O prefeito regional de Pirituba/Jaraguá, Ivan Lima,  participou de reunião técnica com Vitor Levy Catex Aly,  presidente da SP Obras, para discutir o projeto da Ponte da Avenida Raimundo de Magalhães que ligará o bairro da Lapa ao de Pirituba.  O encontro aconteceu no dia 20 de julho e foi acompanhado pelas equipes de infraestrutura, desapropriações e  projetos da SP Obras.

Desde que assumiu o cargo de prefeito regional, em 02 de janeiro de 2017, o Prefeito Regional Ivan Lima tem trabalhado incansavelmente pela realização da obra, que proporcionará aos moradores de Pirituba um benefício significativo.  Para falar sobre a obra e o que foi conversado na SP Obras,  Lima recebeu a reportagem do DiárioZonaNorte.

Projeto Executivo === A boa notícia é que a obra  vai sair do papel e já se encontra em fase de preparo do projeto executivo.   A licitação já foi feita e o resultado publicado no   Diário Oficial do Município na página 67 da edição de 04/06/2016,  o vencedor da obra estimada em cerca de 199 milhões de reais foi o  Consórcio Viário Lapa – Pirituba, constituído pela EIT Engenharia S.A e Constran S.A Construções e Comércio.    De acordo com Ivan Lima, “a construção e entrega da Ponte de Pirituba é um compromisso assumido pelo prefeito João Dória. E eu vou estar na inauguração dela”.

Ivan lembrou  que  o prefeito João Dória em março, gravou um vídeo sobre o assunto desmentindo uma matéria veiculada pela Rede Globo de Televisão, que afirmava que os recursos da ponte haviam sido desviados.

Operação Urbana Água Branca === A realização da obra está vinculada à Operação Urbana Água Branca (OUAB).  Não tem ideia  do que estamos falando?  Calma, a gente explica.  Uma Operação Urbana é a denominação dada à uma área que necessita ser revitalizada.

O perímetro  da OUAB abrange  a grosso modo, áreas  na Água Branca, Perdizes e Barra Funda.  Em 2012 o projeto foi revisto e teve seu perímetro  expandido incluindo assim, a construção da Ponte da Raimundo Pereira de Magalhães.  Além da ponte, a obra inclui melhorias no viário da  Avenida  Raimundo Pereira de Magalhães e Rua John Harrison, com a construção de uma passagem subterrânea sob a Linha 8 – Diamante da CPTM (no cruzamento da  Avenida Raimundo Pereira de Magalhães com a Rua Gago Coutinho).

Transporte Coletivo === A obra deve  priorizará  o transporte coletivo, através de um corredor de ônibus saindo da avenida  Raimundo Pereira de Magalhães (Pirituba),  com a eliminação de quase todos os semáforos na ligação até o Terminal Lapa, criando um corredor expresso para os ônibus, devendo reduzir o percurso em 25 minutos –  conforme informações da Secretaria  Municipal de Serviços e Obras para o DiárioZonaNorte.

Início das obras em 2018 === O prefeito regional Ivan Lima também se reuniu  com o Secretário Municipal de Serviços e Obras,  Marcos Penido que reafirmou  que  as obras da Ponte de Pirituba deverão começar no primeiro semestre de  2018 e  o   projeto está na lista de espera  para ser votado na Câmara Municipal de São Paulo, já que os recursos para a obra serão oriundos do leilão dos Certificados de Potencial Adicional de Construção (Cepacs) e dependem da aprovação do legislativo municipal para acontecer.

Os Cepacs permitem ampliar o potencial construtivo definido pela Lei de Uso e Ocupação do Solo – popularmente conhecida como Lei de Zoneamento -, nos  terrenos localizados em áreas de Operação Urbana (perímetros  que o governo municipal quer revitalizar).

O prefeito Ivan Lima explicou que, “quando uma construtora compra os títulos, ela “adquire” o direito de construir torres mais altas e com mais unidades, tornando os empreendimentos mais lucrativos”. Os recursos arrecadados com os leilões dos Cepacs devem ser necessariamente utilizados na  região a ser revitalizada, com  abertura de ruas, construção de moradias populares e drenagem, unidades de saúde ou educação, predefinidos nas leis das  Operações Urbanas.

Leilão frustrado === O primeiro e único leilão de Cepacs da Operação Água Branca, aconteceu em maio de 2015 na gestão Fernando Haddad e  dos R$ 105 milhões previstos, arrecadou apenas R$ 9,3 milhões – menos de 9% do esperado.

O governo do Prefeito João Dória (PSDB) pretende rever todas as Operações Urbanas, assim como a forma de cobrança da outorga onerosa, outro mecanismo que  libera construções acima do limite permitido pela Lei de Zoneamento.

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