A Prefeitura apresentou nesta 3ª feira (24/10/2017) o projeto do novo Parque Campo de Marte, na Zona Norte/Nordeste de São Paulo. Com cerca de 400 mil metros quadrados,   o parque será implantado em uma área do Aeroporto Campo de Marte objeto de acordo firmado entre a Prefeitura e o Governo Federal no mês de agosto — veja matérias nos links:  http://bit.ly/2i0TiJe   (assinatura do acordo)  e    http://bit.ly/2vyY2yQ  (local Campo de Marte/Infraero).

Na coletiva com o prefeito João Doria Jr. (*) foi esclarecido que as obras terão inicio após a publicação dos Procedimento de Manifestação de Interesse (PMI) – o que deve acontecer até janeiro – e ainda da aprovação da Câmara Municipal e a publicação da licitação. Estima-se que, dentro deste processo junto com as obras, o tempo deve levar dois anos (até 2019), com o custo em 250 milhões de reais.

O novo parque terá um conceito de parque temático, com um museu integrado, que permite sua utilização como expansão da área de exposição, além de maximizar os usos de entretenimento e lazer públicos.

“Este novo parque só se tornou possível graças à feliz conjugação de interesses entre a Prefeitura e o Governo Federal, com especial destaque ao Ministério da Defesa e à Aeronáutica. Ele possibilitará à população da cidade em geral, e à da Zona Norte em particular, o usufruto dessa grande área verde, de lazer e prática esportiva, além de um importante Museu Aeroespacial”, afirma a secretária municipal de Urbanismo e Licenciamento, Heloísa Proença.

MATA ATLÂNTIICA E ATIVIDADES === A vasta vegetação do lugar passará por manejo de recuperação da Mata Atlântica, para que seja preservada. Serão instalados cerca de 2.200 metros de pistas de corrida e ciclovia, além de 2.500 metros de trilhas para caminhadas, com estações de ginástica. Nas clareiras existentes serão implantadas quadras esportivas, área para prática de esportes, atividades físicas e jogos informais.

Agregado ao parque haverá, ainda, um complexo esportivo com três campos de futebol e duas áreas para futebol society. O acesso principal ao local será amplo e contará com o plantio de espécies nativas, junto à um grande espaço de entrada. A edificação que sediará a administração do parque contará com sanitários e educação ambiental.

O Parque Campo de Marte será o quinto maior dentro do município. Os demais são o Anhanguera, na Zona Norte/Noroeste; o Ibirapuera, na Zona Sul; e do Carmo e Vila do Rodeio, na Zona Leste.

INICIATIVA PRIVADA === Para a implantação do parque, que será concessionado, será lançado um Procedimento de Manifestação de Interesse (PMI) para ouvir da iniciativa privada propostas que visam a criação desta nova área verde da cidade. Também será lançado um PMI específico para o Museu Aeroespacial.

O arquiteto e paisagista Benedito Abbud criou as diretrizes do projeto, que respeitará a legislação e as normas do Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico, Cultural e Ambiental da Cidade de São Paulo (Conpresp).

A definição do projeto está sendo acompanhada pela Secretaria de Urbanismo e Licenciamento, com a colaboração das pastas do Verde e Meio Ambiente,  Desestatização e Parcerias, além de Serviços e Obras.

MUSEU AEROESPACIAL ===  Um Museu Aeroespacial também fará parte do espaço, para o qual foi destinada uma área de 67 mil metroa quadrados. O museu estará conectado com a pista de decolagem do Campo de Marte através de uma pista de taxiamento, além de uma esplanada multiuso com 27 mil metros quadrados para estacionamento, pista de skate e outras atividades. Uma nova via coletora vai conferir acessibilidade a todo o complexo. Ela ficará aberta durante a semana e poderá ser interditada aos sábados e domingos para lazer. No período do carnaval, poderá abrigar carros alegóricos durante desfiles no Anhembi.

HISTÓRICO === O acordo entre as Forças Armadas e a Prefeitura é o primeiro avanço para colocar fim a uma disputa judicial que remonta à Revolução Constitucionalista de 1932. Essa “guerra” paulista – um movimento armado para derrubar o governo provisório de Getúlio Vargas, convocando também uma Assembleia Nacional Constituinte – foi perdida pelos revolucionários. Os paulistanos não só perderam a batalha, como o primeiro aeroporto da cidade, inaugurado em 1929. O terreno foi incorporado pela União para a Aeronáutica. A área total é de mais de 2 milhões de m².

Em 1945, após o fim do governo Vargas, a Prefeitura iniciou a disputa para reaver o lote. Em 2003, o Tribunal Regional Federal deu ganho de causa à União e, em 2008, o Superior Tribunal de Justiça mudou o entendimento, devolvendo-o ao município. Em 2011, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) deu razão à Prefeitura, e a União recorreu. O processo tramita no Supremo Tribunal Federal (STF), mas a possibilidade de um acordo amigável partiu do encontro entre o Ministro da Defesa, Raul Jungmann, e o prefeito da capital paulista, João Doria. <<  Com apoio de informações/fonte: Secretaria Especial de Comunicação – Secom/PMSP >>

(*) Nota da Redação:  O prefeito João Doria Jr. participou pela manhã (10 hs) de uma reunião para tratar das diretrizes do projeto do Parque Campo de Marte. O encontro também contou com a participação dos secretários municipais Fábio Santos (Comunicação), Wilson Poit (Desestatização e Parcerias), Marcos Penido (Serviços e Obras), Heloisa Proença (Urbanismo e Licenciamento), Jorge Damião (Esportes), Anderson Pomini (Justiça) e Fabio Lepique (adjunto de Prefeituras Regionais). E, logo após, às 11 hs., ao lado do presidente da Infraero, Antonio Claret de Oliveira, e do brigadeiro Damaceno, chefe de gabinete da Aeronáutica, Doria concedeu entrevista coletiva sobre a apresentação do projeto Parque Campos de Marte e do Museu Aeroespacial.

 

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