perguntou ao secretário sobre o destino da Escola Gavião Peixoto. O secretário foi taxativo: “Na minha gestão, a escola não será dividida”. De qualquer maneira, o deputado está protocolando requerimento junto à Secretaria Estadual da Educação solicitando os detalhes sobre a condução do assunto naquela pasta. Aguarda-se o retorno protocolado do secretário, por escrito, ou o comparecimento em nova audiência pública.  <<Com base de informações/fonte: Depto. Comunicação da Alesp / Ass.Imprensa Dep.Carlos Giannazi >>

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