da Redação DiárioZonaNorte

Dobra aqui, dobra ali… confere…acerta novamente… encaixa do outro lado…  com muita paciência  é o ritual de uma arte milenar. Os dedos ágeis nas mãos hoje calejadas pelo tempo, transformando a arte do origami em uma homenagem natalina. Consumindo várias horas, o trabalho do engenheiro civil Paulo Roberto Palma, de 87 anos,  ao montar mais de 50 peças no presépio de Natal.

Depois de quatro meses na montagem do origami, o presépio surgiu na cena da manjedoura do nascimento de Jesus, junto à  modernidade dos trens do metrô, no movimento de muitas pessoas, entre outras Marias e outros Josés. Lá no espaço reservado do presépio ficaram a representatividade dos séculos da Estrela de Belém e dos magos Melquior, Baltazar e Gaspar.

Com muita dedicação e amor, o artista Palma conseguiu transformar as figuras, animais e pessoas nas dobraduras de papel. E na mesma simplicidade da técnica da dobradura, os papéis utilizados tiveram a mesma preocupação na representatividade do momento bíblico. “Como Jesus era pobre e humilde, usei papel barato que é o kraft, aquele mesmo de papel de embrulho, para as representações do presépio”, explica o autor.

E, pacientemente, todas as peças foram montadas e estão expostas até 31 de dezembro na Vitrine Cultural da Estação São Bento, da Linha 1-Azul. Desta forma, é um meio diferente de conhecer a técnica do origami nos detalhes de um presépio. E o convite do Metrô para o retorno de uma exposição com origami foi consequência do trabalho com o tema “Pássaros e Flores em Clima de Verão”,  que fêz muito sucesso no ano passado.

O origami é uma arte milenar, uma das tradições mais antigas japonesas, transmitida de geração em geração. Através de dobraduras, sem cola e sem cortes, cria-se de objetos e seres com montagens geométricas. Exige muita observação e paciência.

A paixão pelo origami teve início na década de 50, quando Palma estava na Escola Nacional de Engenharia da Universidade do Brasil — que é hoje a Politécnica Federal –, no Rio de Janeiro. Um colega se exibia ao montar figuras com o origami, como uma rã, que o fascinou. Isto motivou um desafio para o futuro engenheiro Palma.  E virou uma mania para ele, que não parou mais.  No tempo disponível entre o trabalho, estudos e residência, à noite,  chegou ao ponto de produzir mais de cinco mil desenhos em um período de seis anos.

Engº Paulo Roberto Palma

Todo material foi sendo guardado e preservado em arquivo. Passados muitos anos, um de seus filhos sugeriu o planejamento de um livro impresso  — que foi rodado na China, de custo barato para maior difusão–, com capa dura, totalmente colorido em papel couchê, com um nome simples: “O be-a-bá do Origami” (*), que até hoje faz o maior sucesso. “É um livro didático, com inúmeros modelos, no esquema de passo a passo, muitos detalhes e explicações”, salienta o autor.

Com toda sua experiência, Palma já levou sua arte com temas variados a exposições e apresentações no SESC Pompéia, Tv Cultura, Aliança Cultural Brasil-Japão e outros. E gosta de estar junto às exposições, disposto a explicar a arte do origami e, como sempre, demonstrando sua simpatia e gosto para boa conversa. É só chegar à sua exposição na Estação do Metrô São Bento, no centro da cidade.


Serviço

Exposição Presépio em Origami

Vitrine Cultural – Estação São Bento do Metrô – Linha azul

Largo São Bento – Centro


 

 

(*)livro “Be-a-bá do Origami” (do Engº Paulo Roberto Palma), 
pode ser reservado com o próprio autor  através dos telefones
11-3022.8231 ou Celular/WhatsApp: 9-8420.8792.

 

 

 

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