por Edmilson Romão (*) ===

Muito já se escreveu (e ainda se escreve) sobre o drama pessoal de se sentir enganado. As histórias e casos não rolam apenas na ficção dos livros e dos filmes. Acontecem de verdade, à luz do dia, em meio ao turbilhão de publicações na web que podem conter armadilhas perigosas. E esconder criminosos sem rosto, que estão ali para aplicar golpes os mais diversos. Em que as quadrilhas se baseiam, para distribuir apliques? No mais das vezes, na ingenuidade, na crença em milagres e no desejo que se tem de levar algum tipo de vantagem.

Dentre as modalidades de trambiques que são feitos no universo digital, um deles é muito antigo: o conto do vigário (daí a palavra vigarista). O malandro oferece um produto ou serviço a preço muito baixo. Sempre cria um contexto propício para justificar a pechincha, de modo a ganhar a confiança da vítima. No mundo presencial, recordo ter sido veiculado um anúncio de uma página em uma revista semanal de grande circulação, prometendo hospedagem em um hotel fantasma. À época a Abav-SP denunciou o fato e alertou a imprensa, que prontamente acolheu as informações a título de prestar um serviço de utilidade pública.

Voltemos à internet. O crescimento exponencial dos portadores de telefones inteligentes, por onde navegam, recebem e mandam mensagens, favorece a multiplicação dos golpistas. O sujeito recebe na sua caixa postal um e-mail mkt personalizado, redigido de forma correta, com uma oferta exclusiva e imperdível. É um automóvel 0 km, pela metade do preço de tabela. Basta dar um sinal adiantando, para consumar a operação. É um imóvel bacana, com localização definida e imagens vistosas. É pegar ou largar. Deposite o sinal agora e vamos pro cartório fechar a transação.

O sonho de viajar com a família, há tanto tempo adiado, ganha ares de realidade num piscar de olhos. Um componente custoso de uma viagem, dentro ou fora do país, são as passagens aéreas. Na alta temporada, então, por força do aumento da demanda, as pechinchas proliferam. Um anúncio chamativo, com pinta de achado raro, empacota bilhetes aéreos para a família toda. Condição: menos da metade do preço médio de mercado.

Feito o pagamento, a vítima recebe comprovantes, vouchers e outros documentos de praxe. Ufa! Num passe de mágica, a família planeja tudo, providencia roteiros, compra presentes para familiares a serem visitados… e entra em contagem regressiva para o grande dia! Na euforia, até organizam ‘bota-fora’ festivo, para valorizar a realização do sonho em todos os seus detalhes. Mas chega o dia e a hora. No check in, o susto. A confirmação de que aqueles bilhetes são falsos e não constam na lista da companhia aérea. Em minutos, o sonho se transforma no mais cruel dos pesadelos.

Na edição de 18/02/18, o Fantástico, da Rede Globo, exibiu matéria consistente sobre o tema. A maioria das vítimas, por vergonha, não mostra o rosto. Mas os relatos não deixam dúvida sobre a capacidade e ousadia dos criminosos. E, ao mesmo tempo, confirmam que o cidadão passado para trás foi traído pela boa fé. E pela ideia equivocada de que faria uma ótima compra – um achado! Na reportagem, o assessor jurídico da Abav Nacional, Marcelo Oliveira, oferece dicas básicas para não se cair em ciladas. A mais importante delas: cuidado com as agências clandestinas.

Nossa gestão na Abav-SP tem procurado fortalecer o agenciamento de viagens, de modo que o viajante encontre um prestador de serviços confiável, formalmente estabelecido e dentro da lei. Ao se associar à Abav, a agência assume compromissos que incluem conduta ética, lisura, transparência e demais valores associados às boas práticas de mercado.

Portanto, diante do risco que a população corre de cair nas mãos de agências clandestinas, recomendamos que utilizem serviços de consultoria profissional das agências de viagens associadas à entidade. São mais de 60 anos dedicados à melhoria dos serviços aos viajantes. Afinal, somente um profissional dispõe dos recursos necessários para oferecer aos viajantes as orientações necessárias e análise criteriosa da relação preço X qualidade, de modo a reduzir custos e maximizar benefícios para os seus clientes.


(*) Edmilson Romão, administrador de empresas e empresário, é presidente da         Associação Brasileira das Agências de Viagens de São Paulo –  ABAV-SP.


Associação Brasileira de Agências de Viagens – ABAV criada em dezembro de 1953
é uma entidade civil sem fins lucrativos constituída para representar as agências 
de viagens em ações para a defesa dos interesses dos agentes e para contribuir com
o fomento da atividade turística. Representando agências de viagens em todo o 
Brasil. A ABAV tornou-se, ao longo de décadas, uma das mais representativas 
instituições do setor turístico. Composta por um Conselho Nacional e presente com 
suas 27 seccionais em todo o território nacional. <<Com apoio de informações/fonte:
Agência AMIgo!>>

Nota da Redação: Os artigos publicados neste espaço “Opinião” são de inteira responsabilidade de seus autores. As opiniões neles emitidas não exprimem, necessariamente, o ponto de vista do DiárioZonaNorte e nem de sua direção.

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