A partir do próximo domingo (12/08/2018) e os demais até 09/09/2018, das 14 às 15 horas, o Sesc Santana (Av. Luiz Dumont Villares, 579 – Jardim São Paulo/Santana) apresenta o espetáculo teatral e musical “Eleguá, Menino e Malandro”, com o grupo “Clã do Jabuti”. A peça tem um formato lúdico e investiga a ancestralidade africana na cultura de países como Cuba e Brasil, suas respectivas tradições orais, chegando até a música e danças afro-brasileiras e afro-caribenhas.

Eleguá é o mais importante dos orixás que integram a santeria cubana. Representado por uma criança, é muito travesso, zombador e brincalhão. São muitos nomes para este orixá: Eleguá, Elegba, Elegbara, e, o mais  conhecido, Exu. Muitas vezes ele é injustiçado, tendo suas histórias e suas características distorcidas, sendo cercado de preconceito e discriminação. Segundo o sociólogo francês Roger Bastide, “Exu, ou Eleguá, é o orixá mais incompreendido e caluniado do panteão afro-brasileiro”.

Sinopse === Eleguá é um príncipe muito esperto; todos têm medo de suas artimanhas e malandrices de moleque. Mas, um dia, o menino botou o pé na estrada e foi descobrir o mundo… Andou de cidade em cidade. Brincando, pulando e perambulando encontrou lugares e pessoas pra ajudar e ser ajudado. Ao longo das aventuras que vai vivendo pelo caminho, ele cresce, se apaixona, amadurece, ganha corpo e sabedoria! Até que um dia decide voltar… Mas nem tudo está como era antes.

A história se divide em duas partes: a primeira consiste em narrar a criação do mundo a partir da visão cosmogônica africana, o nascimento e a relação de Eleguá com sua família.  Logo a seguir, a rua passa a ser o cenário central e a encenação aproxima-se do repertório cultural das crianças e jovens dos dias de hoje, utilizando elementos do rap, do funk e do blues, movimentos de expressão cultural e da identidade negra. Até mesmo a figura do repentista nordestino aparece como ferramenta de narrativa. Todos esses recursos são usados para apresentar a crianças e jovens uma visão além da eurocêntrica. 

Ficha Técnica === Direção e Dramaturgia: Antonia Mattos /// Direção musical e composições: Jonathan Silva /// Desenho de luz e operação: Luciana Ponce /// Cenário e figurino: Éder Lopes  /// Direção de movimento e preparação em danças afro-cubanas: Alexei Ramos /// Elenco: Verônica Santos, Giselda Perê, Rubens Alexandre, Adilson Fernandes e Jonathan Silva /// Técnico de som, luz e cenário: Edson Luna /// Produção: Clã do Jabuti /// Trilha musical original: Jonathan Silva

Quem faz === O grupo Clã do Jabuti foi fundado em 2011. Em seu primeiro processo de investigação, encontrou a obra de Mário de Andrade presente nos livros de poemas “Clã do Jabuti” (que deu nome ao grupo), “Carro da Miséria”, e o romance rapsódia “Macunaíma”, que levaram à produção do espetáculo de rua “Não vim no mundo pra ser pedra”, apresentado durante 2011 e 2012, no Parque da Luz. Em 2012, pelo projeto ‘Teatro nos Parques’, a peça circulou nos parques da cidade e, também, no ‘Parque Central da Cidade’, em São José dos Campos (SP). Em dezembro de 2016 foi contemplado pela 5ª edição do ‘Prêmio Zé Renato de Teatro’ com a peça “Eleguá – Menino e Malandro”, realizando 22 apresentações, 3 mesas de debates e 4 oficinas na cidade de São Paulo. Em abril de 2017 o grupo reestreou o espetáculo no ‘Centro Cultural São Paulo (CCSSP)’, com uma temporada de 12 apresentações. No mesmo ano, foi contemplado pelo ‘PROAC 09/2017’. Em 2018 recebeu o ‘Prêmio São Paulo de Incentivo ao Teatro Infantil e Jovem’ na categoria de ‘Trilha musical original’.


SERVIÇO

Eleguá, Menino e Malandro

  • Local: Teatro. Capacidade: 330 lugares. Classificação indicativa: Livre.
  • Ingressos: R$ 17 (inteira), R$ 8,50 (meia), R$ 5,10 (credencial plena).
  • Entrada gratuita para crianças menores de 12 anos e idosos a partir de 60 anos.
  • Estacionamento – R$12,00 a primeira hora e R$ 3,00 a hora adicional – desconto para credenciados.

 

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