O fenômeno da violência, doméstica se tornou uma questão de saúde pública em função da magnitude do problema e do impacto que produz. Os dados compilados no Dossiê Violência Contra as Mulheres (*1) impressionam, pois a cada dois minutos, cinco mulheres são espancadas; a cada 11 minutos ocorre um estupro; a cada 90 minutos acontece um feminicídio; 179 relatos de agressão são realizados a cada dia.

A assessora da Área Técnica de Atenção Integral à Saúde da Pessoa em Situação de Violência da Coordenadoria Regional de Saúde-Norte (CRS-N), Elaine Aparecida Lorenzato, observa que a superação desse fenômeno envolve a capacidade de articular diferentes atores e setores da sociedade. “Diante dessa realidade, nós da CRS-N  estabelecemos como uma de nossas metas prioritárias o enfrentamento da violência contra a mulher no território em que ela vive”, pontua.

AS PARCERIAS === Assim, em parceria com o Ministério Público teve início nos dias 4 e 5 de outubro o projeto Prevenção da Violência Doméstica com a Estratégia de Saúde da Família (ESF), no território de Perus, com a participação de cerca de 170 profissionais. O foco do programa são as Unidades Básicas de Saúde (UBSs) que contam com equipes multiprofissionais da ESF.

Fabíola Sucasas, Promotora de Justiça do Grupo de Enfrentamento à Violência Doméstica ressaltou a importância de se promover encontros dessa natureza. “Essa é a tradução da confirmação das etapas definidas em um termo de cooperação estabelecido entre a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) e o Ministério Público, como um eixo de atuação em rede no enfrentamento da violência doméstica, especificamente a atuação preventiva”.

A execução do trabalho é feita pelas Agentes de Saúde do território, pois elas têm acesso às moradias das mulheres que sofrem violências. Assim, estabelecendo vínculos, conseguem interferir nas situações que encontram, fornecendo subsídios para que essas vítimas consigam interromper as agressões.

“Sentimos-nos privilegiados em receber esse evento aqui hoje, sendo o primeiro da Coordenadoria Norte. O nosso território tem índices bem significativos, é muito vulnerável, então acho que esse projeto iniciando aqui nos dá um suporte para o enfrentamento dessas questões de violência. É de suma importância e muito valoroso esse trabalho com as Agentes, por conta desse vínculo que elas têm com as pacientes e a identificação desses casos”, finaliza Fabiana Céspedes, Supervisora de Saúde de Perus. << Com apoio de informações/fonte: Assessoria de Comunicação/Coordenadoria Regional de Saúde-CRS Norte – Texto: Aline Oliveira >>

(* 1) Fonte: Dossiê Violência Contra as Mulheres:

      www.agenciapatriciagalvao.org.br/dossie/

 

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