Os passos lentos, ainda que o corpo um pouco curvado pese mais do que parece, leva aquele senhor de quase 80 anos pelas ruas do Jardim Brasil, na Zona Norte/Nordeste. Seus pés parecem que se movimentam  acima do chão, mas caminhando com tranquilidade; sempre da mesma maneira simples e humilde,  levantando a mão direita e cumprimentando quase todos pelas ruas; outrora era impossível imaginar tal cena.

Nota-se ainda um clima de interior, parece ser uma cidadezinha perdida no mapa, onde quase todo mundo se conhece e lembra  dos nomes das pessoas.  A tranquilidade só é quebrada,  vez ou outra, com  o barulho ensurdecedor dos carros com seus alto-falantes invadindo os ares com batida de funk; ou, mais raramente, o carrinho anunciando as ofertas do supermercado; ou, ainda menos, o carrinho de algodão-doce com suas buzinadas lembrando o Chacrinha…


O LOCAL EVOLUIU
 === Os tempos mudaram e a modernidade modificou o lugar com a grande maioria de casas simples, construídas com dificuldades de seus moradores, quase sempre aos suores de finais de semana de trabalhadores em mutirões de familiares e amigos, debaixo de Sol e chuva. Hoje já não tem mais terreno sobrando, tudo está ocupado pelas casas que abrigam mais gente do que parece. O comércio também cresceu e tem de tudo um pouco, com os principais bancos e algumas redes de comércio e supermercados conhecidos. Há largas avenidas com muitas linhas de ônibus que se cruzam com muitos destinos variados, até bairros de outras regiões. Apesar de ainda carregar problemas mais sérios do passado, como as enchentes em alguns pontos dos Córregos Paciência e Maria Paula – e ainda se percebe o cheiro de esgoto na proximidade deles,  serpentiando pelas ruas do Jardim Brasil.

O BAIANO QUE CHEGOU == O Sr. Aurelino Guanabara Bispo Vieira, presidente da Sociedade Amigos do Jardim Brasil, continua caminhando por ruas asfaltadas e calçadas cimentadas. Em sua  juventude, na cidade do centro-norte baiano conhecida como Mairi  –  a quase 200 quilômetros da capital Salvador, fundada no final do século 18  e hoje com menos de  20 mil habitantes –,  nem pensava um dia vir a ser o  homem que representaria  na Zona Norte/Nordeste de São Paulo,  uma região de mais de 200 mil habitantes – dez vezes mais que sua Mairi.

E o que a vida forçou nas situações e aprendizados até chegar onde hoje está com a saúde, levando situações “na esportiva”, dentro de sua tranquilidade. Caminhando pelas ruas já se vão muitos anos e ainda permanece um pouco do sotaque baiano e fala mansa, que de tempo em tempo solta uma frase de espanto: ”Nossa, mãe de Deus!”. E ainda complementa com orgulho: “Conheço por aqui como a palma de minha mão!”. E a última vez que esteve em sua terra natal foi há 18 anos, quando viajou de ônibus durante três dias para o enterro de sua mãe.

A VIDA DURA DO PASSADO === O certo é aquele jovem que passou a ser conhecido como Guanabara não tinha grandes esperanças nas dificuldades do dia a dia da família. O pai Norberto, um lavrador nas terras de feijão, milho e mandioca sobrevivia dos minguados tirados do suor; e a mãe Matilde,  dentro de casa suando para os afazeres, à beira do fogão à lenha,  e na economia da  dura vida, ainda ajudava a buscar sustento na lavoura.  E muitas eram as bocas para comer em uma casa humilde, com as irmãs Denise, Nair, Edileusa,  Maria Senhora, Zenita e Maria Cecilia  — e o irmão Celino –,  que todos juntos ajudavam  os pais e o destino que se desenhava era ficar cavocando as terras pelo restos de suas vidas, sem muitas perspectivas.

A LONGA VIAGEM === Com a “cara e a coragem”, o jovem Aurelino, de 17 para 18 anos, acabou aceitando e convenceu os pais para seguir para São Paulo, na companhia de um tio que lá fora visitá-los em 1951. Até para dar um ar de “gente grande” indo para uma nova vida, como homem, ele até deixou o ralo bigodinho crescer e nunca mais tirou passando do preto para os fios brancos de hoje, há 60 anos no rosto – “na verdade, o bigode chegou a ficar maior, só dei uma ajeitada”, conta ele nas lembranças. E lá  embarcou o jovem de “Maria Fumaça” da Central do Brasil até Monte Azul para a baldeação para São Paulo, depois de oito dias inteiros de chacoalhadas pelas linhas férreas. Um novo mundo passou nos olhos que não desgrudaram da janela do trem, passando por várias estações e cidades. “Vi um mundo novo crescendo na minha frente, coisas diferentes, que nunca tinha visto antes”, lembra.

A PRIMEIRA ESCALA == Quem primeiro acolheu o jovem, ainda tímido do interior e medroso pela cidade grande, foi a cidade de Osasco com o já conhecido Quartel de Quitauna. Junto com o tio, fez alguns pequenos trabalhos na região e, mais tarde, acabou respondendo por serviços de manutenção como ajudante de encanador,  no Quartel, e depois outros serviços gerais até na residência do general do Exército daquela região. E por ali teve um espaço em sua vida de mais de seis anos. “Trabalhei e aprendi muito como ajudante de serviços de manutenção, dentro da minha curiosidade, mas queria algo mais”, lembra. E fez estudos em escolas técnicas, à noite.

O NOVO DESTINO == E o tempo passou até 1959, quando recebeu um convite para ir trabalhar em Paranaguá, no Paraná. Com uma memória fantástica de nomes, números e datas, o Sr. Guanabara lembra que era 11 de agosto daquele ano, quando subiu, em Congonhas —  pela primeira vez —  no avião da Varig para uma nova etapa de sua vida. E, ainda solteiro, foi morar perto da praia de Caiobá (ao lado das praias de Martins e Guaratuba),  onde o grupo Mappin praticamente mandava na região com a Construtora do Paraná  e  a  Cianorte Exportadora de Café, além dos prédios,  restaurantes, hotéis e outras bens.

Sr. Guanabara continuava trabalhando na manutenção da Construtora, como pedreiro e encanador, por longo tempo. Não tinha casa e nem pagava pensão, morando nos alojamentos, e com uma vida mais tranquila –  até jogando futebol no Clube Atlético Mappin – “era um bom  quarto zagueiro e depois centro médio, da época, e até fui convidado para virar profissional em um clube de Curitiba”, recorda com satisfação e alegria nos olhos. (Sr. Guanabara ainda relembra o tempo que veio jogar no Flamengo da Vila Maria, onde era conhecido como “Pavão”).

Enquanto isto, sem muitos gastos, economizava e guardava “o rico dinheirinho do trabalho!”. Mas um dia, após três anos naquele lugar,  acabou inocentemente aderindo a uma greve e foi dispensado junto a outros sete operários. “E o Sindicato passou a mão no dinheiro e não nos deu um centavo da indenização”, e ainda ficou dois meses em Curitiba para ver se recebia o dinheiro, que definitivamente perdeu.

O RETORNO === O jeito era voltar para São Paulo e, em  1972, veio morar no Jardim Brasil, com uma passagem pela Vila Munhoz.  E com o conhecimento adquirido foi em busca da ajuda do advogado Armando Esteves Sevilha, que fez indicações. Chegou a trabalhar na Construtora Centenário, na empresa Brasanita (que administrava o Ceagesp) e na gráfica de baralhos Copag.

Sempre com serviços de manutenção, só mudando quando foi auxiliar de administração em uma funerária. Neste período trabalhava durante o dia e cuidava da zeladoria da Escola Maria de Montessori da região, onde estudou e também dormia em uma das salas para tomar conta.  E o tempo passou até se aposentar. E a sua vida viria a ter um novo desdobramento, quando em 1977 casou-se com  a contadora Dona  Maria da Glória Vieira, tendo o filho Claudio (hoje com 35 anos, casado, analista de sistemas no Banco Itaú, em Mogi Mirim) e a Eliane (professora de creche, solteira, com 32 anos – que mora junto aos pais), e mais duas netinhas – Júlia de 7 anos e Gabriela de 12 anos.

Ficou viúvo há dois anos e vive com sua nova mulher Dona Jobete  Evangelista de Jesus, de 72 anos, que é evangélica.  Os seus dias resumem-se em cuidar da família, administrar a Sociedade Amigos do Jardim Brasil e ser voluntário mensal do Conselho Comunitário de Segurança – CONSEG de Vila Gustavo, onde é Secretário e lá está “toda última 4ª feira do mês à noite  e nunca faltei”.  Vive da aposentadoria, “que não é muito neste país”, e  de participações em reuniões e carregar as demandas da população até as autoridades. Católico, “mas não fanático, vou  na Igreja Nossa Senhora da Livre Ação quando posso e, de vez em quando,  até assisto palestra de evangélicos”, nem mesmo liga para futebol e seu antigo Corinthians. Leva sua vida sem ter fumado ou bebido uma gota de álcool neste tempo todo.

A COMPRA DO TERRENO === Jardim Brasil vem de duas fortes referências para receber o nome: Companhia Agrícola Imobiliária do Brasil, que comprou do Banco do Brasil, em 1913, as terras da fazenda de Eduardo Chaves. Entre 1920 e 1922, as terras foram vendidas em lotes, mas quando o Sr. Guanabara lá chegou,  quase trinta anos depois, o local não tinha nada e “era só lixo”. Ficou conhecido como “barro preto e ninguém queria nem de graça”. E das suas economias em todos os anos de trabalho, ele comprou um terreno de 10 x 40 metros na quadra 49 onde havia cinco terrenos de 400 metros e outros bem maiores, de 3.600 metros – que foram comprados por um português  para virar outros nove  lotes menores.

“Teve gente que vinha falar: você está ficando louco comprar um terreno naquele fim de mundo onde não tem nada?!”, lembra Guanabara. Mas ele havia prometido que casaria somente quando tivesse a casa própria. E teve “pagamento a vista em 2 milhões e 400 mil cruzeiros em pacotes de notas enroladas em jornal” em negócio fechado com o irmão do então vereador da época  Brasil  Vita  — “aquele que ficou quase 40 anos na Câmara!”.

Sr. Guanabara levou 12 anos para construir a sua casa na antiga Rua Bela Vista (que hoje é uma rua em homenagem ao Tenente Sotomano,  da Força Pública daquela época)  em regime de mutirão nas folgas, juntos com amigos. E como havia prometido, finalmente casou-se e foi morar nos 175 metros quadrados de “minha propriedade!”, onde mora até hoje, em uma casa simples que fica no fundo do terreno,  ouvindo os passarinhos, logo pela manhã, que frequentam as árvores na frente de sua casa.

COMO ERA A REGIÃO === Depois de cinco anos de uma doença que não se descobria as causas, ocasionando a perda de empregos, principalmente  pelo motivo de não ter regularidade, “nenhum médico descobria o que era e só teve cura pela espiritualidade, até com as intervenções mediúnicas” – depois até veio a frequentar o Centro Espírita  do Dr. Takamura.

Mas aquele forasteiro, baiano com experiências em outros lugares,  ressurgiu para ir se ajeitando “naquele fim de mundo”, com muito mato, distante de tudo. Não tinha nada próximo, até o ponto de ônibus ficava distante. Não tinha muitos vizinhos. Mas o tempo foi passando, as pessoas foram chegando e construindo, virou um povoado com alguns serviços. E foi crescendo.

O bairro  ficando famoso por causa da violência (“apesar que nunca tive um problema sequer com assaltos ou coisa do tipo”), até aparecendo nas manchetes do “Notícias Populares” com o bandido da “Luz Vermelha” rondando por aqueles lugares. E o bairro foi crescendo e  os problemas aparecendo, com falta de calçamento nas ruas, calçadas, iluminação, transporte, saúde e muitas outros detalhes. “E, naquele época, tudo era mais difícil ainda por causa da distância, da falta de comunicação e as autoridades que não chegavam perto”, lembra o Sr. Guanabara.

ASSUME A SOCIEDADE DE AMIGOS === E, com isto, descobriu a Sociedade Amigos do Jardim Brasil, que havia sido fundada em 29 de julho de 1956, com a finalidade de atender as reivindicações e melhorias na comunidade. E com seu jeitinho de humildade, o Sr. Guanabara foi se aproximando,  assistindo as reuniões e fazendo amizades com os seus vizinhos e  sempre pronto em ajudar os moradores. Com o tempo, virou Secretário de Relações Públicas com a incumbência  de encaminhar os pedidos às autoridades, “mesmo porque eu era bom na datilografia, tinha feito curso!”. E ali foi ficando, ajudando e buscando soluções até chegar 13 de setembro de 1988, quando assumiu a presidência da Sociedade Amigos do Jardim Brasil.

“Eu não queria assumir porque não me achava para o cargo, mas insistiram tanto e acabei aceitando”, recorda.  E a partir daí, o Sr. Guanabara já está na presidência há sete gestões de quatro anos cada, la se vão 28 anos. A presidente  da época era Dona Ismênia Nunes dos Santos, que muito incentivou o Sr. Guanabara, mas ela estava meio doente (e, mais tarde, faleceu), mas antes confidenciou: “Só vou embora tranquila quando você assumir porque sei que ficará em boas mãos, Guanabara!”.

O DIA A DIA === E aquele baiano de Mairi abre e fecha o prédio simples localizado na Rua Tenente Sotomano, 725, mas que é próprio e espaçoso com aproximadamente 300 metros quadrados. Uma casa térrea e simples  transformada na sede da entidade, com corredor lateral e uma cozinha aos fundos, mas bastante agradável – “tem até banheiro especial para deficientes, seguindo todas as normas de segurança”. Um grande salão, com palco, que recebe atividades como ginástica para a terceira idade. Mas tem muitas festinhas como mostra um enorme quadro com mais de 100 fotos dos “Melhores Momentos” de frequentadores, “que posam felizes”.

Às  3ªs. feiras o local se torna ponto de  distribuição do programa “Viva Leite” . São 254 litros –  sendo 2 litros para cada inscrito -, atendendo 129 familias cadastradas.  Do outro lado —  na parede com um pouco de manchas de infiltração –, um quadro envidraçado com a arte confeccionada em 1987,  da autoria de Mieko Yamagushi, lembra o brasão da Sociedade Amigos do Jardim Brasil, com a fundação em 29 de julho de 1956 e o lema: ”A União Faz a Força!”.

Além das atividades sociais, a Diretoria com nove pessoas reúne-se todo final do mês. “A nossa entidade já teve muitas atividades no passado,  mas agora diminuiu por falta de interesse de voluntários, e dos jovens,  que poderiam incentivar mais a parte cultural e de educação”, lamenta o presidente Guanabara. Mas fica entusiasmado quando lembra o que a entidade ajudou no progresso do bairro, nas benfeitorias, nos serviços e “até com os recursos que arrecadamos junto à comunidade para construir a Base Fixa da Policia Militar, que está no bairro até hoje, e sem ajuda do governo”.

O LADO POLÍTICO === E por essas atuações junto à comunidade do Jardim Brasil, com trabalho nas melhorias de qualidade de vida,  foi levado por outras pessoas com interesses políticos. E  acabou sendo o presidente regional do Partido Trabalhista Brasileiro (PTB) e Delegado Regional do Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB), “com direito a dois votos nas convenções”.  Nesta época um candidato tentou “comprar seus votos” e o Sr. Guanabara não abriu mão de sua honestidade. E mais adiante conseguiram convencê-lo a se candidatar em 2008 a vereador pelo Partido Verde (PV), “onde tive uma votação expressiva, com 5.993 votos”, mesmo assim sem grande apoio de propaganda. “Tive ajuda de amigos do bairro que até me forneceram 5 mil santinhos para a campanha”, lamenta Sr. Guanabara. Depois acabou candidato do PV para deputado estadual, onde teve 4 mil votos. “Política não deu muito certo e não quero mais saber disto”, resume com seu modo de ser.

A FESTA DE ANIVERSÁRIO === Quem olha e convive com o “bom baiano e boa gente”, Sr. Aurelino Guanabara Bispo Vieira, não imagina o que ele tem de história. E conversa para uma tarde inteira, contando outros “causos” dentro de sua simplicidade de ser e mostrar humildemente a sua importância de ser o que é. Ele não para, já está envolvido  nas comemorações da festa que organiza todos os anos em homenagem ao Jardim Brasil, agora nos 102 anos (18/08) comemorados no domingo (23/08/2015). E já começa a planejar a do ano que vem, com seu jeito tranquilo de ser para o bem de todos os moradores. É um dos poucos bairros em São Paulo que mantém a tradição da “festa de aniversário”, com os desfiles de bandas, das escolas e maior participação da comunidade. Hoje vários bairros estão “esquecendo suas histórias”, apagando dos mais jovens.

UM POUCO DA HISTÓRIA === Nas regiões do Parque Edu Chaves e Jardim Brasil, na Zona Norte/Nordeste,  as reminiscências de uma herança deixada pelo pai Elias Antônio Pacheco e Chaves, um político e cafeicultor, que morreu no começo do século 19, o jovem Edu Chaves recebeu as fazendas ao norte da cidade, que nem sabia de sua localização correta. A família era muito rica e viajava constantemente à Europa, ao ponto de copiar um castelo alemão na construção da residência no centro de São Paulo, que levou nove anos para ser finalizado,  onde está o Palácio dos Campos Elíseos na Avenida Rio Branco — antes conhecido como Palacete Elias Pacheco e chegou a ser sede do governo e, mais recentemente, ocupado por secretarias estaduais.  Naquele lugar, a decoração recebeu espelhos venezianos, fechaduras e dobradiças americanas, maçanetas de porcelana da região francesa de Sèvres e lustres lapidados à mão de cristal Baccarat. Influenciado pelo pai, Eduardo Chaves foi fascinado pela Europa, local constante de suas viagens, e lá apaixonou-se  pela aviação, junto com o amigo Alberto Santos Dumont.

Recebeu o brevê francês e tornou-se o primeiro aviador a realizar voos noturnos, o primeiro a voar nos céus de Santos e outras peripécias. E se tornou amigo de Roland Garros, o pioneiro da aviação francesa, inclusive em voos e torneios realizados no Brasil.O aviador brasileiro fez o país se tornar centro de atração internacional para exibições de aviões. E chegou a montar a primeira escola de aviação do país com aviões trazidos da Europa,  na região de Guapira (nome originário de gênero de planta em mangue), na Zona Norte, junto às suas terras.

Além de rico, o jovem Eduardo Chaves (1887-1975) era um sonhador e visionário. Buscou na aviação praticamente um hobby de época. Na região do Jardim Brasil, ao lado tem a continuidade da história com  outras comunidades, como a do Parque Edu Chaves. Ali nasceu um bairro inusitado inspirado no desenho dos Champs-Elysées de Paris.  Quem vê do alto (como das cabines do piloto Edu Chaves) percebe a praça central, enorme e redonda, com alamedas em círculos concêntricos abrindo em vários quarteirões.

Por muito tempo, o jovem queria manter uma pista na sua propriedade, mas já naquela época o Cabuçu provocada enchentes e fez o projeto ser esquecido. Se desfez daquela região para que terceiros pudessem transformar em habitações.  Só começou a virar Parque Edu Chaves em 1953 com financiamento de 300 casas pela Caixa Econômica Estadual. Mas os problemas continuaram na região e o rio foi canalizado somente em 1991. E o bairro progrediu ao lado do Jardim Brasil, que recebe a influência da história com outros detalhes espalhados pela região. Uma longa história que o Sr. Guanabara faz parte para a eternidade.

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