da Redação DiárioZonaNorte

=== Os metroviários de São Paulo vão parar por 24 horas,  a  partir da meia-noite  da próxima 5ª feira (18/01/2018).  De acordo com o Sindicato dos Metroviários de São Paulo, a paralisação  é um protesto contra  o aumento das tarifas,  a terceirização das bilheterias e um suposto “esquema de cartas marcadas” para a privatização das Linhas 5 – Lilás e 17 – Ouro.  O leilão das linhas está marcado para  a 6ª feira ( 19/01/2018).

A população foi  avisada da paralisação, por meio de um panfleto chamado “carta aberta”, distribuído na manhã desta 3ª feira (16/01/2018),  onde  a categoria expõe os motivos do movimento.

Nas últimas semanas, o  Sindicato dos Metroviários tem criticado sistematicamente a privatização das Linhas 5 – Lilás e 17 – Ouro,  e com o  apoio da  Federação Nacional dos Metroviários – Fenametro,   denunciou que o processo foi direcionado para que o grupo CCR (antiga Companhia de Concessões Rodoviárias – CCR) saia vencedor.  De acordo com o Sindicato dos Metroviários, os principais  acionistas da CCR  são as empresas Camargo Corrêa e Andrade Gutierrez, envolvidas em diversas denúncias de corrupção, inclusive no próprio Metrô de São Paulo.

O mesmo sindicato acrescenta que o  edital foi feito sob medida para a “vitória” do grupo CCR.  A empresa já atua na única linha privatizada do metrô de São Paulo, a Linha 4-Amarela, através da Via Quatro; e no metrô da Bahia, que também é privatizado, além de diversos outros segmentos de transporte —  como rodovias, aeroportos e as barcas mais  o VLT no Rio de Janeiro.

De acordo com Wagner Fajardo, secretário geral do Sindicato dos Metroviários de São Paulo, e Celso Borba, presidente da Fenametro, há diversos pontos no edital de licitação das linhas que comprovam o favorecimento da CCR. Entre eles,  a previsão de condições como ter experiência comprovada de no mínimo 12 meses na atuação em metrôs, ferrovias ou monotrilhos, além de transportar ao menos 400 mil passageiros por dia, condição que só a CCR tem no Brasil – a Invepar, outra empresa da área, só cumpre o requisito em consórcio onde atua junto à CCR.

Os metroviários também afirmam que a CCR é a única empresa que realizou uma análise técnica para concorrer na licitação, e que foi, inclusive, remunerada pelo Metrô, assim como a Odebrecht, para realizar o estudo que serviu como base do pré-edital que ela mesma concorreu.

A proposta de paralisação ainda deverá ser votada em assembléia marcada nesta  4ª feira (17/01/2018), `s 18 horas, no Sindicato dos Metroviários – em sua sede no bairro do Tatuapé.   Além da greve, está previsto um  ato público na 6ª feira (19/01/2018 ),  a partir das 9 horas, na região da Bolsa de Valores de São Paulo, onde será realizado o leilão de privatização.

sicredi_institucional

DEIXE UM COMENTÁRIO

Por favor, entre com seu comentário
Por favor, entre com seu nome agora