No dia 19 dezembro, uma mulher entrou em trabalho de parto em plena Marginal Pinheiros, na capital paulista. Quando a bolsa rompeu, o marido ligou para o número 190 e uma equipe da 4ª Companhia do 23º Batalhão Metropolitano foi ao local, para ajudar a grávida. A mulher foi encaminhada ao Hospital São Luiz, unidade Itaim Bibi, zona sul da capital. A assessoria de imprensa do hospital, não divulgou o sexo do bebê, mas, informou que a mãe e o recém-nascido estavam bem.

Por causa de complicações do parto, o Grupamento de Policiamento Aéreo, o Águia, precisou ser acionado. Esse tipo de chamada faz parte da rotina da Central de Operações da Polícia Militar (Copom) que recebe, em média, 100 mil ligações por dia. Desse total, 40 mil são originárias da capital.

 “Após 185 anos, a Polícia Militar do Estado de São Paulo (PMESP) ainda mantém os princípios e valores de quando foi criada, em dezembro de 1831. Essa fidelidade à histó- ria e à tradição, contudo, não representa obstáculo para os avanços contemporâneos”, diz o comandante- -geral da PM, Ricardo Gambaroni. Para isso, a instituição investe fortemente no desenvolvimento do capital humano e tecnológico.

Com 89 mil integrantes, dos quais 10 mil são mulheres, a PM está presente nos 645 municípios paulistas. No Corpo de Bombeiros, instituição da PMESP, trabalham 8,1 mil homens e 396 mulheres. Na Escola Superior de Bombeiros, há 404 alunos, vindos de todos os municípios, que se preparam para as demandas da corpora- ção em todo o Estado.

INGRESSO –  Para ingressar na Polícia Militar, é necessário ser aprovado em concurso público. “O candidato a soldado passa por uma bateria de testes: conhecimento, físico, psicológico e social. Nesse último, é feito um levantamento da vida social do interessado”, explica o capitão PM Rodrigo Cabral, porta-voz da instituição.

Para o oficialato na Academia do Barro Branco, o ingresso é realizado via Vestibular da Fuvest. No certame para 2017, o número de candidatos é recorde: são 28.324 para 131 vagas na instituição.

A PM formou, neste ano, 216 aspirantes a oficiais na Academia do Barro Branco. Entre as mulheres formadas, está a oficial Cristiane Martinez, de 31 anos. “Estou muito emocionada. Foram três anos difíceis, pois tive de ficar longe da minha família, que é o meu maior orgulho.”

POLÍCIA COMUNITÁRIA –  Modelo surgido em 1985, a partir da criação do Conselho Comunitário de Segurança (Conseg), a Polícia Comunitária no Estado de São Paulo tem como proposta a gestão participativa da comunidade nas questões de segurança pública.

“Quando a matéria passou a ser oficialmente tratada na instituição, na década de 1990, a PMESP iniciou estudos buscando formas de atuação capazes de acompanhar a evolução social que respeitasse a dignidade humana. A instituição resolveu adotar o modelo de Polícia Comunitária existente no Japão. Ele vem sendo desenvolvido desde 1868 naquele país, com excelentes resultados e grande aceitação pública”, explica a tenente- -coronel PM Ana Rita, da Diretoria de Polícia Comunitária e Di reitos Humanos (DPCDH).

Em 1999, foram criadas, em todo o Estado de São Paulo, diversas unidades, denominadas Bases Comunitárias de Segurança (BCS), em locais onde a maior presença policial era necessária, dada a alta incidência de crimes, marcando o início da operacionalização do policiamento comunitário.

“A ação incentiva a participação da co – munidade e de outras instituições públicas ou privadas, com foco na solução das questões de segurança pública pela solução de problemas sociais – estruturais, educacionais ou culturais”, diz a tenente-coronel da DPCDH.

O resultado pode ser visto nos inúmeros prêmios conquistados pelos projetos desenvolvidos, como é o caso da Base Comunitária do Jardim Ranieri, na zona sul. O programa Biblioteca Comunitária do Jardim Ranieri, que atende crianças e adultos, ganhou dois prêmios internacionais. Em 2009, a Unicef premiou a iniciativa. No ano seguinte, a ação recebeu o prêmio Internacional de Polícia Comunitária, em Londres.

PROERD – Há 23 anos, a PMESP, por meio da DPCDH, iniciou o Programa Educacional de Resistência às Drogas e à Violência (Proerd), que visa a prevenir o uso de drogas nas escolas entre crianças do ensino fundamental – 9 milhões de crianças passaram pelo programa. Desenvolvido no ambiente escolar, o Proerd atende crianças de 4 anos a 12 anos, da educação infantil ao ensino fundamental.

 Os instrutores são policiais militares vo luntários treinados, que, em encontros semanais (de uma hora), na sala de aula, desenvolvem o programa utilizando cartilha que estimula as crianças a resistir às pressões ao uso de drogas, estreitando, assim, o relacionamento polícia-cidadão. O programa é voluntário e gratuito, e tanto escolas públicas quanto particulares podem participar. Para isso, basta entrar em contato com o quartel da Polícia Militar do bairro.

TECNOLOGIA – Uma das mais novas ferramentas de combate ao crime é o Sistema Radar. Criado pelo Centro de Processamento de Dados (CPD) da PM, estreou em Guarulhos em maio de 2014. A tecnologia cruza informações dos radares leitores de placas (OCR) com os bancos de dados da PM, da Polícia Civil e do Ministério da Justiça.

 Por exemplo, ao ser localizada uma de – núncia de roubo ou furto relacionada a uma determinada placa de veículo, automaticamente ocorre o envio de um alerta ao Copom e aos tablets instalados nos carros da PM mais próximos do local. Os radares utilizados pelo projeto são cedidos à polícia pelas prefeituras e concessionárias de rodovias.

<Fonte: Imprensa Oficial – Conteúdo Editorial –Governo SP –Repórter: Maria Lúcia Zanelli >

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