(*) Cel. Álvaro Camilo – deputado estadual 

Por longos 18 dias, o Movimento dos Trabalhadores Sem Teto  (MTST) dominou um trecho grande da calçada da Avenida Paulista, prejudicando o direito e ir de vir do cidadão. Durante este período, o grupo também aproveitou para interditar a Avenida do Estado usando fogo e ainda jogou óleo na pista para provocar queda de motoqueiros. Enquanto isso, a Av. Paulista ficou tomada por barracas de lona bem em frente ao Conjunto Nacional sendo que, na verdade, a turma queria mesmo atingir um escritório da Presidência.

A alegação dos “sem teto” é que eles se sentiam “excluídos” de programas de moradia popular, o que não é verdade. Existem muitas famílias aguardando a casa própria. Essas mesmas famílias estão na fila – como deve ser. Enquanto acampavam, eventos ali organizados infernizaram a vida das pessoas que vivem e trabalham por lá. Isso inclusive foi gravado e fotografado pela imprensa.

No Plenário da Assembleia Legislativa, onde deputados costumam falar sobre temas do cotidiano das pessoas, fiz apelos à Prefeitura, que tanto briga por uma cidade linda, para que acabasse com a bagunça dos que se diziam sem teto na Av. Paulista. É direito constitucional protestar, mas quando essa ideia vira uma baderna, prejudica o cidadão de bem e impede a passagem, é preciso agir rápido. E, nesta semana, finalmente eles deixaram o local.

O curioso é que o mesmo líder deste acampamento foi o responsável pela invasão da Copa do Povo, na Zona Leste. E sabe o resultado? Os invasores queriam burlar a fila da casa própria. Enquanto isso, aqueles que estão devidamente inscritos acabam prejudicados. Quem está certo?

 É preciso explicar que a calçada onde eles ficaram é um bem público de todos nós. Bem público não é terra de ninguém. Lugar público tem mais dono do que lugar privado, pois é de todos. No caso deste acampamento, a Prefeitura pôde agir, pois se trata de ocupação do solo. A Polícia Militar age quando ruas são fechadas, como agiu na Avenida do Estado. Mesmo assim, sempre existem os especialistas de plantão para criticar.

Temos um acumulado de manifestações, sejam elas políticas ou não, que a PM garantiu este direito tão importante e não houve conflito algum. Mas quando os “manifestantes” lançam pedras na polícia, pedaços de madeira e outros objetos, como vimos em protestos anteriores, os polícias precisam restabelecer a ordem. Todos têm o direito de se manifestar, mas depredar, não! Tudo tem limite. Quem quebra tem que ser punido. O sentimento de impunidade não pode mais reinar na nossa sociedade.

(*) Alvaro Batista Camilo – Deputado Estadual – Ex-Comandante da Policia Militar do Estado de São Paulo, de 2009 a 2012.

Nota da Redação: Os artigos publicados neste espaço “Opinião” são de inteira responsabilidade de seus autores. As opiniões neles emitidas não exprimem, necessariamente, o ponto de vista do “DiárioZonaNorte” e nem de sua direção.

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