Em 2017 a aparição da imagem de Nossa Senhora Aparecida completará 300 anos. No último dia 12 de outubro de 2016 se iniciou  o Ano Jubilar “300 Anos de Bençãos”.

NOSSA SENHORA PEDE PASSAGEM === A Zona Norte não ficará de fora das comemorações. A festa ficará por conta da Unidos de Vila Maria, que homenageará a Padroeira do Brasil com o enredo ‘Aparecida – A Rainha do Brasil. 300 anos de amor e fé no coração do povo brasileiro”.

Serão seis alegorias, com aproximadamente 3,5 mil componentes na avenida, que contarão a história dos 300 anos de aparição da imagem de Nossa Senhora Aparecida, no Rio Paraíba do Sul, mostrando e os milagres realizados durante os séculos.

AUTORIZAÇÕES DA IGREJA E DO REI ROBERTO CARLOS ====  Para que Nossa Senhora pudesse ser tema do desfile a Unidos de Vila Maria, a escola obteve a a aprovação oficial e exclusiva da Igreja Católica, que foi referendada por Dom Odilo Scherer – Cardeal Arcebispo Metropolitano de São Paulo. A agremiação também recebeu autorização do cantor e compositor Roberto Carlos, para usar um trecho da canção “Nossa Senhora”, música lançada pelo artista em 1993.

O samba tem autoria dos compositores Vinicius Ferreira, Zé Boy, Leandro Rato, Zé Paulo Sierra, Almir Mendonça e Silas Augusto. A escola que será a 3ª a desfilar no primeiro dia do grupo especial (24/02), pretende levar para o Anhembi uma grande procissão, onde a fé e o samba prometem estar juntos.

Marcando o início do ano Jubilar “300 Anos de Benção”, o Santuário Nacional de Aparecida lançou uma medalha comemorativa e um carimbo. A iniciativa ocorreu em parceria com a Casa da Moeda do Brasil e Correios.

MEDALHAS COMEMORATIVAS === As medalhas foram cunhadas em prata banhada a ouro, prata, e bronze e terão uma tiragem de 11 mil peças. Na frente da medalha, está a imagem de Nossa Senhora Aparecida. No verso, uma rede representa o momento da pesca milagrosa.

Também ali está uma cruz, que simboliza o Brasil, chamado primeiramente de “Terra de Santa Cruz”. A obra foi concebida pelo artista sacro Cláudio Pastro, em parceria com o Santuário Nacional e a Academia Maria de Aparecida. As medalhas estarão à venda na Loja Oficial do Santuário Nacional ou por meio do site Clube da Medalha – www.clubedamedalha.com.br

CARIMBO DOS CORREIOS === Já o carimbo comemorativo, teve concepção artística da equipe de designers do Santuário Nacional e faz alusão aos elementos principais do milagre das águas, ocasião em que foi encontrada a Imagem de Nossa Senhora no rio Paraíba do Sul. A estampa foi adaptada para o formato de carimbo, conforme padrão dos Correios e será utilizado durante um mês, em todas as correspondências postadas na agência dos Correios de Aparecida.

PROGRAMAÇÃO DEVOCIONAL E A NOVA COROA ====  O Santuário Nacional de Aparecida promoverá uma programação devocional especial. Imagens peregrinas estão sendo enviadas a diversas arquidioceses, onde Missionários Redentoristas levarão a cada capital do país uma réplica da imagem de Nossa Senhora Aparecida. No período da peregrinação, serão colhidas porções de terra das capitais brasileiras para compor a base da “coroa jubilar” que adornará a imagem de nossa Senhora Aparecida. A jóia será confeccionada pela joalheria H.Stern .

A ORIGEM DA IMAGEM ==== No ano de 1717, a imagem foi resgatada no Rio Paraíba do Sul, por três pescadores. Primeiro veio o corpo, envolto nas redes dos pescadores. Um pouco mais abaixo do rio, as mesmas redes capturaram a cabeça da imagem. Após a imagem ficar dentro do barco, as redes dos pescadores se encheram de peixes de forma nunca antes vista. Nascia ai, a devoção à Nossa Senhora Aparecida

A ESTÁTUA ====  A estátua é feita de terracota, argila que foi modelada e queimada em forno, e mede 39 cm de altura. Pesa cerca de 4 quilos. Pode ter sido originalmente pintada, mas depois de ficar anos no leito do rio o material escureceu, adquirindo uma cor castanho dourada.

Conseguiu-se analisar a argila de que foi feita, e constatou-se que se origina da região de Santana do Parnaíba (SP), mas a autoria da escultura é obscura. Sabe-se que na época vivia em Santana do Parnaíba um monge beneditino escultor, Frei Agostinho de Jesus, cujo estilo é bem definido: lábios sorridentes, covinha no queixo, flores em relevo nos cabelos e broche com perolas no cabelo, e todos estes detalhes existem na imagem aparecida do rio.

Especialistas em arte barroca reconhecem nela o estilo seiscentista.

As duas partes da imagem foram definitivamente reunidas no ano de 1946, quando um especialista as uniu com um pino de ouro interno e completou o acabamento externo.

A estátua passou por uma destruição considerável em 1978, quando, num atentado, foi quebrada em 200 fragmentos. Foi totalmente reconstituída pelas mãos da especialista em restauração do Museu de Arte de São Paulo, Maria Helena Chartuni.

UNIÃO DAS RAÇAS === A cor de canela da escultura tem sido interpretada como um vínculo simbólico com a mistura racial da população brasileira, e de fato um dos primeiros milagres operados por intercessão de Nossa Senhora Aparecida foi a libertação de escravos acorrentados. Até hoje, as correntes podem ser vistas na Sala dos Milgrades, dentro do Santuário Nacional de Aparecida.

A BASÍLICA ===  A pedra fundamental da Basílica Nova foi lançada em 10 de setembro de 1946, mas o início efetivo da construção ocorreu em 11 de novembro de 1955. A primeira missa no local aconteceu no dia 11 de setembro de 1946 e o primeiro atendimento aos romeiros em 21 de junho de 1959.

O arquiteto Benedito Calixto idealizou um edifício em forma de cruz grega, com 173m de comprimento por 168m de largura; as naves com 40m e a cúpula com 70m de altura, capaz de abrigar 45 mil pessoas.

Os 272 mil metros quadrados de estacionamento comportam 4 mil ônibus e 6 mil carros. Tudo isso para atender cerca de 7 milhões de romeiros por ano.

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