As dores que acompanhavam Clarice Tavares, 67, há muito tempo já não aparecem tão frequentemente como antes. Calcanhar, braço e perna incomodavam bastante, e o sedentarismo, a pressão e o colesterol altos e o diabetes agravavam a situação. Um ano atrás, a rotina começou a mudar. “Melhorei mesmo. A dor acalmou muito em relação ao que era antes, e eu estou conseguindo, pelos exercícios, ficar até sem tomar remédio”.

Clarice e outros 63 idosos fazem parte do grupo de combate a dores da Unidade Básica de Saúde- UBS Dr. José Toledo Piza ( Av. Antônio César Neto, 387 – Jaçanã – Informações: 2241-7317 ), na Zona Norte/Nordeste de São Paulo. Eles se reúnem fielmente às terças-feiras e praticam atividades físicas de força, agilidade e flexibilidade para aliviar a dores em busca de uma melhor qualidade de vida. “E trabalhamos também a memória, o equilíbrio e a socialização”, frisa Carla Serafim, fisioterapeuta da UBS e uma das idealizadoras da ação.

Todos os participantes, explica Carla, são usuários da UBS que sentem dores e possuem doenças crônicas e degenerativas, além de terem hipertensão e diabetes. Ela é a principal responsável pelos exercícios, e o grupo também tem o acompanhamento da técnica de enfermagem Aline Barbosa e da nutricionista Juliana Santos. “Buscamos o bem-estar, a geronto-ativação e o empoderamento desses idosos”, orgulha-se ela.

E além do alívio das dores, as reuniões semanais também fortaleceram o vínculo entre os participantes. “Temos até um grupo no Facebook, onde ficamos rindo e fazendo as nossas fofocas”, ri Clarice. Para muitos, inclusive, a socialização é uma das principais vantagens do encontro. “Quando eu não venho, sinto muita falta. E elas também ficam com saudade porque eu faço bagunça”, brinca Nouirton Lima, 63.

Nouirton já fez cirurgias nos dois fêmures e diz que hoje não sente dores. “Faço também caminhada durante a semana, que é para não ficar parado. As atividades ajudam a prevenir que as dores apareçam, porque a gente vai ficando velho e vai travando tudo”.

A intenção é que, com cerca de três meses no grupo, os participantes tenham alta, explica Carla, mas isso quase não acontece. “Já quis dar alta para muitos deles, mas eles mesmos não querem. Já fizeram até reclamação na ouvidoria para não sair”, lembra. Um comportamento curioso, ela aponta, é que há certa “competição” para ver quem tem menos dores: sempre tem alguém querendo levantar um peso maior ou fazer um movimento mais amplo.

Em um ano de trabalho, a fisioterapeuta vê que os efeitos já são positivos para os três objetivos. “Eles poderiam estar esperando pela fisioterapia convencional, mas estão aqui”. E conforme percebem que se sentem melhor, já começam a sair mais de casa e participar de outros grupos da própria UBS. “Aqui é um cuidando do outro. Eles dão muito valor para essas coisas simples”, aplaude. << Com apoio de informações/fonte: Mariana Freire/Ass.Comunicação da Coordenadoria  Regional de Saúde – CRS-Norte>>

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