por Roberto Carvalho da Motta (*)

Comemoramos dia 17 de janeiro de 2017, com muita festa, e com muito orgulho, os 100 anos de VILA MARIA, O SEU CENTENÁRIO DE FUNDAÇÃO. Não podemos deixar que tal data passe despercebida, uma vez que, preservar a historia de nosso bairro, é preservar a nossa própria historia.

Loteado nos idos de 1.917, inicialmente foi habitado por imigrantes portugueses que aqui vieram edificar com seu trabalho a sua segunda pátria e, com o correr dos anos, estendeu seus braços aos nossos migrantes de outros estados e, imigrantes laboriosos de outros países, formando essa  grandiosa comunidade uma das maiores  de São Paulo em densidade demográfica, leve-se em conta de que o bairro fica distante tão somente sete quilômetros da Praça da Sé. E é muito bem servido por inúmeras linhas de ônibus.

Em tempos áureos, teve ao seu dispor quatro cinemas muito bem frequentados por sua população. Ainda na questão entretenimento, tinham seus bailes, diga-se das domingueiras do Sociedade Esportiva e Recreativa Vila Maria, e outros pequenos salões de clubes de futebol, os salões das escuderias a exemplo da Fogaça, Taturana, todos traziam para o bairro, cantores e conjuntos que ficaram famosos. E o nosso Clube Thomaz Mazzoni, com suas piscinas e quadras de esporte, que até hoje diverte a nossa população.

Na questão de patrimônio histórico, ainda existe em nosso bairro uma pequena parte do imóvel sede da Fazenda Bela Vista, precursora de nossa bairro, que se viu restaurada ali na Rua Nova Prata, e utilizada como salão de festas de um condomínio.  No inicio de sua fundação, permitia-se ao requinte de se ter lotes com 500 ( quinhentos ) metros quadrados, o que já dava a entender o caráter residencial do bairro.

Por volta dos anos 50, a industria de pequeno porte  e o micro comércio começaram a surgir na região e, já no inicio dos anos 60 iniciou-se a instalação de um grande contingente de transportadoras, que com a sua afluência para a nossa região, iniciaram-se os nossos problemas urbanos, até então inexistentes. Com o avanço nos sistemas de transportes e, com a necessidade imperiosa de grandes áreas para pesados e sofisticados caminhões de cargas, o bairro vai se tornando pequeno demais para sediar tais empresas, com suas ruas estreitas, inadequadas e impróprias para o tráfego dessa natureza. Essa situação só a partir do ano de 1972, com a Lei do Zoneamento, foi regulamentado o funcionamento destas empresas, tranquilizando sua população, que hoje convive pacificamente com elas.

Sofremos ao longo dos anos, grandes problemas com as enchentes que hoje estão sob controle, temos toda uma infraestrutura urbana, todas as ruas que compõe o bairro, estão pavimentadas, a estrutura escolar atende as nossas necessidades, temos até uma Universidade, na questão saúde ainda nos falta melhores acomodações e atendimento.

Tal situação não chega a ilidir o seu progresso,  que se não nos dá uma condição de bairro modelo, nos permite dizer que somos uma região comercial em grande fase de ascensão.  Atualmente o bairro vem sendo muito procurado por construtoras, que aqui querem plantar seus edifícios, com esta verticalização o bairro está passando por uma fase de grande valorização, o que sem dúvidas em muito pouco tempo será um dos melhores  de São Paulo.

Vila Maria sempre foi manchete de jornais de  São Paulo, ora por sua pujança, ora por suas necessidades sociais, ora por ser considerada o berço político de nosso ex-controvertido presidente da República: JÂNIO DA SILVA QUADROS. Hoje,  entretanto, as coisas são outras. Da geração que venerou suas posições e atitudes de outrora, pouco resta dela, só lembranças. A geração mais jovem e ativa, mantém uma ótica diferente, com atitudes políticas mais corretas, menos fanatismo, e mais realidade.

Por tudo, amamos você, Vila Maria de muitas vidas e histórias em um século!

 

(*) Roberto Carvalho da Motta – Advogado, antigo morador da Vila, empresário no setor imobiliário e um eterno apaixonado pela Vila Maria – com os filhos da mesma região –  (roberto@robertomottaadvogados.com.br).

 

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