por Aguinaldo Gabarrão (*)

A distribuidora Vitrine Filmes e a Petrobras anunciaram nesta 3ª feira (10/04/2018), a continuidade do Projeto Sessão Vitrine Petrobrás até janeiro de 2019. A iniciativa que já atendia a vinte cidades brasileiras, terá a inclusão de outras quatro cidades, além de realizar mais sessões de cinema durante o ano de 2018.

Representantes da Vitrine Filmes, Petrobrás e alguns dos realizadores concederam uma coletiva de Imprensa (**) e esclareceram aspectos dessa nova fase. Ressaltaram a importância desse projeto para apoiar, fomentar e distribuir filmes que não encontram espaço no circuito comercial, mas atendem as demandas de um público consumidor exigente, composto por cinéfilos e admiradores de produções independentes, com temas diferenciados.

A curadora da Vitrine Filmes, Talita Arruda, mencionou as novas estratégias para divulgação: ao contrário de outras edições, apenas um filme será divulgado por mês, o que irá melhorar e potencializar a divulgação; a preocupação de lançar o filme em praças adequadas ao perfil da produção; os valores de ingressos, que continuam a R$ 12,00 e o cartão fidelidade, que pode ser adquirido no site do projeto, com descontos para as sessões.

Uma história de sucesso ===  Fundada em 2010 por Silvia Cruz, a Vitrine Filmes em pouco mais de sete anos de existência já possui em seu portifólio o lançamento de importantes filmes, entre outros, destacam-se: o indicado brasileiro ao Oscar de Melhor Filme estrangeiro “O Som ao Redor” de Kleber Mendonça Filho, que também teve seu filme seguinte, “Aquarius”, distribuído pela Vitrine.

Outro filme que atingiu um público bastante expressivo foi “Hoje Eu Quero Voltar Sozinho”, dirigido por Daniel Ribeiro, ganhador do Urso de Cristal no 58º Festival Internacional de Cinema de Berlim, e foi o brasileiro indicado ao Oscar em 2014, além de conquistar diversas outras premiações. E “Divinas Divas” de Leandra leal, documentário com maior público no Brasil em 2017.

Cruz fez questão de lembrar que foi um grupo de realizadores no Festival de Cinema de Tiradentes em 2011, que sugeriram a ela a possibilidade da Vitrine Filmes fomentar as produções que não encontravam espaço no circuito comercial. E deu certo. Hoje Silvia Cruz, diretora da Vitrine, comemora os resultados: mais de 100 mil espectadores nos 17 filmes lançados pelo projeto, tendo uma média superior a 6.500 pessoas por filme. O que representa um aumento significativo de público em filmes independentes. E conclui: “É muito importante o trabalho que a Vitrine e a Petrobras fazem”.

Elogios dos realizadores ===  Os diretores Felipe Hirsch, (Severina), Marcio Reolon e Filipe Matzeimbacher, (Tinta Bruta), Juliana Antunes, (Baronesa), foram unânimes em elogiar a iniciativa do projeto, que supera um dos grandes gargalos após a finalização de um filme: a sua distribuição.

A produtora do filme “Pela Janela” Sara Silveira, era a mais entusiasta na coletiva. Arrancando risos da platéia com sua descontração, reforçou junto à Carolina Cruz, representante da Petrobrás no evento, a importância da Vitrine Filmes e do papel da empresa estatal no fomento do nosso cinema autoral: “… criando um caminho, uma das grandes saídas para filmes mais reflexivos”.

Confira abaixo os próximos filmes que estarão nas telas do Projeto Sessão Vitrine Petrobras.

Assista a vinheta do projeto: 

Serviço:  Os ingressos são vendidos a preço reduzido, e há também a possibilidade de ter acesso liberado às sessões através do cartão chamado “Cartão Fidelidade SESSÃO VITRINE PETROBRAS”, que poderá ser adquirido no site do projeto.

Valor máximo do ingresso nos cinemas parceiros: R$ 12 (inteira) / R$ 6 (meia)

Obs. Cinemas que não fazem parte do projeto, mas que eventualmente lancem algum filme pela SESSÃO VITRINE PETROBRAS podem ter o valor do ingresso praticado regularmente pela sala de cinema e não necessariamente pelo valor promocional do projeto.


“SEVERINA”, de Felipe Hirsch – Brasil / Uruguai, 103 minutos, Ficção == A vida de um livreiro, melancólico e aspirante a escritor, é abalada pelas aparições e desaparições de sua nova musa que rouba na sua livraria. Logo, ele descobre que ela rouba nas livrarias de outros livreiros também. Então, ele começa a viver um delírio amoroso, na fronteira entre a ficção e a realidade. No entanto, quanto mais se aproxima dela, mais indescritível ela se torna: Por que ela rouba e quais são seus valores? Quem é o homem mais velho com quem ela mora? O que é verdadeiro ou apócrifo nessa história? E, além disso, ele enfim conseguirá ocupar um lugar na vida dela, ao mesmo tempo em que se afasta de sua própria vida?


“TODOS OS PAULOS DO MUNDO”, de Gustavo Ribeiro e Rodrigo de Oliveira – RJ, 88 minutos, Documentário == A criação da Babel despeja pelo mundo homens que falam línguas diferentes: todos os rostos, corpos e vozes de Paulo José, encarnados nos personagens que o ator interpretou em sua carreira no teatro, na televisão e no cinema. TODOS OS PAULOS DO MUNDO é um ensaio cinematográfico sobre Paulo José, um dos maiores artistas do Brasil, no ano em que completa 80 anos de vida.


“BARONESA”, de Juliana Antunes – MG, 73 minutos, Híbrido ==  Uma guerra entre traficantes na Vila Mariquinhas, na Zona Norte de Belo Horizonte, faz com que Andreia queira sair da comunidade onde mora e que ajudou a construir. Dirigido por uma mulher, esse filme é um documentário sobre o cotidiano, o passado, os anseios e como os entes queridos de outra mulher, sem as tintas da delicadeza, do sentimental e toda a moldura edulcorada da tal e tradicional feminilidade.


“ERA UMA VEZ BRASÍLIA”, de Adirley Queirós – DF, 100 minutos, híbrido == Em 1959, o agente intergaláctico WA4 é preso por fazer um loteamento ilegal e é lançado no espaço. Recebe uma missão: vir para a Terra e matar o presidente da República, Juscelino Kubitschek, no dia da inauguração de Brasília. Sua nave perde-se no tempo e aterrissa em 2016 em Ceilândia. Essa é a versão contada por Marquim do Tropa, ator e abduzido. Só Andreia, a rainha do pós-guerra, poderá ajudá-los a montar o exército para matar os monstros que habitam hoje o Congresso Nacional. Este é um documentário gravado no ano 0 P.G. (Pós Golpe), no Distrito Federal e região.


“CAMOCIM”, de Quentin Delaroche – PE, 76 minutos, Documentário == A cada quatro anos, o cotidiano calmo e tranquilo de Camocim de São Félix, pequena cidade de Pernambuco, é chacoalhado. Durante a campanha municipal, a cidade se divide em duas e todas as vidas parecem orbitar em torno da política. No meio deste mercado eleitoral, Mayara, 23 anos, tenta fazer uma campanha “limpa” para eleger seu candidato e amigo César.


“UNICÓRNIO”, de Eduardo Nunes – RJ, 124 minutos, Ficção == Maria, uma menina, está sentada num banco ao lado de seu pai. A conversa que eles têm ali conduz a narrativa do filme: acompanhamos a história na rústica casa de campo, onde ela mora com a mãe e onde as duas aguardam a volta deste mesmo pai. A relação entre Maria e a sua mãe muda com a chegada de um outro homem.


“TINTA BRUTA”, de Márcio Reolon e Filipe Matzembacher – RS, 120 minutos, Ficção == Enquanto responde a um processo criminal, Pedro é forçado a lida com a mudança da irmã para o outro lado do país. Sozinho no escuro do seu quarto, ele dança coberto de tinta neon, enquanto milhares de estranhos o assistem pela webcam.

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(*) Aguinaldo Gabarrão, ator e dramaturgo. Iniciou em 1989 sua trajetória profissional no teatro com o espetáculo “Halloween, o dia das bruxas”, do dramaturgo Nery Gomide. Trabalhou com diretores de diferentes estilos e gerações: Jayme Compri, Hamilton Saraiva, Eugênia Thereza de Andrade, Fabio Caniatto e Antônio Abujamra entre outros. Atua também no segmento corporativo por meio de cursos, treinamentos e palestras com as técnicas do teatro.

(**) O crítico de Artes & Espetáculos, Aguinaldo Gabarrão, participou da coletiva de Imprensa, e teve apoio de informações/fonte: Sinny Assessoria de Comunicação e Vitrine Filmes.

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