Às 5 horas da manhã do dia 2 de janeiro de 2017 será o início do primeiro trabalho do prefeito eleito João Dória Jr. (PSDB) no governo da cidade de São Paulo. E começará pelo Programa São Paulo Cidade Linda, na extensão da Av. Nove de Julho, do centro até a Cidade Jardim. E a Zona Norte já está contemplada com única avenida na região:  Cruzeiro do Sul, que está programada para acontecer em fevereiro, nos dias 25 e 26 (sábado e domingo).

É um local com muita degradação, pichações, sujeira, mato nos canteiros centrais, moradores de rua e um abandono prejudicando moradores e o pouco comércio da região. Possui aproximadamente 3,5 km de comprimento, com canteiro central ao longo de toda sua extensão. Ela cruza o bairro do Canindé, passa pelo Terminal Rodoviário do Tietê, e tem em metade de sua extensão a Linha Azul do Metrô, com as estações  elevadas do Tietê-Canindé, Carandiru e Santana.

Essa avenida, bastante movimentada, termina na rua Conselheiro Saraiva, via de pista única e relativamente estreita, o que dificulta o fluxo de veículos na região, causando engarrafamento. Uma via que tem início junto à Avenida do Estado, com tráfego intenso de caminhões. Este é o principal motivo para um projeto de extensão da avenida Cruzeiro do Sul, que seria continuada até o Alto de Santana, sendo ligada, por fim, à Avenida Engenheiro Caetano Álvares, no Mandaqui.

A primeira etapa do programa contempla onze vias públicas e deverá ser executado,  até a primeira quinzena do mês de março.

Em janeiro, as ações continuarão na Avenida Paulista (dias 7 e 8), Avenida 23 de Maio (14 e 15), Avenida Santo Amaro (dias 21 e 22) e Avenida Tiradentes (28 e 29). Em fevereiro, será a vez da Avenida Mateo Bei (dias 4 e 5), avenidas Ipiranga e São Luís (11 e 12), Centro Histórico – Praça da Sé, Rua Líbero Badaró, Pátio do Colégio – (18 e 19) e Avenida Cruzeiro do Sul (dias 25 e 26), sempre aos finais de semana.  O programa será estendido, depois, a outras regiões.

O anúncio foi feito pelo prefeito João Dória, nesta 5ª feira (29/12/2016), em coletiva realizada no prédio da Caixa Econômica, na Sé, ao lançar o novo programa de zeladoria.

Neste programa de zeladoria haverá troca de lixeiras de plástico por modelos maiores de ferro e câmeras de vídeo para coibir as pichações – que serão controladas pela Guarda Civil Metropolitana. “Não vai ter mais essa moleza de pichar a cidade na hora que quiser. Acabou”, disse Doria. O grafiteiro Eduardo Kobra vai coordenar um programa que será lançado em breve  chamado Arte Urbana, dedicado aos pichadores.

Nesta primeira via central (9 de Julho) serão mais de 1.200 pessoas envolvidas no projeto com mais de 9 mil metros quadrados de pintura de sinalização horizontal, além de outros serviços.   Uma espécie de “mutirão” (como já referido em campanha de Dória ao citar a gestão Mário Covas) compreendendo varrição, consertos em guias e passeios, podas de árvores, trocas dos cestos de lixo atuais de 35 litros por recipientes em metal para até 150 litros, remoção de entulho, limpeza de bueiros, lavagem de calçadas, coleta de móveis abandonados (Cata-Bagulho), entre outros.

Os serviços envolverão parceria com o governo estadual, com ONGs e empresas de limpeza urbana. “Vai ser custo zero para a cidade. Eu mesmo me reuni com as empresas. São dez empresas que já mantêm contratos vultuosos com a cidade e não haveria problema em prestar mais este serviço”, justificou Dória.

Na oportunidade, o prefeito Dória declarou guerra a camelôs e deixou as  pessoas em situação de rua sem uma definição clara.  Levou a hipótese de shoppings populares para regularizar a situação e autorizações para os camelôs. Uma situação já tentada nas administrações anteriores e que não chegou a ter boa aceitação pelos ambulantes. Quanto aos moradores de rua não entrou em detalhes sobre a operação na Av. 9 de Julho e deixou as explicações para a Secretaria  de Assistência social, Sonia Francine, que vai apresentar um plano de trabalho.

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