A Universidade Estadual Paulista (Unesp), por meio da Fundação Editora da Unesp (FEU), realiza até sábado (14/04/2018), das 9  às 21 horas, a sua I Feira do Livro. O evento tem entrada gratuita e acontece no campus da Unesp de São Paulo (próximo à estação Barra Funda do Metrô —  Rua Jornalista Aloysio Biondi, 556 – Barra Funda ), com a participação confirmada de mais de 100 editoras que oferecem obras com pelo menos 50% de desconto.

Segundo o diretor-presidente da FEU, Jézio Gutierre, a expectativa é que o evento seja uma festa do livro, vantajosa para todos os envolvidos. “A intenção é propiciar um canal para que leitores e editoras se encontrem e possam desfrutar dos benefícios de um comércio que se aproxima do que ocorre nos meios eletrônicos: com redução de custos e a oferta de descontos, mas realizado pelo contato direto, o que não é possível na tela”, destaca.

Realização anual – Gutierre avalia que as editoras do mundo livreiro estão vivendo uma época turbulenta, de transformações e incertezas, em especial no varejo. Por isso, novas formas de comercialização são importantes, especialmente para as editoras que focam nos livros CTP, ou seja, científicos, técnicos e profissionais, como é o caso da FEU. Ele explica que a Feira do Livro da Unesp decorre dessa motivação. “A ideia é que se torne um evento anual, e que, a partir da próxima edição, aconteça associada a uma programação cultural”, informa o diretor-presidente da FEU, que nesta primeira iniciativa não descarta a possibilidade de eventuais erros. “Estamos atentos para que, se ocorrerem, não sejam repetidos na segunda”, acrescenta Gutierre.

Contato direto e economia – Entre as pessoas que se programaram para prestigiar a feira no primeiro dia, o estudante de filosofia Francisco Malê resolveu visitá- -la logo na abertura, na manhã de ontem. “Fiquei sabendo pelas redes sociais e vim para cá assim que acordei”, disse. Segundo ele, a ideia foi aproveitar a chance de comprar livros em um local com grande variedade de títulos e bons preços. “Calculei o que poderia gastar, fiz uma lista e já comprei três obras de literatura”, contou.

Para a escritora Giovanna Vaccaro, de 17 anos, o evento revelou-se uma boa oportunidade para fazer contato com o público e divulgar o seu livro Procura-se um coração/Procura-se um amor. “Ele foi lançado em dezembro, mas vim aqui para conversar com os leitores. Acabei de vender um, pessoalmente”, orgulhou-se.

Lilian Vaccaro, editora-chefe da Coerência, que publicou a obra de Giovanna, define a participação em feiras de livro como um momento maravilhoso. “Porque é o lugar onde o público está”, ressaltou. Ela explica que vale muito a pena apresentar no local as obras que edita. “Em vez de dar o desconto das livrarias, oferecemos diretamente ao comprador”, esclareceu.

Ao saber da feira pelo e-mail da USP, onde cursa mestrado em arquitetura, Fernanda Simon separou a lista com as obras de seu interesse que deixa preparada para quando aparece uma opção de economizar na compra. “Quem está fazendo pesquisa, como eu, tem necessidade de muitos livros. Por isso, sempre espero por um evento como esse”, contou, já com sete títulos comprados. “Além das obras para o mestrado, vou levar para casa alguma coisa de literatura”, revelou.

Catálogos – Editores e professores universitários da área da comunicação, os amigos Lívio de Oliveira e Adriana Cerello também mantêm uma lista com os títulos desejados. “Esta feira veio muito a calhar, pois é pertinho do Metrô e imaginamos que, por ser nova, não estaria tão cheia quanto fica a da USP”, comentou ele.

Oliveira disse gostar de frequentar esse tipo de evento por ser um canal de acesso direto às editoras. “A gente quer ver os catálogos e, assim, conseguimos”, explicou. “Eu adoro feira”, acrescentou Adriana, classificando os dois como viciados em livros. “Gostamos de todo tipo”, revelou. “Compramos, muitas vezes, por causa do objeto. Tem coisas soberbas, como esses aqui”, completou Oliveira, apontando para um livro infantil com imagens em 3D.

Acostumado a lidar diretamente com os leitores, Mateus Angelieri, que é divulgador escolar das editoras Biruta e Gaivota, especializadas em livros infantojuvenis, salientou a importância de poder divulgar os catálogos com que trabalha para públicos diversificados. “Temos obras de autores nacionais contemporâneos e é muito bacana poder falar deles e de suas ideias”, afirmou. “Essa feira tem tudo para ser um sucesso, porque acontece em um período diferente do ano”, concluiu.

Trinta anos da FEU === Com 30 anos de atividades completados no ano passado, a FEU tem como finalidade principal a democratização do conhecimento produzido na universidade. Segundo o seu diretor-presidente, Jézio Gutierre, embora o mercado editorial inter – nacional experimente as tensões das mudanças relacionadas ao surgimento das obras digitais, e, internamente, às decorrentes da crise no País, a Unesp pode celebrar a data com um boa perspectiva.

“Nós conseguimos consolidar um nicho de catálogo, tendo como base a experiência adquirida no trabalho dessas três décadas”, afirma Gutierre. Ele destaca que, mantendo o foco na publicação de obras de qualidade para um público que necessita delas, apesar do cenário desfavorável, foi possível manter vivos todos os projetos previstos.

Além de publicar livros com a produção acadêmica e científica da Unesp, a FEU compõe seu acervo com um leque de obras de pensadores e estudiosos consagrados, no Brasil e no exterior. A editora também busca cumprir o compromisso com a educação por meio da implantação da Universidade do Livro (Unil), que realiza cursos, palestras e encontros, além de desenvolver a Coleção Propg Digital, que oferece obras digitais com textos produzidos na pós-graduação da Unesp para download gratuito – clique aqui<< Com apoio de informações/fonte:  Imprensa Oficial – Conteúdo Editoria – Repórter/texto: Simone de Marco >>

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